segunda-feira, outubro 20, 2003

Orgulho de mãe!

Quando acabou a história com o Fera, depois de muitosofrer, escrevi "Amor nos tempos do Photoshop". Essa moça copiou para o blog dela, com os devidos créditos (OBRIGADA!!!), e algumas pessoas comentaram.



Genial isso !!!! Acho que estou precisando brincar um pouco de photoshop ! Bjos

Laila | 19-08-2003 09:45:04


Quem dera que a vida fosse tão controlável quanto um programa de computador... se bem que perderia um pouco o efeito-surpresa. beijo

Noltus | Homepage | 19-08-2003 11:30:01


E eu o que faço ??? Preciso aprender a usar Photoshop ??? Lindo, Thaís. Uma graça o texto e a melhor forma de se desvencilhar de alguém....

Ronaldo | Homepage | 19-08-2003 17:48:43


E aí? Interessante suas escolhas de texto! Não sei se é só impressão minha, mas eu os leio pensando que foi você que escreveu! No mais, tudo blz por aí? Espero que sim... Beijos!

Nuno Theodoro | Email | Homepage | 22-08-2003 09:55:22







domingo, outubro 19, 2003

Tensão pré-producional

E eu quero que exploda, que morra, que feneça. Eu sou assim, aprendi a dizer não, a mandar se foder, a enfiar no cu e calar a boca. Aprendi a não fazer o que eu não tenho vontade, aprendi a dizer o que eu penso, a não esconder os olhos brilhando quando há algum amor.

Quer, quer; não quer, adeus! Fila anda, bonde vai é pra frente. Tem um nome conceituado, mas faz merda pra caralho. Enlouquece as pessoas daqui, pede tudo à prestação. Cada dia uma novidade, cada dia um número maior de coisas. Caralho de profissão escrota, caralho de profissão de sacana, merda de opção de vida!

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Mau-humorada? Eu? Como assim?

sábado, outubro 18, 2003

Post Scriptum

E na falta do que inventar para justificar chorar, estou arrependida por nunca ter rezado por ninguém, estou com saudade dos meus cachorros que morreram, estou DOENTE de saudades de São Paulo, estou triste porque não tenho metas, porque está tocando a música que eu ouvia com o famoso e nada ordinário e porque eu não consigo achar um celular que me agrade pra comprar.
Estou com uma vontade tão grande de chorar que acho que vou dormir até a vontade passar.

Mas tão grande, tão grande é a vontade que eu vou acabar chorando em propaganda de sabão em pó. Imagina, aquela família linda, correndo com lençóis brancos por gramados enoooooooormes, sorrindo...
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Chuif...
Inspirada no Johnny

Não tenho guarda-chuvas porque eles sempre me perdem. E ser abandonada de novo é mais do que a minha saúde permite.
Tirando o rimel na raça

Na boa, arrancar o rimel com a unha não deve ser a maneira mais adequada de tirar esse troço...

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Estou tão hermética que um dia desses eu viro autista.

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Sim, eu acho realmente que estou me apaixonando por ele. Ou estou carente o suficiente para aceitar qualquer manifestação de carinho. Paixão não programada, briguei contra, e fico mentindo pra mim o tempo inteiro.Estou inquita, insegura e mais todos os "ins" que caracterizam confusão.

A parte legal: meu "irmão", pela primeira vez, disse que aprovava 100% um provável relacionamento meu com o Criador.

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Olivier Anquier mora no Brasil desde 1979, e o irmão dele, Pierre Anquier, agora caminha por estas terras onde se plantando tudo dá. Falando sério, se a França estiver tentando colonizar o Brasil, e eles forem os novos conquistadores, EU ME RENDO!
Show de sinceridade

— Dani, admita, você está se apaixonando por ele...

E estou. E acho que aquele saber é único. Pouco valeu o outro não se saber único hoje..

Eu o queria, o assistente;ou ao outro, diretor. E a fotografia deles ainda está na minha carteira. Deles (TODOS), amor para toda a vida; homens para amar. Como ontem. Como hoje. Como amanhã.

sexta-feira, outubro 17, 2003

Sem noção strikes again

— Dani, chegaram os elementos de cena do filme de quinta! Eles querem bicicletas, prancha de storyboard, de surf...
— PRANCHA DE QUÊ???
— De storyboard, de surf...
— De bodyboard, né, sem noção?
— Ah, é isso aí mesmo...


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— Já imaginou se você está andando no campo e de repente cai do céu uma cadeira de avião com um homem amarrado no cinto de segurança?

Numa boa, que tipo de pessoas tem digressões com esse assunto?

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Entrei no frescão, deixei passar os pinguins que iam para o fundo do ônibus fazer sambão (ar condicionado regulado para -4, tenho certeza!), entreguei o dinheiro, recebi o troco. Aí ouço uma voz de menino, 4, 5 anos, admiradíssimo, no banco atrás do meu:

— Olha, pai, a moça de gravata deu dinheiro pra moça da frente!
— É o troco, meu filho. Ela pagou a mais, e agora está recebendo o que sobrou...
— Mas ela deu um dinheiro e recebeu três dinheiros de volta, pai!


Nessa hora eu jogaria a cartela de pílulas anticoncepcionais no lixo...

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O outro está em crise profissional. Esse é um trabalho para a super Daniela, que vai se vestir deTangolomango para combate o crime, os malfeitores e a paúra dos amigos artistas.

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Mal caiu na conta...

... e eu já estou com medo de puxar o saldo! Depois do pagamento hard que fiz ontem, rezo para ter sobrado pelo menos o do ônibus...

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De volta ao começo

Só falta a louca me mandar buscar caixa de colorbar e gancho de puxar nuvem...

Prancha de storyboard... Rá!

quinta-feira, outubro 16, 2003

— Cansei do planeta Terra...

Eu queria que a sensação de não-pertencer fosse passageira. Que eu pudesse acordar amanhã cedo, ou depois de amanhã, e sentir que finalmente eu faço parte. Que esse corpo é meu, que essa vida é minha, que existem planos para daqui pra frente, que existe um lugar feito pra mim. E queria acordar nesse lugar.

Queria acordar com um destino, com uma história pela frente, com futuro. Não mais levantar com essa sensação de desnorte, de desrumo. Queria levantar sabendo que tenho uma agenda de páginas preenchidas de coisas pra fazer, coisas que colocassem tijolo por tijolo, num desenho lógico. Coisas pequenas, mas que tomassem forma de uma vida quando juntas.

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Que todo mundo tenha um parceiro de trabalho como a Dupla. Essa noite eu durmo.

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Tem gente nova aí do lado!

Johnny, done de um blog delicioso, que também é fã da Ithamara Koorax, a quem conheci no Tangolomango. O bacana é que achamos nossos blogs sem sabermos que éramos os mesmos do bar...

Tem os blogs novos da Carol e do Neto, tem o fotolog do Rodrigo...

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Estou rica!

Preciso de autorização para tirar minha carteira de motorista, preciso comprar um novo celular, preciso pagar minhas contas, preciso de um discman.

Uh, eu estava rica...
Fazendo casting, e tenho certeza de que as pessoas me odeiam.

Fui achada na balada de ontem, Tangolomango de última hora, com a bomba:

— 50 fotos de modelos, maioria negros, no email do cliente amanhã.

Rá, e não quer que mude a cor dos coqueiros de Sauípe, não?

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Não adianta mentir, Daniela: você está louca para beijar aquele homenzinho complicado!

Apaixonada? Acho que não, mas estou realmente empenhada em fazer com que a soma dos três lados dê 180 graus. Como num triângulo isóceles, somos dois lados iguais e um diferente. Mas sem uma parte somos apenas um ângulo.

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Aquele homem fabuloso me faria largar marido, filhos, emprego e salário fixo.

— Mas você não é casada, Daniela!

E daí? Mais um motivo para achar esse homem maravilhoso. E o bacana é que conheço alguns dos seus defeitos, e mesmo assim acho que ele é o homem ideal. Homem que desliza pela frente dos meus olhos como quem patina no gelo; rodopia e termina o número sempre olhando em torno, para ver se acompanhei cada passo do seu movimento. E olhei, segui cada passo, cada movimento, e senti o gosto do beijo antes mesmo dele vir.

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FALANDO COM A MINHA CAROL!

quarta-feira, outubro 15, 2003

Um email de manhã me traz de volta à razão.

"(eta geniozinho ruim este seu, viu! caralho, me supera!)"

Eu admito. Meu gênio é péssimo, meu humor é de cobra; mas quando se tratam dos meus, sou intragável, sim. Não tenho porque fingir que gosto, que me agradou, que sou legal. Não, não sou legal. Sou excessivamente irônica com uns, com outros uso aquela verdade feita pra machucar, pra um outro grupo eu dou aqueles sorrisos que ninguém pode acusar de falso...

Mas a vantagem é que os amigos têm tudo de mim. Os amigos conseguem me fazer ponderar sobre sair ou não num sábado à noite (mesmo que eu diga não, né, Lala e Luna?), meus amigos conseguem me fazer rir mesmo quando estou empurrando um carro madrugada afora.

Sou escrota, mas a maioria das pessoas têm o meu melhor.

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Rouca que nem uma pata, e Deus sabe porque. E nem adianta dizer que voz rouca é sexy. Definitivamente não é.

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Está parado provisoriamente o trabalho do site Lost in Sauípe, com a colaboração do Mano Luna e do Mano Saulo.

Por quê?

Porque estou sem saco, mesmo!

terça-feira, outubro 14, 2003

Daniélicas

Entre as várias coisas legais do budismo, uma delas é que o descanso é nos dias terminados em 4 e 9. Convenhamos: é MUITO melhor que finais de semanas corridos. Você descansa em dias que não dependem do dia da semana. 04, 09, 14, 19, 24 e 29.
Ecos do VT espanhol

Último dia de trabalho, e vamos Luna, Lala, Branca de Neve e eu explorar o hotel.

— Lá em cima tem um terraço marvilhoso!

23 andares depois, éramos os donos do terraço, que dava vista para Salvador inteira, e esticando o pescoço um pouquinho dava pra ver um pedacinho da África. Rodrigo deitou no chão, eu deitei em perpendicular, e não faltava mais nada:

— Vamos fazer uma formação de estrela?

Deitamos os quatro em formação de paraquedistas ao contrário, de mãos dadas, gritando.

— Vamos virar de barriga para baixo e abrir os pára-quedas!

A assim fizemos, e rimos, rimos, rimos. Ainda deitados, conversamos sobre tudo e nada, rimos mais, ficamos mais próximos.

— Formação de novo! Lá vem um avião!

E as quatro crianças descobriram que no fundo só queriam que o avião passasse e as visse. Voltamos a ser estrela, o avião foi embora, hora de trabalhar. Limpamos a poeira do corpo e saímos em fila indiana do terraço... bem no momento em que iam entrando três executivos enfatiotados, com tero completo, gel no cabelo e pompa! Cinco segundos de atraso e seríamos flagrados em formação de estrela, ou abrindo o pára-quedas, ou salvando a vida do outro.

O que, eu tenho cá pra mim, teria nos divertido muito mais...
No dia em que o meu céu pessoal amanhece azul, umafrente fria se desloca da região sudeste em direção às praias do Nordeste. Droga, não vou tomar Prozac hoje para deixar o humor combinandinho com o céu...

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Selo Discos, da Shagadellic Enterteinement, lança "As 16 melhores de 16 Toneladas + 9 incríveis Bônus Tracks"

Sai o mais esperado lançamento da temporada! "As 16 melhores de 16 Toneladas + 9 incríveis Bônus Tracks" será apresentado para a imprensa e convidados no próximo dia 16, no Tangolomango. O trabalho, um apanhado das 25 gravações do clássico Sixteen Tons, conta com a presença de Nilo Amaro e Seus Cantores, Platters, Joe vs Volcano, Los Plateros e outros expoentes musicais.

16 toneladas, música indispensável nas pistas de dança mais descolas do planeta, foi originalmente gravada pelos Platters, e hoje tem versões em samba-rock, funk, rockabilly e remix. O projeto é uma iniciativa de Daniela Henning e Rodrigo Luna, feliz proprietário da primeira (e única) cópia.

Interessados no CD deverão entrar em contato através do email linkado abaixo, no meu nome.

segunda-feira, outubro 13, 2003

Eu sempre disse que não me lembro do melhor beijo. Mentira. O melhor beijo, o que mais combinava, o que mais me balançava, era o dele. Os melhores beijos, e ainda hoje, quando me lembro como era andar de mãos dadas com ele, penso que não existiu melhor.

Anos se passaram, foi o romance mais estapafúrdio do mundo. Foi o menos esperado, o menos provável, o primeiro em que consegui sincronizar os beijos com o amor.

Mas foi o homem que me fez chorar com o rosto entre as grades do pier, foi o homem que que me fazia ficar feliz só porque me ligava. O cara que era estranhamente fiel, que tinha ciúmes, que "terminou" comigo por causa de um telefone anotado no meu pulso. E que no final não era nada: era um contato profissional encontrado na noitada.

— Daniela, seja honesta!

Certo, ele "terminou" comigo por causa de um selinho inocente (sic) que um amigo me deu na frente dele. Esse amigo hoje é um respeitável chefe de família e nem ligou por ter destruído a minha vida amorosa.

Foi estranho ter-me apaixonado por ele. Nosso patamar de relacionamento mudou completamente, saímos da doce camaradagem de boteco para a intensidade dos que cometem erros e se arrependem. Os culpados sempre são mais incisivos, e ambos carregávamos a culpa por não ter dado certo. Tirá-lo da minha vida foi um exercício de fé, foi um auto-flagelo consciente. Quem nunca enfiou na cabeça que precisa esquecer alguém , e sofreu, sofreu, sofreu até achar que não aguentaria mais... e aguentou?

Eu aguentei. Eu sobrevivi. Não doeu nem mais nem menos que amores passados. Doeu muito, esqueci e se não valeu de mais nada ter sofrido tanto, serviu pelo menos para transformar aquela camaradagem superficial em amizade consistente. Canto com ele da mesma maneira confiante com a qual ele conta comigo. É um homem em quem acreditar.

Mas eu confesso que ainda tenho uma certa expectativa a cada vez que abro minha caixa de email e vejo um email pessoal dele pra mim, ou quando ligo pra ele e ouço:

— Colé, Dani, posso falar sim!

domingo, outubro 12, 2003

Ithamara Koorax

É mais que um show. É uma hora de boca aberta, de olhos que eventualmente se enchem de lágrimas, de lábios que sorriem sem que nos apercebamos. É mais que um espetáculo. É uma entrega da alma, é um teste para os olhos que não se despregam dela. Minto. Eu consegui deixar os olhos correrem pelo baixo do Jorge Pescara.

Num ping pong dos olhos, passei quase uma hora sem ouvir mais nada, sem pensar em mais nada, sem ver mais nada. Enquadrado pelo coração, Ithamara e Pescara. E a alma a sorrir, quietinha, lá do cantinho, enquanto dava espaço para "Black is Beautiful".

E dia 17 estou lá no Sofitel, para ver a Ithamara de novo!

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Dia perfeito

12 horas de estúdio. 29 histórias de carro gravadas. Dirigir seres humanos que às vezes se portam como pedras. Ouvir bons "causos". Trabalhar com o Luna. Biscoito de chocolate, Coca cola, bauru na padoca, planos para produzir um curso de câmera. Eco da noite anterior, flashes de um baixo elétrico e seu capitão, direção de casting. Dia bom, o massacre a gente ignora.

sexta-feira, outubro 10, 2003

Daniela, a herege

Quem é, por Deus, quem é Elis Regina depois de Ithamara Koorax cantando Black is Beautiful?

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Salve, salve, salve Ithamara Koorax!

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Flea, passa no guichê para pegar "seus tempos"!

Há algumas semanas eu montei minha banda ideal, o que seria a melhor banda do mundo. Como a banda é minha...

Jorge Pescara, a vaga é sua.

Daniela, convenhamos: psicodelia tem limite.

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Festa no Terreiro, noite no Tangolomango, empurra carro, pedido de desculpas via "chat". Desculpas aceitas, aquilo podia ter-me feito melhor. Não fez. Não sei qual é a minha, não sei qual é a dele, não sei qual é a do criador. Trabalho, trabalho, trabalho, "você me perdoa?", e sim, perdoei. Texto do Celta repetido à exaustão, canção para você viver mais. "Você quer viver pra sempre?", e olha que isso foi perguntado depois de uma curva particularmente perigosa.

Riacho de Oxum, joelhos no chão, areia na testa, sinal-da-cruz com a mão esquerda. "Aimeudeus,vou pro inferno?", Continuo aqui, e nem sei o que seria melhor: estar aqui ou estar lá. Não, não no inferno. Lá. Mas lá aonde? "Seu lugar é onde está o seu coração", e então não tenho lugar. Não tenho coração. Rá, um dia da caça, outro do caçador, e hoje quem passou a lima divina fui eu. Rá, sacaneei, sim. O roteiro é genial, o Luna é genial, o Reinofy é genial, o Peu é genial. Sim, meu roteiro de documentário está quase "listo", bati três vezes na casa de Yemanjá e lembrei de outra lua, outra praia e outra conversa. Com ela mesma, Yemanjá. Acho que ela me ouviu. "Dani, você é demais". "Não digo que não nem que sim, só peço que me perdoe". Ué, eu já não tinha perdoado na linha 1?

Aiquesaudade, "grabaaaaaando", passei pela locação de prédios modernos e senti falta. Me afeiçoo fácil, um cafuné, um agrado, um biscoito, e já rolo no chão, dou a patinha e finjo de morta. Finjo que não vi, que não vim, que não estou, que não sou. E eu sou? Gasolina acaba, posto ilegal, queixas, vai com Deus. Não sei o que quero e quem eu quero. Mas eu quero. Black russian, caneeta lilás, CD Sauípe Hits e o dia não quer acabar.

E, PUTA QUE O PARIU!!!, eu acredito em sinais!

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TKS dobrado.

Câmbio, desligo.

terça-feira, outubro 07, 2003

Procura-se

.Alguém que tenha um scanner de cromos.
.Alguém para dividir apartamento comigo.

Ambos com urgência.

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Estou montando a atualização do meu site de fotos... Sauípe, os sobreviventes...
Pessoas de Sauípe



Da direita pra esquerda:

Luna
Orriol
Theuba
Lala
O meu torso de cabeça

Oh, yeah, fui limada da foto!!!

Luna, você vai ver a minha vingança!
Depressão circadiana.

Se não for, tenha certeza de que é transtorno distímico, ou mau humor dos brabos, mesmo.

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Scooby Doo...

Inspiração, minha filha, cadê você?

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Hoje é terça, e o domingo foi um fiasco, idem a segunda. Amanhã é que a vida volta devagar pro eixo, quando vou conhecer o neto da minha amiga sem noção. Depois tem um lançamento de livro na quinta, e logo depois uma baladinha, e sexta...

ITHAMARA KOORAX NA CONCHA!

Não aceito nenhum convite para nada na sexta feira, tenham certeza. Pelo menos até as 21 horas, não arredo meu pé , e o meu coração, daquela concha acústica.

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Reta final do CD Sauípe Hits

Depois de muito discutir o conceito do que não é conceituado, será queimado hoje, em ritual solene, a matriz do CD das mais ouvidas de Costa do Sauípe (versão "Sobreviventes"). Para balançar, uma série eclética de músicas que fizeram a cabeça da equipe sangue bom sauipana. Sucessos como Garota Materialista, Vamos a La Playa, 16 toneladas e Danúbio Azul (que não achei na versão acapella, infelizmente) recheiam esse CD, que ainda tem Nós vamos invadir sua praia, Papai Noel Filho da Puta e Tô Nem Aí.


Numa boa, minha carreira como produtora musical está só começando...

domingo, outubro 05, 2003

Chegaram até aqui procurando por um dos meus profissionais preferidos, Manel Esclusa. Pessoa de coração ímpar, bom na essência, cavalheiro, carinhoso, sempre com uma palavra doce para cada um de nós. Fotógrafo dos melhores, homem sem igual, alma nobre. Tive a honra de trabalhar com ele por um mês, e mais tempo tivesse, mais feliz teria sido.

Bom gosto esse de quem o procurou aqui.

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— Vou visitar a minha Valentina amanhã!

Decisão de manhã de domingo, de quem está de saco cheio de tudo, de quem procura colo. Decisão de quem teve aguçadas as saudades ao longo da semana inteira.

Mas a consciência bateu, a razão voltou, a responsabilidade falou mais alto. Minha amiga querida, não foi dessa vez...

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Se tento fazer as minhas noites menos junkies, minha manhã começa com um cigarro aos 15 mnutos do primeiro tempo.

"Houston, we have problems..."

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CONVOCAÇÃO

Senhoras e senhores leitores deste blog, gostaria de solicitar-lhes que me mandessem um desenho de um sol, para que ele seja tatuado no meu corpo no prazo máximo de uma semana. Todos os tipos de sol serão bemvindos, dede os sois nas cartas de tarot até os sóis free hand.

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O que me deixou triste: a dor, o amor ou o descaso?

— E assuma, Daniela, que a dor do outro foi mais incômoda do que você gostaria!

Cala a boca, Consciência!
Só no bar daquele homem lindo, delicioso de companhia (hum, de corpo também...), inteligente, fabuloso, se pode assistir ao Encouraçado Potemkin enquanto se ouve uma versão genial de "I'll be watching you".

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Eu achei que era descaso. Não era.

Era dor.

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Já escolhi o desenho da próxima tatuagem: um L, na testa. Loser.

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O mundo feminino é tão cruel quanto o mundo infanto-juvenil. O prazer que se sente em magoar a próxima é quase sádico.

Eu disse quase? Retiro.

Prefiro meu mundinho cercado de homens por todos os lados. Miseravelmente os beijos estão garantidos com eles.

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Preciso de um namorado. Namorado mesmo, estou cansada da dança do acasalamento todos os dias, cansei de ter que me apresentar a cada investida, cansei de tentar parecer brilhante o tempo todo. Cansei da expectativa do beijo. Quero a segurança de saber exatamente quem está ressonando no travesseiro ao lado do meu, quero a rotina. Quero a garantia de dormir abraçada. Quero a sorte de um amor tranquilo.

sexta-feira, outubro 03, 2003

Eu precisava disso.

Eu precisava desbundar, acordar numa cama desconhecida, com um gosto monstruoso de cabo de guarda chuvas na boca...

Quando vem a cigana, tenha medo... E ontem quem veio foi ela...

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Encontrei o sósia francês do M. Legrand ontem. Vítreos cabelos castanhosque foram louros.

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É hora de dormir, né?

quarta-feira, outubro 01, 2003

Ah, Juliana...

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O sonoplasta da série Daniela McBeal é um sádico. Juntando com o roteirista, então...

Primeiro me coloca num quarto de hotel, deitada numa namoradeira (um móvel, viu, seres humanos?), com meia luz. Só os olhos se mexiam, acompanhando a movimentação do M. Legrand na arrumação da mochila.

— Fazer a mala é muito triste. Ainda bem que não estou sozinho, desta vez.

Ato contínuo, parou e deixou que os olhos escorpianos se quedassem nos meus. Verdes olhos castanhos, sem pudores, sem reservas. Ultrapassamos o tempo regulamentado pela boa educação, e seguimos com os olhos fitos um no outro. Pedi arrego: baixei o olhar, sorri, e mudei de assunto.

— Daniela, você cochilou nos créditos do filme e perdeu a melhor parte!

Lá vem ele com o discman, senta na espreguiçadeira comigo, coloca os fones no meu ouvido, e me explica que aquela é a trilha sonora do seu longa. Longa, aliás, que tentei ver, mas meu DVD, cúmplice, sabia que mais um estímulo visual e eu acabaria apaixonada. A trilha sonora... Que delicadeza, que singeleza, que coisa mais linda! Trilha incidental, coral de anjos, e touché!, eis-me presa pelo apanhador de sonhos espanhol.

Meus olhos ficaram rasos. Foi muito forte para um dia que teve restaurante japonês, fotografias várias, dry martini, e que terminou com o pôr do sol na praia. Dia em que fui confundida com espanhola, que deitei no céu para ver a lua sorrindo para mim. A lua, ele e seus olhos.

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Sono. Acho que sou narcoléptica.

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Três séries de abraços, beijos, promessas de voltar.

— Vaya con Diós! — e os olhos de quem ouviu se encheram de lágrimas. Nunca imaginei que essa moça forte, apaixonada, de venetta, fosse tão sensível, tão emotiva. Artista, que só deixou que tudo viesse à tona no último dia.

— Te quiero! — e o dono dos oceanos particulares deixou seus braços em volta dos meus ombros, segurando forte, alegria triste.

terça-feira, setembro 30, 2003

O processo de desmonte de qualquer trabalho reflete na alma. Qualquer sala de produção (em atividade) é uma festa de cores, bagunça, fervura. É um entra e sai o dia inteiro, pessoas e idéias que correm de um lado pro outro, que se chocam contra os móveis, as paredes, as janelas. É um burburinho incessante, que vai num crescendo até que atinge o ápice e volta, sempre, sempre murmurante.

Um trabalho que envolva viagem é quase como um casamento coletivo. Dormimos e acordamos com as mesmas pessoas, comemos, brigamos, amamos, rimos, tudo com a mesma figuração. Cada dia é vivido 4, 5 vezes, cada semana vale por dez. Posso, sim, multiplicaar o tempo que vale pelas semanas que valem, e chegar à conclusão de que sim, estivemos todos casados por anos a fio.

E que casamento feliz, no somatório! Um casamento que termina em sorrisos com alguns, que se fortalece com outros, que termina litigiosamente com terceiros. Casamento que envolve uma energia quase sexual, tensa, que se dispersa em gargalhadas que quebram feitiço. Casamento exemplar esse nosso, que sobretudo flexiona, que cede, que ama incondicionalmente. Ele quer sair? Vamos todos, ou aqueles que ainda aguentam. Ele não quer ir a canto algum? Ótimo, estou morrendo de sono, mesmo, só queria ve-lo feliz.

Levamos todos as nossas melhores roupas, as nossas melhores intenções, a nossa boa vontade. Estamos de acordo: o que Deus reuniu, o homem não separa. E seguimos juntos até que a vontade de Deus faça com que aos poucos os personagens desse enredo vão saindo aos poucos de cena. O fim do casamento está apontado num cronograma na parede. E ao contrário de todos os outros, esse é inexorável: o filme acaba, sim, e no prazo previsto.

E o nosso filme acabou. Hoje só tem os créditos, embalados por uma música meio doce, meio azeda. Como numa película qualquer, espero que subam todos os letterings para ver se o diretor colocou alguma surpresa no final. E esse é o meu dia: aguardar que a noite chegue, que as luzes se acendam e que o cinema esvazie. E ver que os meus maridos se foram, que todo amor acaba, como acabaram os outros muitos casamentos que tive ao longo da vida.
Eu sei ue ninguém vai ter saco de ler...

Mas o blog é meu, e ADORO este homem!


"… Cuando el entorno que nos rodea cobra una importancia opresora se crea una tensión que conforma nuestras sensaciones. El mundo acuático, extremadamente bello y extremadamente desconocido, es -al igual que el espacio- un ambiente inhóspito para el hombre, imposible su supervivencia en él, nos convertimos en espectadores privilegiados y asombrados gracias a la tecnología y a la imaginación. Sin embargo, un mundo lleno de colores se oscurece paulatinamente frente a nuestros ojos, esas formas atrayentes se convierten en amenazas latentes. La confusión es total, estamos observando un mundo surrealista en el que las apariencias y la realidad no encajan en nuestro conocimiento previo. Las imágenes exteriores se conforman a imagen y semejanza de nuestros miedos y deseos interiores, la belleza de una sombra nos hace creer en cuerpos y en pájaros imposibles. Cómo la proximidad de lo real y lo fantástico llegan a crear un único mundo es algo mágico. Pero en esta magia no está ausente el horror, esa sensación de peligro que el silencio y la penumbra inevitablemente facilitan.

Cuando observamos estas imágenes, encerradas detrás del vidrio de unas peceras que se han transformado en cuadros de una exposición, nos convertimos en visitantes de un acuario imaginario que se ha trasladado de lugar. Las urnas de cristal, transparentes, siguen conteniendo los mismos habitantes, pero éstos se han transformado en sombra de sí mismos. Es nuestra mirada, la mirada del fotógrafo, la que los ha convertido en el reflejo de nuestro propio mundo abisal, es una recuperación del lado de sombra que todos guardamos en una memoria ancestral. La distorsión de las imágenes no es más artificial que el silencio que rodea una historia soñada, el color no es asociable con otros,. las formas, los cuerpos, no son reconocibles como no pueden serlo las voces que se emiten a una velocidad y a un volumen diferente al habitual. Sin duda estas mismas formas proceden de cuerpos reales y reconocibles, amables y conocidos, igual que nuestros temores y nuestras pesadillas provienen de nuestros anhelos y de nuestros mejores sueños.

Posiblemente el silencio absoluto no existe, pero estas imágenes nos acercan lo más posible a ese lugar inexistente".

Manel Esclusa

segunda-feira, setembro 29, 2003

Hard to explain.

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Tudo pode ter começado com uma conversa sobre a final do Brasieirão de 96. Botafogo e Santos, deu Botafogo. A conversa começou aí, e estou quase me justificando por ter anotado o meu telefone num guardanapo do bar.

Dei meu número, sim. Era quinta, quiçá quarta, eu estava feliz, tinha acabado de voltar daquele inferno. Lala, Moca, eu, e Cesco se apresentou, anotou meu pedido de gin tônica e engatou um papo sobre futebol.

Duas vezes nos vimos, e juro: na segunda vez, pouca ou nenhuma bola dei. Inclusive, havemos de concordar no ponto que fala sobre target. Meu target é o criador, não a criatura. E nessa noite, então, estava mais avulsa que esmalte de camelô. Fui beijada por M. Legrand, queria ter beijado o amigo dos amigos.

Hoje. Cansada, cochilante, deitei para descansar e enfrentar a noite de duelo com M. Petit e Legrand. Toca o telefone, "Dani, é um espanhol". Não era. Era um carioca.

— Você já se olhou no espelho?
— Uh... Sim?
— E já vu o brilho dos seus olhos? Eu já. Eu só queria um dia com você, dentro de um mês inteiro.


E daó para "só queria te abraçar, te dar um beijo, te olhar nos olhos" foi um pulo. "Quero te ver agora", "você foi a única mulher por quem me apaixonei nos últimos três anos", e eu, sem jeito, a analisar todos os caminhos para ver qual deles havia me conduzido até ali.

Resumo da ópera: depois de mais de uma hora ao telefone, a bomba.

— Meus pais morreram anteontem, e eu só soube ontem, dia do meu aniversário.

O que dizer? Nada, nada brotava da minha célebre boca grande, nada saía do meu cérebro congelado. Nadie.

— Me ajuda, pelo amor de Deus. Eu preciso de você.

E eu não ajudei. Me escondi atrás do medo, covarde, vil. E apavorada que estava, desesperei com a possibilidade dele tentar algo contra a própria vidaa. Daniela, filha da puta, egoísta. Eu, Daniela.

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Seus pais morreram num acidente de carro. Eu fui instruída a não mais atender aos seus telefonemas. Deixei-o lá, entregue à própria dor, como jamais desejo para mim ou à outrem. Suja, maculada. Eu, que fiz ouvidos moucos a um "Pelo amor de Deus, me ajuda".

Eu, que pela primeira vez me furtei. Eu, Daniela Henning, 27 anos, filha da puta de marca maior.

domingo, setembro 28, 2003

Eu prometi escrever uma poesia para M. Petit. Ai, como escrever numa mesa com o sol filrado pelo vidro espelhado, com aqueles olhos absurdamente azuis prendendo os meus?

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Agora entendo porque os bascos querem se separar da Espanha...

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I really kissed him.. And everybody knows now...

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E pelo jeito beijo bem, porque o dia seguinte foi divino, e a noite de ontem...

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A noite de ontem foi a prova de que o cansaço faz tudo. Fui à uma festa de modelos. Sim, os novecentos mil modelos que rodaram conosco no último mês fecharam uma boate e promoveram um rega-bofes. Sem preconceitos, a mais inteligente conversa que ouvi foi sobre uma nova linha de maquiagem.

E lá fui eu, tocando o foda-se geral, pirando na balada modelete, com minhas calças vermelhas e o meu casaco de general. E lá estava eu, com o rosto de M. Legrand colado no meu., enquanto sentia os olhos ardendo por conta dos dedos alheios neles espetados...

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Fields of gold do Sting tocando agora... Tears of gold is better...

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E M. Petit continua atacando em todos os flancos. Joga charme aqui, pisca aqueles enormes oceanos lá...

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Sentados no sofá da boate Ele, Lala e eu. Caras péssimas, de sono absoluto, entediados, exaustos, descompensados. Lá pelas tantas, Ele começa a rir e atenta para o detalhe: há uns dez minutos estávamos os três de pernas cruzadas na mesma direção, sem nos mexer.

— Nosso flashmob pessoal!

Oh-yeah!

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Eles nem foram e eu já estou com saudades do Oriol e do David...

sábado, setembro 27, 2003

Did I really kiss him???????

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Ressaca. Nem isso eu consigo ter decentemente. A cabeça não dói, não tenho enjôo, não estou tonta. Ao contrário, estou lista para a filmación. Eu, a incompetente emocional, consegui marcar com todos os meus paqueras da temporada numa mesma noite, num mesmo lugar. Beijei o único que achava que não beijaria, e tenho certeza de que ele não se lembra. Bem, eu também tive certa dificuldade em recordar...

Vou trabalhar e volto...
Separados no nascimento.

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Ele, eu, um abismo azul nos separa, uma ponte de afinidade nos une.

Ele, que quero, admiro, desejo, desenho eem cada aspirar

sexta-feira, setembro 26, 2003

~
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ç

Êeeeeee, teclado de casa rulez!

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Festa estranha, com gente esquisita — e eu não estava legal... Pé Grande deve ter tomado Viagra, chegamos muito tarde, Lala e eu com nuestro novio (o mesmo para as duas, lindo que nem um pecado, com mãos estupidamente lindas...), Amadeu, que eu não via há eras, Fabi, que eu não conhecia.

A Mariani da Austria deu novo significado à expressão "samba do crioulo doido", agora adaptada para "samba da gringa louca". Ela tomou duas aulas na escola de "Samba como le gusta" e acha que é rainha da bateria. Ela é uma festa que anda. Mas uma festa chata, com aquele tiozinho achando que é DJ e discotecando com Jorge Vacilo e M. Zolli com sua noite do prazer.

Ela é quase uma porta-estandarte que canta Edelweiss.

quinta-feira, setembro 25, 2003

Dormir na banheira eh uma experiencia unica. Se voce sobreviver, eh claro... Levei quase uma hora para achar uma posicao razoavel, e quando consegui, apaguei por mais de uma hora. Soh acordei com a voz do Pe Grande a dizer pra Lala, minha companheira de exilio, que a festa es a las nueve de la noche. En punto!

- E Daniela, nueve en punto e muy guapa para bailar!

Hein? Guapa para para bailar? No escritorio?

Nao, petiz feliz, no restaurante maravilhoso com vista para as estrelas e para a baia de Todos os Santos. Mas convenhamos que entender isso e fingir que se acabou de sair do banheiro e tarefa impossivel...

Pe Grande pirando na balada... Mas me voy mui guapa, si!

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Me encanta a ideia de bailar a noite toda no bar daquela mulher tao bonita e forte... E dancar com a Lua Nova sobre a minha cabeca.

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As equipes um e dois da Gincana da Primavera no Inferno estao chegando... Nosostras e nos mexilhones tivemos um dia proveitoso na corrida pelos pontos. Dormir na banheira deve valer mais que a media.

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Quem comecou foi o Luna. Roubou um vidro de protecao de lampada para a Lala, um acrilico de quadro de avisos para mim. Mas eh unanime a decisao pela minha vitoria: o meu presente inutil para o Rodrigo foi um olho de gato de estrada!

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Segundo meu horoscopo, estou mais dedicada a busca de um rlacionamento estavel. Com quem, meu Jesus, com quem, se eu so disparo em alvo movel?
De volta.

Devagar, ainda me readaptando a civilizacao, ainda meio xucra com tanta gente, meio lesada com tantos carros. De volta no unico dia em que nao queria voltar, no dia em que fiz sandboard, "snorkel" e gazeta, na ordem dos acontecimentos.

De volta sem preparo para tanto, e se marcas as tres comigo, desde o meio dia estarei me preparando para te ver. Avisada as quatro e meia de que voltaria para SSA, sem poder comecar o ritual de despedida daqueles que iam ficar, daqueles que se tornaram caros, do meu quarto-bunker.

Dia de leave behind aqueles verdes olhos castanhos azuis, dia de ver a luz filtrada pelos cachos louronegros. Dia de ter e matar saudades.

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Vou dormir na banheira do hotel. Estamos sem PORRA nenhuma para fazer, enquanto o sol eh companheiro de folguedos da equipe que ficou por la.

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Sonolenta ou a little depressed?

segunda-feira, setembro 22, 2003

Fazendo gazeta enquanto os seres humanos brigam na mesa de reuniao. Na boa, o assistente de direcao e o meu heroi! Eu quero ser como ele quando crescer...

Resposta a(o) tempo

Minha Valentina, da proxima vez eu largo tudo, absolutamente tudo e vou pra sua terra dar uma maozinha...

Aline, bem vinda de volta! Estou escrevendo sem acentos porque estou num laptop espanhol do demo, e bem se sabe que os portugueses so sao chamados de burros porque ninguem conhecia direito seus irmaos de peninsula...

Luna, "todos juntos somos fortes, nao ha nada a temer!"

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Dia magico o de ontem, o onibus do transfer foi levitando ate a nossa pousada. Dia com cerveja no set, com forro dancado com companheiro (interessantissimo e desajeitado) de trabalho... Dia de risada que desengasgou, que quebrou feitico. Dia de descobrir que existe vida la fora, de falar com amigos de outra dimensao, de ficar triste porque o mundo corre em paralelo. Dia de esperanca de nos livrarmos, dia maquiado com blush nas bochechas, minhas, do sol e do quindim.

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Impossivel nao voltar diferente de uma temporada de tres semanas fora de casa, longe da civilizacao.

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Day off amanha, e continuaremos em Sauipe. Alguem me ouviu falar em golf o dia todo?

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Bibia, a menina que conclui

- Helguinha, cade a Dani?
- Dani esta viajando, Bibia.


La pelas tantas...

- Helguinha, cade o elefante (aparte: Bibia acha que moramos num zoo)?
- Ta viajando, Bibia.
- O elefante esta viajando com a Dani!

sexta-feira, setembro 19, 2003

Rala Bucho

No SP TV (obrigada, meu Deus, pela TV a cabo) de hoje de manha, uma materia sobre o banze no velho oeste que esta a cidade onde a Marta Suplicy vai casar. Para fechar a materia, uma entrevista com um dono de boteco. Mas, pessoas, boteco MESMO, com ovo quadrado, tingido de azul e as porras. Boteco. Botequim.

Reporter:
- Qual a sua expectativa para esse final de semana?

Dono do boteco:
- Ah, eu aumentei o pedido de bebida, tenho certeza de que vai sair a mercadoria toda!

A pergunta è:

A recepcao do casamento da Suplicy vai ser no botequim?

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Estourei. Pronto. Estourei com o Pe Grande, bati gancho de telefone, falei grosso, discuti, ri com escarnio. Sabe no que deu? Aquela criatura repulsiva, que faz a direcao de criacao das fotos ROUBANDO fotos do Stock Photos, percebeu que estava errada. Passou a me olhar como quem pergunta "Por que, Zesus, Zesus, essa menina esta tao brava com o bom velhinho?"

E eu, cara fechada o dia todo, enquanto ele se desfaz em simpatia. Que se exploda!

quinta-feira, setembro 18, 2003

Estou escrevendo umas coisas tao estranhas que se musicadas forem, viram guaranias.

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Acreditem: na equipe tem um casal de crianzas que respondem por Luan e Vanesa!

“O seu nome eu escrevi
Na areia...”

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Lindinho chegar na cama e encontrar aquele corpo moreno, cheiroso e gostoso deitado no lugar ao lado do meu travesseiro, lendo, com a luz quente se escondendo naqueles cachos...

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Hoje e o meu dia de querer ir embora...

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Nao sem antes dizer que uma producao que levaria uma semana inteira foi resolvida POR MIM em menos de dez minutos. Ao inves de emprestimo, as roupas me foram oferecidas, no numero e no prazo que eu queria, e ainda colocara o trio do Cheiro de Amor a disposicao caso precisassemos gravar.

Listo? Vale? Venga!
Como eu poderia sobreviver com aquele cheiro de banho recem tomado ressonando do meu lado?

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O olhos azuis viraram negros. Os bracos sao morenos, os cabelos begros. De igual, soh os cachos. E era inevitavel...

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Teorias Danielicas

Modelos sao bonitos porque o cerebro derreteu e recobriu a cara, fazendo uma camada de mascara bonitinha...

quarta-feira, setembro 17, 2003

Os verdes olhos castanhos viraram mar. Azul da cor do mar.

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Aposto que o Centro de Treinamento de Pessoal do inferno eh na Espanha. Depto. de RH, Centro de Convivencia, tudo la...

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Soh eu nao tinha percebido...

- Dani, tem um cara que tah louco pra te sair daqui (da festa) com voce...
- Quem eh?????
- Descubra...

Tentei, e lah pelas tantas estava eu e meus cabelos soltos no meio de uma rodinha da equipe, conversando e encharcando a cara de James Bond. Ouco uma voz do meu lado:

- Tah quente...

Obvio que a lesada aqui ficou sem saber. Ateh hoje, quando M. Petit chegou na base e eu fui abrir a porta. Ele abriu um sorriso do tamanho do mundo, me pegou pelos ombros e ficou fazendo carinho.

Um raio caiu sobre a minha cabeca. Ele???

fiquei olhando boba, boba, e fui surpreendida pelo que trouxe a mensagem no dia da festa.

- Descobriu, nao eh?

Pronto, se nao tinha descoberto, matei a charada na hora! Ele, com aqueles olhos que se confundem com o ceu, ele, cpomentando que estava a fim de mim?

Bom... Vamos ver no que dah...

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M. Legrand eh gay?????? Castanhos olhos verdes eh gay?

segunda-feira, setembro 15, 2003

Sozinha na base, certa de que nao vou a festa, esperando Kubanacan passar numa TV de 54 polegadas. Todos ja foram para o hotel, e estou aqui, idiotamente esperando a esposa de um dos espanhois chegar, para dar carona para eles no meu taxi.

Ja ameacei voltar pra casa, ja ponderei seriamente sobre abandonar esse trabalho. Nao tao seriamente quanto ponderei sobre abandonar aquele trabalho escroto do final de maio.

Theuba esta indo pra Salvador hoje, e juro que estou morrendo de vontade de passar no hotel, pegar minhas roupas sujas e me mandar. Falei com a minha irma de alma hoje, e se algo me mantem aqui e o dinheiro que terei para passar uma semana na minha Pasargada.

Mercenaria menina, menina de trancas, trancas africanas.

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Duas semanas sem ver novela e aparece uma porrada de personagens em Kubanacan! Preciso falar com o Carlos Lombardi...

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Castanhos olhos verdes, o que fazer? Vou a festa ou faco o meu coche me levar para a minha cama, a minha casa, a minha cachorra, o meu boteco, a minha vida?

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Sauipe e fake. Totalmente fake, plastica, pasteurizada. Nao ha frutas de verdade aqui: precisamos de um arranjo de frutas, e teria sido mais facil mudar a cor dos coqueiros. Estou num ponto de xaustao tal que nap vejo mais diferenca entre os hoteis, os caminhos que conduzem ao restaurante, as decoracoes e a comida. Tudo tem o mesmo gosto, o mesmo cheiro, a mesma falta de vida propria. Falta calor humano aqui, falta gente de verdade, nao esses titeres que circulam por aqui.

Fico me perguntando a que horas vao deixar que vejamos a equipe da Globo. Mas acho que nem o mais cruel roteirista pensaria em tamanha bizarrice.

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Chove. Chove a cantaros. Vou pra Salvador no meu taxi, mesmo. Festa de cu eh rola!
Pe Grande foi para Salvador, emergencia do Hospital Alianca. Eu pareceria muito cruel se lhes dissesse que "Yo no lo sinto"? E se eu dissesse "Puta que o pariu, mandou quase um time de futebol para o Centro Medico do Complexo, tem mais que sofrer"?

Whatever, antes ele do que eu, que pelo andar da carruagem, seria a proxima a bater pronto socorro.

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E lo ouvi pelo talkie ahora... Cachos castanhos que escorregam por baixo do bone, me dependurando em cada e toda ponta e mecha que se volta para cima. Pingando sangue no carpete, içada pelo coraçao.



Na boa, esse meu portunhol esta melhorando dia a dia...
- Pe Grande hoje esta bem humorado...
- Isso quer dizer que ele seria genial se fosse sempre assim?
- Isso so significa que ele seria humano...

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Day off amanha... Se nao fosse a festa em Imbassahy hoje, eu pegava o primeiro transfer com destino a felicidade. Ou a civilizacao. Ou a Salvador.

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- Vou-me embora...
- Mas e a festa hoje, Dani?
- Ah, eu nao vou... Nao sei quem e gay e quem nao e...

domingo, setembro 14, 2003

Como a Arquette em The Big Blue,
EU TENHO O NUMERO DO PASSAPORTE DELE!!!

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Paixoes fugazes, que se desmancham no segundo exato do beijo...

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Sao verdes aqueles olhos. Ora sao castaños, ora sao verdes, ora nao sei para onde olhar, ora nao consigo despregar os meus olhos dos dele. E na ansia de achar a direçao, me perco em mim mesmas, nas minhas digressoes. E esperando achar, perco a hora, deixo passar.

Para quem é meio entendedor, boa palavra basta.

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E acabo de ouvi-lo ao radio, com aquele “erre” que nao é “erre”. Ele, com aqueles olhos que nao sao olhos. Ele, com aquele amor que nao é amor.

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Juro: quando chegar, conserto esse festival de ñ, faltas de acentos e palabras sem v e lh.

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Super balada amanha na praia do Forte! Hoje tinha uma balada mega na pousada da gente, mas festinha com cara de matine nao dá: acordar 3:30 da manha nao permite certos tipos de extravagancia. O resultado dessa epidemia workaholic é que a nossa festa começaria as 22:00 e terminaria as 23:00. En punto.

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Em Costa do Sauípe, branca que nem uma lagartixa, trancada num escritorio, enquanto a vida se bronzeia la fora....

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Parem as rotativas!

Extra! Extra! Laboratorios ACME ficam na Costa do Sauípe! Os novos pudins da linha ACME estao sendo testados no complexo hoteleiro, nos hospedes cobaias. Tambem estao sendo examinados:

.coqueiros ACME
.garçons ACME
.coches eletricos ACME
.bifes ACME
.frutas ACME

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A Arquette, em Big Blue, tinha o eletrocardiograma do Mayol... Mulheres sao idiotas, né?
Coisas que eu sei fazer

.Beber leite em pe dentro de um onibus rodando em estrada de barro
.Rir mesmo quando tudo esta aparentemente dando errado
.Me comunicar em quatro idiomas diferentes, incluindo o catalao. Tres desses idiomas eu nao domino.
.Fazer uma boate dentro do onibus do transfer
.Acordar as tres e meia da manha para trabalhar e ainda assim fazer piadinha
.Fingir que sou a mae da eficiencia
.Dormir de olhos abertos
.Pensar em español quando nao falo español
.Ouvir radios me chamando a uma distancia de 6 km.
.Produzir uma festa de reveillon em um turno
.Conseguir tres croquis de fantasia de coelho em 12 horas

quinta-feira, setembro 11, 2003

Dialogo sintese deste freela

- Dani, diz que a gente vai acordar amanha e vai perceber que nada disso esta acontecendo!
- Acordar¿ Eu ñ estou em coma¿


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O que e, o que e...

Junte cinco brasileiros safos, bons de jogo, profissionais que botam pra fuder; um lugar paradisiaco (pros outros), com uma cambada de espanhois, alguns bacanas, um ou outro intragaveis. Os brasileiros tentam trabalhar. Qual o nome do filme?

Missao impossivel
A espera de um milagre
Rain man

terça-feira, setembro 09, 2003

Trabalho mais psicodélico impossìvel!

Uma espanholada, uma zona, um banzé... Chove a cântaros, e já avisei que no puedo ficar um dia a mais, sequer, pois embarco para wherever dia 25.

Blogada ràpida do computador da chefe de ìndio, com acentos do demo. Lembrem-me de contar dos peitos aviltantes e do modelo etíope...

I wanna go home!

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Saudades, já... Valeu, minha Valentina sem link, pelo telefonema na horinha de deixar tudo pra tràs...

segunda-feira, setembro 08, 2003

Horóscopo da Árvore do Bem

Uma segunda-feira agitada por preocupações de ordem ética e um desejo muito grande de dinamizar a sua rotina do dia-a-dia. Controle esse desejo de jogar tudo para o alto e fugir para um lugar bem distante. Essa sensação de que as coisas estão andando muito devagar é apenas uma indicação de que há necessidade de um pouco mais de reflexão...

Bem distante pode ser 130 km da minha casa? Oh-yeah, estou viajando a trabalho hoje e só volto dia 24! Vou para um complexo hoteleiro preparar um material publicitário para um grupo lá das terras de Cervantes.

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Bem no dia em que eu ia pra uma financeira para pegar dinheiro emprestado...

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Será que tem business center lá para eu poder atualizar o blog?

sexta-feira, setembro 05, 2003

Puta que o pariu, que cara GENIAL esse Flávio Gomes!!! Que lirismo seco, que emoção ríspida, que humor ácido!

Tem mais aqui

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Não coloquei a cara pra fora da janela, mas tenho certeza de que estamos em Oz, sim.
Eu sou uma GRANDE filha da puta.

Leia pausadamente, enrolando cada palavra na boca, como quem degusta vinho. Provou? Agora cuspa na minha cara, se nunca tiver sido tão filho da puta quanto eu.

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Se continuar a ventar desse jeito, a gente vai acordar amanhã com o apartamento em cima da bruxa má do norte, no reino de Oz. E toma aturar aquele leão, o homem de lata e o espantalho cantando o tempo todo...

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Pergunta:
Até quando, Daniela, até quando você vai fingir que nada está acontecendo? Até quando você vai se autoflagelar?

Resposta:
O dia está chegando, garota, e tenho muito, mas muito medo do dia seguinte.

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A vantagem de ser uma GRANDE filha da puta é que eu digo o que eu quero. O que as pessoas não entendem é que comigo não cola o número "I wanna be your friend", porque já tive disso o suficiente para uma vida inteira. Wanna be my friend? Vá pelo caminho certo, e NUNCA, mas NUNCA MESMO porque acha que eu posso favorecer numa pendenga futura.

As pessoas jamais deveriam andar no escuro sem conhecer o terreno. Calha de encontrar uma filha da puta apaixonada pelos amigos que nem eu, e aí... É uma chuva de tiro de AK-47: metralho mesmo.

Uma coisa foi legal de aprender na fantástica "volta pra casa", em fevereiro: minha família eu não escolho e não tenho a menor obrigação de gostar. Mas meus amigos quem escolhe sou eu.

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Recebi do Márcio, amigo querido que pelo jeito agora só encontro via email...


POEMA DE MULHER

Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um tio meio tarado
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou

Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan prá dormir ?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga ?
Que mulher nunca pensou
Em zunir uma panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela ?
Que mulher nunca penou
Prá ter a perna depilada,
Prá aturar uma empregada
Ou prá trabalhar menstruada ?
Que mulher nunca acordou
Com um desconhecido ao lado,
Com o cabelo desgrenhado
Ou com o travesseiro babado ?
Que mulher nunca comeu uma caixa de Bis,
pela mais pura ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade ?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato prá caber,
A barriga prá emagrecer
Ou um ursinho prá não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?