sábado, março 12, 2005

Eu estou acordada desde as quatro da manhã. Helena de Orleans e Bragança resolveu não mais dormir. Beleza.

Rodei o dia inteiro, fiz o que tinha que fazer, cuidei da mocinha, dei chá de cansaço nela. Não esqueça, senhores, que estou gripada até os ossos. Quase morrendo. Pois sim.

Consegui fazê-la dormir longe dos braços tentáculos familiares (leia-se a bisavó e a tia, que não querem que a menina saia do colo), suspirei e tive que escolher entre uma cochilada até meia noite ou ver o último capítulo da novela (que na verdade não vi ontem). Optei pela TV.

E eu rodei isso tudo só pra dizer que O FILHO DA PUTA DO AUTOR CASOU A MARIA DO CARMO COM O GIOVANNI MESMO!

Não se quebra o pacto com o espectador, gente! Fez-se uma promessa no início da novela, e ela não foi cumprida!

Desisti. Vou tirar as lentes de contato e fazer meditação.

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Que puta equipe de cinegrafistas para as externas aqui na Bahia! O cara que fez as aéreas tem alma de fotógrafo, e as terrestres, debaixo da ponte, estão soberbas! Muito bem trilhada a seqüência, e para quem não sabe, a música clássica que tocou enquanto a Nazaré dava o último espetáculo é "Adagio for Strings", do Samuel Barber. A cultura inútil: é a mesma música que toca no final de Platoon, quando o Sheen reflete sobre a guerra.

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Encontrei um ex-ficante no supermercado hoje. Levei uns dez minutos tentando saber se era ele mesmo, e só depois que ele virou de costas e vi as mechas grisalhas é que tive quase certeza.

cut to

— Daniela, você teve desejo de alguma coisa na gravidez?

Com ar sonhador:

— Tive... Ele tinha um metro e noventa, o cabelo começando a ficar grisalho...

Suspiro.

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Se você viu, você ouviu. E você se lembrou. Lembrou, não lembrou?

Ontem eu falei de você.

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