Domingo, Novembro 08, 2009

Esquilo dramático

Que tipo de cretina ainda ri de chorar com isso?



Eu, né?

Big fish

Já falei que sempre choro quando acaba o filme? Quando sobem os créditos? Sempre, sempre. Passo a película inteira incólume, mas os créditos...

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Que olho, viu? Editei tudo abaixo, tirei o pessoal, e vamos lá, porque, diria meu amigo mais querido que a vida, BONDE ANDA É PRA FRENTE!

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U cannot quite me so quickly...

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Ladeira abaixo é quando você acha fascinante, a mulher mais linda e charmosa do mundo, um travesti da vizinhança.

Sim, hetero ainda.

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Estão no orkut as fotos do Futura. Sensacionais. Saudade da porra.

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Três chopps no Santo Antônio, e tudo bem.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Não fui eu quem disse

Estou cada dia mais insuportável sem dormir.

Medo do 30o. dia de insônia.

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Alegre-se: sabe a fábula do Grinch, Natal e tudo o mais? Este ano será real.

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204 dias na ilha quadrada

Estourei o braço operando uma câmera. NUNCA me diverti tanto.

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ODEIO humanos.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Semana do saco cheio

Caríssimo Leitor, onde você estava no último feriado? Praia, surfando? Descansando a cabeça, com um bom filminho no DVD, pipocas e pernas queridas entrelaçadas nas suas? Brincando com seus filhos, feliz pelos três dias de descanso?

Pois é. Eu não fiz nada disso. A praia me encontrou de calça jeans, o filminho no DVD não existiu, e minha filha tinha ido para o final de semana com o pai. Tive 5 dias de trabalho pesado, não de descanso.

Hoje é quarta-feira. Estou trabalhando no filme, mas para esta manhã, só precisava dar um telefonema depois das dez. Do job novo, nenhuma novidade, nem confirmação. Estou cansada. Alguém pode, pela graça celestial, me dizer POR QUE RAIOS EU TINHA DEZ LIGAÇÕES NO MEU CELULAR ANTES DAS NOVE DA MANHÃ???

Existe alguma lei que me proíba de dormir das oito às dez da manhã, depois de mandar Mini Me pro colégio, e depois de passar mais da metade da noite insône? E por que depois do telefonema (infrutífero, como os que se seguiram), eu não podia voltar pra cama e ler calmamente o que não li na última semana e meia?

Eu sou freelance, que em português quer dizer desocupada que trabalho em horários pouco ortodoxos, mas que durmo em outros menos usuais ainda.

Por que não desliguei o celular? ora, caro Leitor, vamos lá:

1. tenho uma filha pequena fora de casa. Já ouviu falar em acidente (toc, toc, toc)?
2. o telefone é meu, desligo se eu quiser!
3. tenho pais não exatamente na flor da idade. Já ouviu falar em acidente (toc, toc, toc)?
4. estava esperando resposta de um job (que não veio).


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E as dores de cabeça voltaram com tudo hoje.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Pifando

Parece samba de uma nota só, mas vamos à real: estou realmente exausta. Não, D*us, não é queixa.

A impressão que tenho é a de que NUNCA consigo dormir o suficiente para descansar, estou sempre devendo a mim quatro, cinco, seis horas de sono. Estou irritada, espinhenta parecendo um ouriço, azeda, sem paciência para a existência dos humanos, doida pra me enfiar na cama e dormir 48 dias.

Como dinheiro não tem sido exatamente o maior frequentador desta casa, mas voltará a ser em breve, sem chance de dizer não para trabalho algum. E que pudesse negar: os próximos são com pessoas muito, muito queridas.

E agora, logo depois da Mini Me dormir, morro de vontade de seguir o rumo do meu quarto, ligar a traquitana recém instalada — transformando um computador, uma TV e um aparelho de som num puta home theater —, e colocar um filme qualquer para dormir nos primeiros quinze minutos. Bom, nesse momento do devaneio eu desfaço o sorriso e volto pra Terra: tenho trabalho às pencas me esperando no computador.

Suspiro.

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Quem, além de mim, esquece que o elemento é um traficante conhecido e vai, cheia de candura, pedir uma entrevista para a TV?

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A produtora que veio do Rio me deu um monte de bombons da Amazônia no último dia da equipe em Salvador. Foi de uma delicadeza tão imensa, que estou até com pena de comê-los. Gosto de ficar olhando, e sempre lembrar que ainda existe gentileza no mundo.

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Montei uma mini estante de livros hoje. Tinha uma tábua de um metro e sessenta, e papai tinha um punhado de livros com encadernamento de luxo, mas que nem os livreiros de sebo queriam receber como doação. Como a Ilíada não está nos meus planos de leitura num futuro próximo, juntei sete tomos de cada lado, apoiei a tábua, e voilà: eis uma estante fresquinha para minha pilha de livros que ficava sambando por aí.


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E vou pra cama, viu, ficar rolando de um lado pro aoutro até conseguir dormir. Eu não contei? Além do cansaço extremo, estou com a maior insônia dos últimos anos.

Outro suspiro.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Medo

Quem, pelas barbas do camarão, quem assina as lacerações e hematomas cênicos da Bárbara Paz na novela? Zé do Caixão? Stevie Wonder?

Helena faz melhor, do alto dos quase cinco anos...

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Aliás, quem ESCALOU a Bárbara Paz mesmo?

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Mudança de medicação, e lá se vai uma semana inteira de sono zero, dor dez, e humor alternando entre Dr. Jekill e Mr. Hyde.

Sono zero está me matando aos bocadinhos. Três, quatro da manhã, e eu não fechei os olhos ainda. Aí faço esforço e durmo. Dez para as cinco da manhã vem Mini Me, feliz da vida como só uma criança pode ser antes das nove e meia da manhã, abre a cortina e diz:

— Olha, mamãe, já é de dia!


Midepila. Não sei como não virei pó até hoje, como vampira. Só uma genitora insône sabe o que é funcionar no automático. Bom, em dias razoáveis, eu volto pra cama às sete, e durmo até dez, enfim embalada — Sr. Namorado está viajando a trabalho, então Mini Me passa a ser a única a ser despachada porta afora.

E alguém já viu produtora ter um "dia razoável"? Estou em DOIS jobs, misturando tudo, elenco, locações e roteiros, e amanhã chega a equipe de um deles. Alguém aí está adivinhando quantas horas de sono terei por dia, levando em conta que às sete e quinze da manhã estarei na rua, gravando?

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Alguma coisa no remédio novo potencializou todas as dores físicas que eu já tinha. Resulta que pareço uma velha andando, graças ao joelho quase inútil, ao pé repetidas vezes torcido, e ganhei uma dor de cabeça de proporções hercúleas. Incapacitante.

Fora que, por ordens médicas, bebi mais água nos últimos sete dias do que ao longo dos últimos cinco anos. O organismo ainda não sabe bem o que é, mas aposto que o pulmão grita pro fígado, la embaixo:

— Corre, bicha, que a louca tá jogando aquela coisa gelada de novo na gente!


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Para Losties

O que a Sun Kwon está fazendo em Viver a Vida?

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Pânico de quem fez a progressiva da Aline Moraes. Parece alguma coisa feita com henê.

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O personagem do Thiago Lacerda não consegue lembrar de UM ÚNICO nome das pessoas ao redor.

— Essa é a Luciana, essa é a... uh...
— Não! Ela é a Luciana e eu sou a Helena.


Lá pra frente:

— Parabéns, donaaaaaaaa... uh... Tereza!

É algum programa de inclusão social dos deficientes mentais?

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Sim, estou vendo a novela enquanto trabalho e blogo.

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"Quando o carteiro chegou, o o meu nome gritou com a carta na mão..."


Eu só queria que o email tao aguardado chegasse, pois embora não consiga dormir, estou quase pifando de cansaço. Quero um banho pelando, pijama confortável e Need for Speed no mega home-armengue-theater do meu quarto. E dois Toragesic sublinguais para dentro, que cansei de sentir dor.

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Beijonãomeliga, tsá?

Terça-feira, Outubro 20, 2009

To never forget

Gosto de cravos de todas as cores, de chocolate quente, de dias cinzas e um eventual céu azul. Gosto de andar ouvindo música alta, de lojas de 1,99, de cheiro de limão e de cachorros. Gosto de Coca Zero, de risadas altas sem esperar, de autores irlandeses, de Doritos Sweet Chilli. Gosto de viagens de final de semana, de cheiro de maresia, de séries de TV, de filmes de sangue e explosões.

Gosto de algumas outras coisas, eu acho, mas hoje, do jeito que as coisas estão, só lembrar dessas já foi muito difícil.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

My way (?)

Pendurada no telefone, esperando ser atendida, ouvindo My Way em modo midi.

Sinatra está se revirando no túmulo na velocidade 6 do Créu.

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Dia de muito, véspera de porra nanhuma.

Sou a campeã mundial da prática de nadismo. Faço nada deitada, no computador, lendo, tomando café espresso (com S, pelamor!) em horários estapafúrdios, passeando pelo supermercado (passeando mesmo: vejo detidamente todas marcas de xampu, comparo preços e marcas de caixas de fósforo, calculo o preço de cada ml de condicionador para saber qual o mais barato.), cochilando, vendo Lost... Tenho uma infinidade de pequenas atividades para acompanhar o nadismo.

Só que não sou afeita do far niente (non dolce). Detesto, na verdade, ter hooooooras para preencher com futilidades, com leituras infrutíferas (sim, Danielle Steel eu terminei hoje, e vou engatar em Seinfeld, viu, Moço?) e sonecas suarentas (Salvador está subsaariana). Prefiro estar embaixo do sol com a minha mochila-assistente-de-produção, minhas camisetas sem manga, um bom maço de papéis com autorizações de locações, um rádio na mão, dois celulares pendurados no pescoço, e sempre JU-RAN-DO que de hoje não passo.

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Monka!!!

Monka, você me lê!!! Agora tenho três leitores! Que saudade, meu amigo! Há alguns meses achei que tinha te visto no Salvador Shopping à distância, mas como você e seus irmãos são os pioneiros do clone humano, fiquei sem graça de ir lá cutucar...

Volte sempre, me dê notícias, meu email é dhenning [at] superig.com.br. Beijão!

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Como a vida é pouco convencional, temos, Sr. Namorado e eu, uma reunião de trabalho às sete da noite. Até lá, J*sus me abraça, tenho que inventar alguma coisa pra fazer que não envolva comida. Thanx, God, estou com o peso na marca, mas nesse ritmo de mastigação, vou pra obesidade mórbida em dois meses.

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E porque tenho debilidade mental, matei um naco de brigadeirão há uns 15 minutos, mesmo tendo absoluta certeza de que hoje não me cairia bem. dito e certo: enjoada e sonolenta. Blé.

Sábado, Outubro 03, 2009

A day in the life

Acordar as cinco da matina. Fazer a parte técnica de uma equipe de TV (sim, faço luz; sim, faço câmera; não, não faço áudio — isso dona Ana faz magistralmente. Eu sou surda.), almoçar no natureba, trabalhar no outro "emprego", cuidar de filha, de namorado, de casa. Voar pra editar — e fazer o milagre de enfiar 51 depoimentos em 7 minutos de material finalizado —, caminhar pra casa e lá chegar às 10 e meia da noite. Misto quente: ativar; checar email pra ver o preview do material editado, assiste de novo. Cama, e cadê o sono? Ler, ler, ler, ler até ficar vesga, e ler mais um pouco, e finalmente começar a fechar os olhos... para pensar em bobagens, coisas sérias que me incomodam, repensar a vida inteira, lembrar do IPTU atrasado.

E juro, juro mesmo: tem gente que me pergunta porque eu me canso.

Por isso não posso ter porte de arma...

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E sim, depois desses dias de insônias, eu resolvi que a primeira manhã em que eu podia acordar mais tarde seria gasta... fazendo nada.

A boa notícia é que o que eu teria que decupar hoje pode esperar até segunda de manhã.

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Drops

A lição de hoje que tia Dani oferece é:

"Mantenha seu inimigo na lista do Orkut."


Só assim a gente sabe que o Cão Danado está longe o suficiente.

Domingo, Setembro 27, 2009

Definições

Desgosto: quando sua filha de quase 5 anos choraminga numa quinta-feira de madrugada, lá pelas seis e meia da matina, porque quer torcer pro Bahia.

— Minha filha, todo mundo da família da gente torce pro Flamengo.
— Mas eu nasci na Bahia, mãe. Deixa eu ser baiana, deixa.


Nota mental: levar essa menina ao maracanã ONTEM.

Suspiro.

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Alegria: quando a cria loura se planta na frente da TV para ver as exibições de skate na Mega Rampa.

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Terror: quando a mesma personagem senta quietinha no sofá, dividindo os fones de ouvido com a filha da babá, e a ciosa mãe que vos fala descobre que o som que a mantém tão absorta é um pagode.

P-A-G-O-D-E.

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Desempregada, e cada dia mais decepcionada com o mau-caratismo das pessoas.

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Manchete no Terra


Notícias » Mundo » Mundo

Contra crise, britânicos põem rins à venda para pagar dívidas

Grandes coisas. A brasileira aqui já está tentando vender um dos rins faz tempo. E um pedaço do fígado também.

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Queria muito montar uma loja de doces artesanais, feitos por mim na paz do meu sacrossanto lar, sem ter que sair e me misturar com os escrotos dessa corrida de sapo onde me meti.

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Durval, parabéns!

Sábado, Agosto 29, 2009

Alegrias no ponto

Uma senhorita sacudia tanto o braço para chamar o ônibus que por um minuto pensei que ela ia voando, e não de coletivo...

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E enfim saiu o chopp-café com dona Lua. Ela, quase minha sócia agora; ela, divertida, bonita, inteligente. Ah, por que demoramos tanto?

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Adoro a empresa onde trabalho, tenho alguma afinidade com a função que venho desempenhando, gosto demais das pessoas de lá, dos donos da empresa à minha coordenadora, passando pelos colegas de todas as áreas. Mas vou te dizer: ninguém tira da minha veia a paixão por uma emissora de TV! Sexta-feira fui quebrar um galho pra Doce M na emissora que nos tem recebido — e com tanta gentileza —, e há tempos não era tão feliz. Fiz trabalho de estagiário, coisa que não fazia desde os idos de 1999, mas ainda assim, correr pelos corredores carregando fitas, operar ilha de edição, ir do CEDOC pra switch, fazer lista de imagens de cobertura, respirar aquele ar meio embolorado que toda emissora de TV tem... Ah, isso é que me fez viva de novo...

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Moço, aquele sofá luxo puro vai estar vago no feriado?

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Tenho uma babá. Helena pega a ponga, porque não adianta: a babá é minha. Caiu do céu, é de uma paciência ímpar, cuida de mim como eu acho que mereço, e ainda cozinha bem demais.

Não, não engordei um grama. Agosto foi um mês dramático: assalto com direito a coronhada no rosto, vida profissional tensa, vida pessoal enrolada. Finalmente, com a proximidade de setembro, a caminhada vai se colocando nos trilhos, a vida volta pros eixos, e falta só uma semana e meia pro salário. E nisso, só emagreci, fiquei quase um fiapo, ou Squalidus (você não lê a turma do Mickey?).

E aí me mandam uma filha de D*us, que cuida da minha filha com todo o carinho, cuida de mim, das minhas roupas, da minha casa, do meu amor, e se nada mais funcionou neste mês, ela foi o bálsamo para minhas feridinhas aparentes.

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Com quanto tempo de trabalho eu posso pedir férias? Hã? Hã?

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Quem sequestrou o Belchior foi o Gopal, para ficar com o bigode dele.

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Lost (personalíssimo)

É bobagem. Claro que é.

Bom. Ontem eu comecei a assitir Lost, outro vício. Bleleza, todo mundo tem seus apegos. Pra quem perdeu um parente no Air France 447, não é bem assim.

Longe, primo da mamãe, há anos morando fora... Mas parente, e sangue, meus caros, sangue a gente não nega. Somos poucos, os Leite, os Henning, somos pouquíssimos. A notícia veio no corredor de casa, pela mamãe:

— Dani, o L** estava no võo do Air France.

E o mundo se fragmentou, qual os quadros dele. Artista plástico de talento ímpar, com uma visão de skyline tão similar à minha que só se explica pela ancestralidade. Eu, fotógrafa bissexta e cega; ele, artista; separados por uma enorme geração, e ainda assim dividindo o mesmo gosto estético. Nós, e nossos horizontes no chão, um um mundo de céu pela frente. Nós, e o apego pelo vermelho.

Foi ligeiramente chocante vistiar a casa da sua mãe meses antes, e ver que as referências artísticas foram preservadas, passando uma geração inteira. Tinhamos o mesmo apuro, o mesmo detalhismo... |O horizonte... O vermelho...

Enfim... Me apçaixonei por Lost hoje, e isso há de render um ou dois posts no futuro. Mas hoje... Hoje, o misto de desejo de que você estivesse na ilha de Lost (estou na primeira temporada, sem spoilers, please), e que você realmente fosse um dos 50 corpos identificados. Como foi.

Não sei se já foi enterrado (na Alemanha, justo, justíssimo), mas whatever... A ilha de Lost não seria suficiente para a sua genialidade.

Que bom você foi achado.

Domingo, Julho 19, 2009

Ic!

Vinho, cerveja, frio, fome e saudade.

Não esperem muita coerência de mim, hoje.

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Vinho me deixa pensativa. Cerveja dá sono. Vou dormir pensando, então...

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Dia de silêncio. Silêncio na casa, na cabeça, no telefone. Só voltei a me comunicar com os outros humanos lá pelo fim da tarde, quando Doce M. ligou. A Pequena foi passar a tarde com o pai, o Grande foi passar a semana com a mãe... e eu? eu fiquei dormindo o que não dormi a semana inteira, o que tinha de déficit d sono.

Ainda estou com saldo de horas acordada, e tenho que gastá-las em 15 dias, pra mais ou pra menos. Depois disso, espero em D*us, serão 4 meses morando em aeroportos, acordando um dia numa capital e indo dormir em outra. Toda semana, por 16 semanas — eu acho que chega a 20, 24, mas é um chute meu.

Creio que quando atingir a milha 20.000, já vou estar me sentindo Tom Hanks em O Terminal. Vou estar de saco muito cheio de barrinhas de cereais, sucos minute maid, despressurização da cabine e coisinhas que o valham.

Mas eu queria tanto, tanto dormir mais do que tenho feito...

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Quase três semanas sem lentes de contato. Se por um lado é um pesadelo, pelo outro, é uma benção.

Benção?! "A moça tem, somados, 24 graus de miopia, e ainda acha uma benção?". Sim. Minhas lentes estavam mais obtusas do que tia Noca. Arranhadas, proteínadas, defasadas. Fiz uma desagradável bateria de exames (soprar no olho ainda é usado. É uma máqina, mas vocês acreditam nisso? É medieval!), achei as lentes novas e vamos lá.

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Dia sem a Lourinha significa que não vou almoçar. São quase 11 da noite e ainda não pensei direito no que vou almoçar. Hoje. mesmo.

O de amanhã, então, é uma incógnita. Vou deixar pra o amanhecer, quando estiver meio tonta de sono, e tiver menos de uma hora pra tomar banho, me arrumar, fazer almoço e sair.

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Daniela vai poder inaugurar o sobretudo vermelho em breve. Felicidade.

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E sigo em falta com amigos queridos, novos e antigos. Se muito, falei rapidamente com alguns poucos nas últimas semanas, ou troquei um email rápido com um ou dois. Desculpas ao Moço, à Luana, à Ká, Carol... Sou isso mesmo, povo, meio desleixo e muito de paixão.

Domingo, Junho 28, 2009

Danielices

Que tipo de idiota chora litros no capítulo final de Grey's Anatomy?

Cadê?

D*us sabe o quanto tem sido impossível sentar, abrir o blogger e escrever. Não que a vida esteja pendurada em um dos dois extremos da vida: felicidade intensa ou tristeza profunda. Não. Nem um nem outro.

Também não estou vivendo em demasia, tampouco deixando o mundo correr lá fora sem mim. Não estou trabalhando como uma louca, não estou saindo desesperadamente, não estou viajando em missões estapafúrdias. Nada disso.

Na verdade, eu não sei. É como se eu estivesse vazia. Como se cada palavra que coloco aqui fosse fazer falta aqui dentro. Como se eu arrancasse a fórceps cada frase. Como se cada sentença fosse me condenar.

Então eu sumi. Não venho aqui, não vou ao fotolog, nem ao orkut, nem a lugar nenhum. Aliás, mesmo das pessoas daqui de fora eu sumi.

Estou em suspenso. Estou esperando que essa entresafra vá embora, e que eu tenha coragem para voltar a alimentar meu blog com palavras, meu fotolog com fotos, meu orkut com a minha presença.

Enquanto isso, peço desculpas a quem aqui chega e não me encontra. É quase como convidar um amigo para visitar sua casa e sair, deixando a visita só com as sombras dos móveis, a poeira que se acumula pelos cantos, as cortinas cerradas.

Sábado, Junho 06, 2009

"Seu guarda, eu não sou vagabundo..."

Meio mundo tem Tico e Teco como neurônios residentes. Eu tenho Bruno e M*arrone, que vivem dormindo na praça, pensando nela (os neurônios pensam nela, não eu).

Calha que hoje, citando os supra referidos para Sr. Namorado, a cabeça sacudiu, e do nada comecei a cantar a música mais famosa da dupla. Bruno e M*arrone, que passam a vida a cochilar no assento único da desoladora paisagem árida que é o meu cérebro, acordaram, e passam agora o tempo a explicar para um guarda imaginário (eu não tenho três neurônios) que não são vagabundos, nem deliquentes, são só dois caras carentes.

E eu? Eu funciono como caixa de som para eles, e cantarolo que nem doida "Seu guarda, eu não sou blá blá blá".

Suspiro.

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Sr. Namorado acaba de sair para o Aurora (Eew, nojinho!), filha dorme tão pesado que se entrar o Olodum no quarto ela não acorda. E eu? Eu estou com uma garrafa de um litro de Coca Zero no congelador, um maço e meio de cigarros, tempo livre, 10 episódios de Ally McBeal no pc, barriguinha cheia e Dj Tiësto no Utube.

Sério: alguém pode pedir mais para ser feliz?

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Amo!



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Oi, eu sou Daniela, dentro de exatos dez dias faço 33 anos, deveria estar trabalhando neste exato momento, mas estou aqui, no Tube, me divertindo.

/culpa

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Então, aniversário. Ao contrário da geral, eu adoro fazer aniversário. Conto pra todo mundo, do trocador do ônibus ao chefe, passando pela moça do carrinho de café e vizinhos.

O estranho da história é que há trocentos anos eu não faço festa. Muitos, muitos anos mesmo. Nem me lembro da última. Sempre me reúno com pouquíssimos numa mesa de bar, tomo cerveja, rio, olho com um orgulho do tamanho do mundo para os meus amigos, e penso que é uma proeza reunir pessoas tão diversas no meu entorno.

E aí ontem surgiu a idéia de fazer festa. Festão mesmo, zilhares de convidados, comida, bebida, música. Pensei na casa de eventos do meu amigo-querido-companhia-do-almoço-de-ontem. Pensei na minha casinha. Casa da minha mãe. Casa da mãe Joana.

Aí pensei também que o salário só sai quatro dias depois da data festiva — e não, não vou te emprestar dinheiro. Aí pensei que trabalho no dia seguinte. Não só eu, aliás, mas o mundo. Nem quero chegar na produtora com cara de quem passou a noite dentro de uma betoneira funcionando, nem desejo isso para os meus.

Resultado?Mantendo a tradição secular, vou me reunir numa mesa pequena no dia 16 de junho, tomar cerveja e rir com os meus, e mais uma vez morrer de orgulho das pessoas que conquistei ao longo dos anos.

Quer ir? Deixa recado que eu dou o endereço.

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O vídeo é lindo, e a música gruda na cabeça.



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Estou falante, hoje, né? É a Coca Zero...

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Hum, sinto cheiro de tatuagem nova no ar... Ah, dia do salário que não chega...

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"Somos o que há de melhor..."

Ressucitei Engenheiros do H*awaii na minha vida. Porra de UTube

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Poliglota

.Intermediário em INGLÊS
.Básico em ESPANHOL
.Leitura de FRANCÊS
.Fluente em BALEIÊS

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Pergunte a Lourinha se não vim falando em baleiês todo o caminho do mercado para casa.

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Patético é tropeçar e cair na rua. Você imagina então o que é tropeçar e cair num mendigo?

Não, ainda não, mas foi por pouco. Parei quase com o pé em cima dele, o fedido meu vizinho. Nove da manhã e o bonito ainda dormia?

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Um recado particular

Moça, vi seu "mayday", e não pude responder porque no momento exato eu tentava manter a cabeça fora da linha d'água. Devo ficar afastada dos bons botecos do ramo por algum tempo também, o que nos torna excelentes parceiras de Coca Cola.

Sim, continuo afogando, mas amanhã, para o melhor ou para o pior, saio de dentro d'água.

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De qualquer maneira, eu desejo, com toda a franqueza, que o Tsuru bata as asas e leve felicidade para os que estiverem perto.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Trabalhando

Falando muito francamente, eu MORRO de medo do Access 2007. Pronto.

Agora tenho que arranjar outro método para montar o banco de dados.

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Estou exausta. Emocionalmente exausta, fisicamente esfalfada, sem vida social, sem ver meus amigos, sem nada. Tenho sono o dia inteiro, e quando enfim deito à noite, a sensação é de que as seis horas de sono que me aguardam são apenas 1/4 do que eu precisaria para minimamente começar a me recuperar.

Mas não é queixa. Estou trabalhando, coisa que verdadeiramente adoro, vou colocar a vida em ordem e fim. Dormir? Ah, quando morrer.

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Ana Maria B*raga brigou com o figurinista. Só pode. Mágoa de caboclo é a única coisa que explica essa calça positivamente horrenda.

Quinta-feira, Maio 21, 2009

"Todos querem algo, sangue ou não sei quê..."

"Todos querem algo, sangue ou não sei quê..."

Isso é viver de produção. Todo mundo quer alguma coisa. Roteiros, comida, ferramentas, fitas, paz. Sangue ou não sei quê.

Hoje eu queria uma praia de areias branquinhas, água azul, um coqueiro, uma chaise longue, 23 graus embaixo do sol, drinks tropicais, variados, coloridos e fortes, e uma musiquinha mexicana de fundo, bem baixinha silêncio absoluto.

Fazer cinema é muito chato, é a arte de aborrecer as pessoas. Amo, absolutamente amo fazer televisão, amo a dinâmica, o processo, a celeridade. Amo a correria, as longas horas de trabalho initerrupto, os almoços em pé (ou no chão da praça, qual mendiga).

Mas cinema? Cinema são horas de ensaio, de repetições, de preparo da luz, do cenário. É boletim de continuidade, de áudio, de câmera. É burocracia pura.

Bom, talvez essa seja a visão de quem é cria do frenesi da TV. De quem ainda não descobriu a poesia da realização em 35 mm. De quem prefere ver filmes em casa, enroscada np edredon, e não num cinema lotado de gente comendo pipoca, fazendo ruídos desagradáveis de mastigação, e gritando nas partes erradas.

Sei lá. Gosto da equipe, mas viva a televisão, viu?

Terça-feira, Maio 05, 2009

De volta, e outras coisas

De volta à produção de Náufragos, que tive que deixar de lado em fevereiro, por motivo de força maior. De volta à mais querida equipe de trabalho, ao roteiro que adoro, ao lugar de onde eu nunca quero sair.

Não, não propriamente o cinema, e que me desculpem os puristas, acho até meio porre de fazer. Eu nunca deveria ter saído era dos sets de gravação e filmagem. Nunca, em tempo algum. Meu lugar é atrás das câmeras, dos fresnéis, dos kinos. Meu lugar é mofando enquanto repete-se a mesma cena duzentas vezes; meu lugar é escondida atrás da luz-mosquitinho da câmera. É rindo em silêncio para não vazar no áudio. É parando trânsito, é atrasando trens, é trabalhando 15, 16, 18 horas por dia, e ainda sorrir disso.

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Por que essa declaração de amor toda?

Porque tive um dia de cão, estou com a labirintite atacada, porque sabendo disso tudo, fiz a gentileza de assistir a Grey's Anatomy. Claro que não ia terminar bem, claro que chorei aos haustos, anotei pedaço do texto num envelope roto, tudo para poder discutir com minha terapeuta amanhã.

No meio disso tudo, dona Pequena resolve gripar, e eu perco o sono e choro, sei que quase desespero, e sei bem porquê. Aí, insône, com todas as decisões do mundo tomadas, volto para o computador. E quem está no MSN? Luna, que me faz gargalhar, que levanta minha bola, que me joga pra cima. Luna, o assistente de direção de Náufragos, protagonista de meia dúzia de boas histórias minhas ao longo de... uh... 11 anos, acho, e que comemorou de verdade a minha volta à equipe.

No final, descendo da montanha-russa que foi meu dia — que é a minha vida —, ainda rindo de uma confissão que ele me obrigou a fazer, resgato do fundo da bolsa o mesmo envelope amassado com o texto recém copiado. No verso dele, rabisco o trecho do diálogo-confissão que ainda ecoa na minha mente — e cujo resultado se reflete no meio sorriso que ainda carrego.

E não é que o mundo tomou cores mais suaves?

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Só quando chove é que o mundo lá fora e o mundo aqui dentro se igualam. Só quando chove é que as coisas voltam a fazer sentido. E eu fico mais feliz.

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Na verdade, eu vim pra sala para preparar um email para a Doce M., a quem vou encontrar dentro de menos de 12 horas. Se a conversa com o Luna foi o arremate para a minha noite, o que acendeu a luzinha lá no fim do túnel foi um livro de cabeceira, aberto aleatoriamente por mim, na hora mais louca de escuridão.

Evangelho segundo o Espiritismo.

Daí veio o conselho que eu tanto precisei hoje.

PERDOA.

E era isso que eu queria dividir com ela.

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Tão zureta de labirintite, que se largada for na esquina de casa, sento, estendo a mão e vivo da mendicância, até que alguém me mostre o caminho para o meu prédio.

Segunda-feira, Maio 04, 2009

Idol

Só eu não tinha visto a Susan Boyle ainda?

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Estou fumando que nem uma caipora, trancafiada em casa (embora tenha conseguido fazer uma desastrada aventura ao Póstudo ontem. Meses para me recuperar...), meio abandonada pela minha Lourinha, que tem pedido reiteradamente para ir para a casa do pai. Sua vontade é soberana, mas e a saudade da mãe, fica aonde?

Em falando nela, desisti do projeto "Realejo". A fantasia de mico ia sair muito cara, e vamos lá: quem ia acreditar na sorte tirada por uma macaca albina com franjas?

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Alguém quer comprar um rim?

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Be double again

É

.Voltar a beber Skol sem queixas, só sorrisos
.Passar a noite de sábado fazendo palavras cruzadas, calados os dois, e nunca ter dividido maior intimidade
.Passar a noite brigando com ele, que se descobre todo, enquanto eu o espero dormir para cobri-lo de novo.
.Mais ou menos acordar com ele cobrindo minhas costas, geladinhas
.Acordar e perguntar o que ele quer de café da manhã. E ir fazer, sorrindo.
.Pensar a cada 7 minutos que foi a melhor coisa que se podia fazer. Sorrir mais um pouco.
.Ponderar seriamente sobre mudar de município
.Fazer planos para uma rave em 6 de junho, só porque ELE quer ir.
.Esperá-lo chegar as quatro da manhã, conversar até as sete, ouvir uma dúzia de coisas legais e dormir sorrindo.
.Olhar detidamente para isso tudo e pensar: "Só vale tanto porque é com ele".

Eternamente até enquanto durar.

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Lua, te ligo amanhã!

Velório

Não, prezado desafeto, ainda não é o meu. Velório é o curta do Reinofy, roteiro lindo que há anos conheço, e que enfim vi numa tela gigante de cinema.

Longos planos, nenhum diálogo, fotografia primorosa, roteiro... bom, sou suspeita, e isso não é uma crítica (TKS, God). É uma declaração de amor a um script bem formatado, bem rodado, bem dirigido, é uma ode ao cinema baianao, ao meu amigo querido e talentoso.

Velório é um soco no estômago. É uma poesia coberta de imagens, imagens simples e poderosas. É a tradução do que todo mundo eventualmente pensa sobre a vastidão — e a pequenez — da própria vida. Depois dos créditos encerrados (já falei que sou viciada em créditos de filme?), luzes acesas, e eu continuava estuporada, sentada ali, vendo a turba pensante subindo lentamente pelas escadas, em forma de onda humana.

Pense comigo, prezado Leitor: no seu caixão, o que não cabe?

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Dentro de dez dias eu vou montr uma barraca de mingau (TDP) na frente de casa, com turbante, vários sabores, e a Lourinha do lado, de quebra, tirando a sorte no realejo.

Dinheiro vai ter que vir de algum lugar.

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Peggy Sue, seu passado a espera

E teve o Nando, o Luna, a Lala, a Déa, a Lilia, o Amadeu, Arnold, Saulo, Reinofy. Teve As Menininhas, não mais tão menininhas, lindas, lindas demais. Passado sanfonado, grudado no presente, fole que não se desdobra, e 12 anos da minha voltaram.

Voltaram fortes, nítidos, filme em película, velho que custa a morrer. Foi mágico, e ao mesmo tempo agridoce. Depois do filme, me fizeram ver mais uma vez que, embora algumas coisas morram rápido — sem perguntas, ainda estou sob a égide da perda —, outras sobrevivem a furacões, terremotos, crises financeiras, e ao tempo.

Algumas coisas sobrevivem ao tempo. Agridoce.

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Em linhas gerais, a vida vai bem, alguns momentos gloriosos, outros que só servem para marcar o ritmo da espera, outros que pontuam a felicidade — Essa ainda meio escassa.

Estou em ritmo de reconstrução. Recontrução de tudo: de vida, de relacionamento, de profissão, de relação com filha, com pais, com aprendizes, mestres e amigos. Mais que isso, estou reconstruindo as pontos que me ligam ao mundo, estou fazendo novos acessos da minha alma para a humanidade.

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E O Moço completou a Maratona de Zurich!!!!! Orgulhosa como mãe de filho recém-alfabetizado!

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Nando, sabe que também ando bebendo suas palavras lá no seu blog??

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Desculpem se estou azeda, mal-humorada, sem fair play, sem bossa nem graça. Viver não é simples, e eu tenho tido uma boa dose dessa premissa. Não é ruim, mas dizer que é um mar de rosas é um exagero criminoso.

Sábado, Abril 18, 2009

50 mil

Visitante número 50.000, identifique-se!

É uma honra tê-lo aqui!

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Que tipo de pessoa de 32-quase-33 urra de alegria quando encontra um site com todos os episódios da Turma do Pato Bill para baixar?

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Catzo!


"Por favor, sugira um remédio que me faça parar de tremer de alegria como um lunático, quando recebo e leio suas cartas... Você me faz uma dádiva tal como nunca sequer sonhei encontrar nesta vida."

Franz Kafka

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Como eu sou repetitiva...


Publicado aqui em 18 de novembro de 2003

Briga, briga comigo e me deixa. E volta pra casa, ruminando dores de amores, enquanto eu saio do trabalho e vou ao encontro dos meus. Me deixa, anda, e fica até essa hora tardia pensando que podia estar comigo! E onde se enfiou essa garota? Me deixa mesmo, e admita, na quinta volta pelo quarteirão, que me ama, e que não adianta brigar consigo mesmo. Admita que me ama, pelo menos pra você mesmo!

Assuma seu amor por mim, assuma que te assusto, aceite que tem medo de me perder. Aceita, homem, a mulher que eu sou. E continua a me amar assim: desafio, carência, paixão, independência e humor. Me ama. Desse jeito torto mesmo. Mas me ama.

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Para registro

Primeiro dia de casaco na minha casa! Ê!

Na boa... Na casa da minha mãe deve estar nevando.

Terça-feira, Abril 14, 2009

Ser solteira é...

.Beber Bavária porque gosta
.Esticar as pernas na cama
.Ponderar se a TV nova vai mesmo pro quarto
.Comprar a camisa do Flamengo no Rio e inaugurar na final da Taça Rio (com todo o sotoque carioca que a terra lá me renovou)
.Morrer de saudade a cada exatos 7 minutos, e ainda assim achar que é a coisa certa
.Reapaixonar por quem já existiu uma paixão, comparar, e saber que nada é tão bom quanto aquele a quem amamos
.Fazer planos para o feriado de 1o. de maio, pesquisar preço de passagens para um luga inóspito, e descobrir que o dinheiro dá
.Ponderar seriamente sobre mudar de cidade e estado
.Pensar nisso tudo e no final dizer: "Vale uma bosta sem ele"

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Al, a anã vem amanhã.

Ecos da viagem

*Aviso que se você for susceptível a humor negro, vá lá em cima no x e clique.

.No ponto, esperando pra ir ao jardim Botânico. Para um ônibus e desce, sustentado por um hippie vendedor de brincos, um deficiente sem as pernas. Se ajeita no skate que trazia embaixo do braço, e pergunta pra gente qual o caminho para a praia. Completamente fanho.

Comento com a minha irmã depois:

— Al, que merda, né? O cara além de aleijado é fanho...
— Fanho??? Eu achei que ele fosse argentino!


O que é pior? Fanho ou argentinho?

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O pior é a sem noção aqui conversando com a cria loura, ainda no ponto:

— Mãe, por que ele perdeu as pernas?

Ato contínuo, sem pensar, porque eu sou desarrazoada, mesmo:

— Porque não guardou no lugar certo.

Vergonha, meu D*us, vergonha.

corta para

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No dia seguinte, Zoológico. Havia uma pomba no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pomba. Vem minha irmã, cheia de alegria, correndo para fazer o bicho voar.

A pomba deu dois passinhos cambaios e tombou de lado. Aleijada da perna E da asa.

— Helga, passando o corre no aleijão?


corta para

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Tia e sobrinha voltaram domingo, mamãe segunda foi pra São Paulo e eu cheguei hoje. Acompanhei mamãe ao aeroporto, tomamos um café, ela embarcou e rumei para o ponto de ônibus, para voltar pra casa.

Começa a tocar no player "You are my first, my last, my everything", do Barry White. Para os adictos, a música do banheiro de Ally McBeal. A música que todos dançam no banheiro. A música que EU dancei no ponto, no meio de todo mundo.

Vergonha, meu D*us!

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E foram dias encharcados de chopp e carinho, afetos e pizzas, primos e abraços. Foram dias de cura, dias de afagos, saudades indo embora, laços estreitados. Dias de finalmente pertencer, de voltar ao lugar que tanto me é caro, de encontrar pessoas que eu amo, e que faço questão de ver a cada temporada no Rio. Dias de achar um pouco de paz sob o olhar atento do Cristo, que lá do alto do corcovado, em tempo algum me perdeu de vista.

Domingo, Abril 05, 2009

Silêncio na Avenida Presidente Vargas...

Mais uma noite de insônia, mais uma noite tentando fazer com que a mente pare um pouco, que os fantasmas parem de gritar, que o silêncio enfim se instaure dentro da minha alma.

Era só iso o que eu pedia. Mas os fantasmas gritam, a cabeça não para. O silêncio veio de onde nunca devia ter vindo: de dentro do peito.

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E aí tenho sonhos com um ex-namorado me convidando para uma festa na Rocinha, deixando para mim vultuosas quantias enroladas num bilhete; uma declaração de amor meio arrevesada e uma passagem de ponte aérea (?) parao Rio.

Ah, o Rio... Já falei que faltam só dois dias?

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Labirintite em estado bruto, fim do documentário-xodó, Rio e meu amigo querido lá... Fim de uma era, e engraçado como as coisas se repetem na minha vida. Parece que nunca saio do vórtice se não der um pulo enorme para cair em outro... vórtice temporal.

E cade força para pular?

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Odeio ir dormir quando ospassarinhos já estão cantando. Cheira a fracasso, sabe?

Quinta-feira, Abril 02, 2009

joão...

...

Você me emociona.

Obrigada por existir.

Tom Cruise, filmes, passado...

Por muito tempo, Jerry Maguire foi uma rferência pra mim. tanto tempo, que acabei esquecendo o porquê. A Grande Virada, mas por que me inspirou tanto? Sabe D*us, mas ainda hoje me atrai o nickname de Jenny Maguire. Subconsicente rocks.

Hoje, entorpecida pela realidade em estado bruto, terminei de ver Vanilla Sky. Soco na boca do estômago. "Eu quero viver a realidade", e a realidade não incluia aquela mocinha linda. Não incluia o amor.

Altura? Realidade. Corpo ao vento. Oitavo andar. Isso tem voltado numa frequencia vertiginosa pra mim, numa sucessão de ir e vir que incomoda. Perda. Dor. Nós.

O quanto se perde numa queda em busca da realidade? Quantas familias são destroçadas num impulso que o corpo dá, espaço afora? Quantas vidas fenecem, e levam tantos anos para se reerguerem?

Não foi um dia fácil. Foi um dia de me deparar com a finitude das coisas, inclusive do projeto-xodó, que deu origem à série. Foi dia de voltar atrás vida afora, não só quatro meses, mas dezesseis anos. Dia sanfonado, passado que se encontrou caprichosamente com presente, e que enfim, ambos, me encontraram tão frágil como fui nos dois tempos. Quatro meses, dezesseis anos.

Esse foi um dia de resgatar contas antigas, não-prescritas. Morte não prescreve. Amor também não. Foi um dia de querere morrer, e ao mesmo tempo de querer colocar a cabeça pra fora da maré e dizer "Gente, eu sobrevivi!!! Me salvem, olha eu aqui!", e sair corajosamente singrando o mar, mesmo que aos solavancos.

Porque eu não desisti de ser feliz.

É minha meta, doa a quem doer.

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Há anos não tinha tanto orgulho de produzir e dirigir um material quanto tive com este de hoje.