Sobre o domingo
Festa de alguma coisa no quintal do vizinho. Não me parece aniversário, porque ninguém cantaou "parabéns pra você". E tem crianças gritando. Muito. Odeio crianças gritando a tarde inteira. Estou com dor de cabeça. Se minha filha gritar metade do que essas crianças estão urrando, eu a vendo. Aos pedaços, aliás — um rim aqui, um pedaço de fígado acolá...
Fico me iludindo, pensando em colégios internos para esses vizinhos sensacionais.
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Japa de novo. Essa vida gastronomica-social está animadíssima!
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Sobre a segunda
Os vizinhos de prédio e de vizinhança acham que este quarteirão é um puteiro. Só pode. Umas músicas altas, cafonas, uma cantoria coletiva, o da janela de cá que acompanha o da janela de lá aos gritos... A figuração também não ajuda, todos vieram de bairros sem saneamento, sem energia elétrica com matadouros a céu aberto, quintal coletivo e galinhas ciscando cá e lá. Tenho quase certeza.
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Bahia é sensacional, mas é foda
Você passa o verão inteiro ouvindo axé por causa do Carnaval. Logo depois da festa de Momo, quando daria pra dar uma respirada, ensurdecer seria melhor: começa a (longa) temporada do forró.
E quando acaba o forró, adivinha! começa o axé de novo.
E depois eu sou mal humorada
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