terça-feira, abril 30, 2002



Acho q tenho q fazer uma coisa que já devia ter feito: Me apresentar. Não acho q ninguém realmente leia isso aqui, mas é uma tremenda descortesia com um eventual navegante que ele não saiba absolutamente nada. Vamos lá:
Sou Daniela, tenho 25 anos, faço 26 no dia 16 de junho, moro em Salvador, Bahia, mas sou paulistana. O resumo da ópera da uma "soteropaulistana". Estudo jornalismo desde a época em que os dinossauros ainda corriam por esta terra, minha pretensão de formatura era 2040, mas algo aconteceu. Acho que em junho de 2003 eu estou fora dali!
Também há anos sou produtora. Produzo para TV, para eventos, produzo jujubas, hamburger, tricot, crochê e tarot. Produzo tudo (estou desempregada). Me especializei em entretenimento, mas ando de paquera com o jornalismo propriamente dito.
Gosto realmente de tarot, odeio pagode e axé, sou doente por livros, tenho uma dificuldade miserável de emagrecer, mas estou conseguindo (pela enésima vez). Não estou namorando, não estou ficando, não estou nada com ninguém. Sou hetero por opção, rubro-negra por formação, geniosa por vocação. Adoro braços fortes com pelinhos louros de sol (Cláudio Poncherello) e cultivo uma estranha fascinação pelo CHIPs. Vc não se lembra do CHIPs? Os patrulheiros? 7-Mary-3 e 7-Mary-4? Poots...

Faço planos de ir para a Europa o mais rápido possível. Itália. Acho q tenho um amor lá.


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Quase dez dias sem escrever. Mais uma faceta dessa minha personalidade esquizóide é que sou depressiva. Tenho crises bem ruins, onde não consigo reagir, sair de casa, nada. Só quero ler e dormir. Nesta última, fui obrigada a ir pra faculdade de manhã. Mas mesmo assim passei duas semanas trancafiada em casa, inventado motivos pra não sair.
Acho que o pior já passou. Já estou saindo sozinha pra tratar de futuras produções (a produção de show de um cara maneiríssimo de country, Guiga Reis), já estava tentando animar a Regina para ir ao Olodum hj...
É muito, mas muito difícil mesmo assumir publicamente que se tem depressão. As pessoas rejeitam, dizem que vc tem tudo na vida, que não passa fome, uma menina bonita dessas não tem nem motivo pra ficar triste.
Gente, é químico!!! Eu tenho uma deficiência de serotonina, que diminui as ligações dos neurotransmissores! Ou pelo menos eu li alguma coisa assim!
Ninguém escolhe ficar numa tristeza sem fim, ninguém fica sofrendo por esporte. As pessoas acham que a gente opta por ficar em casa olhando pras unhas do pé, esperando q elas cresçam. ISSO NÃO É VERDADE!
Logo eu, um ser humano que detesta ficar em casa, que mapeia a cidade pelos botecos que frequenta... Agora sei de cor a programação do Discovery Health.


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Consegui reestabelecer a rede entre as máquinas daqui de casa. Eu e o Emerson, amigo de 10 anos de cumplicidade. E por causa disso, consegui gravar os filmes em DiVX que tinha aqui. Orgazmo, que é maravilhoso; Blame it on Lise, episódio dos Simpsons que se passa no Brasil e q gerou uma polêmica bizarra...
Aí sobrou espaço. Aí eu lembrei do cd novo (?) do Zero, que ainda não comprei. Antes de comprar, experimentar. Fui no Submarino, procurei o cd e achei.
O que senti quando ouvi Quimeras Acústico é algo q não consigo descrever. O link é esse, é só clicar lá na música. Engasguei, os olos marejaram... Não consegui ouvir de novo, e olha que era só uma provinha de 40 segundos. Mas vale a pena, ouve lá.
Um adendo: Zero é a banda mais expressiva dos anos 80. Pelo menos pra mim. O Guilherme Isnard tem uma voz que não tem nota, as músicas são tudo. Conheci a banda em 86, acho, pirralha, e me apaixonei. Nunca esqueci.
Anos depois, já produtora, fui ao espetáculo "Chiquinha Gonzaga", com a Rosamaria Murtinho, já que ela gravaria um VT pra gente no dia seguinte. Fomos eu e Windson Bruno, que a terra lhe seja leve na hora certa, e lá pelas tantas, resolvi ler o programa.
Sabe quando o coração pára? Guilherme Isnard, com foto e tudo, fazia parte do espetáculo!!!!!!
Como profissional, já vi gente que não acaba mais, mas nunca achei muita graça no glamour. Ficar babado ovo de starlets não é minha opção preferida... MAS ERA O GUILHERME ISNARD!!!
Com uma pose beeeeeeem condizente com a de produtora do comercial do dia seguinte, perguntei ao Raul, produtor do espetáculo, se o Guilherme ainda estava lá, que queria cumprimetá-lo... É CLARO QUE EU NÃO IA DAR BANDEIRA, NÉ???
Ele foi checar... E ELE JÁ TINHA IDO EMBORA!!!!!!
Deuses, fiquei à distância de uma parede dele e não o encontrei???

Acho q era nessa parte do roteiro que eu cortava os pulsos...

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