sexta-feira, agosto 15, 2003

Uma imagem



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E o clima estava péssimo desde o início. Péssimo, denso, meu humor estava regulado entre zero e um. O Dani sentiu a noite estranha, também, e, puts, antes a gente tivesse ido para o posto BR mesmo.

Um movimento brusco, e lá estava um braço ensangüentado, um pára-brisa traseiro arrebentado, uma dose extra de adrenalina correndo veias afora. Foi sangue demais para uma noite que não me deixou confortável hora alguma. Foram estilhaços demais para uma noite de minguante sem brilho. Mas teve amor suficiente para uma noite tensa. Apesar dos pesares, das dores e ressentimentos, nunca ficou tão claro que o que está acma de tudo é o amor.

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Ah, e os feridos, de corpo e de coração, passam bem. De um jeito ou de outro, tudo foi desinfetado pelas poucas cervejas que entornamos depois.

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"Junte um bico com dez unhas, quatro patas, trinta dentes, e o valente dos valentes ainda vai te respeitar... Todos juntos somos fortes, não há nada pra temer!"

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"Já saquei. Encontrei um denominador comum na série de coincidências (boas e nefastas) que me trouxe de maio até agora neste "rollercoaster": é a falta de um "r" nestes meses. Igual a certos mariscos, tenho certeza de que em setembro, tudo volta a melhorar."

"Alguém aí afim de um roomate divertido, gente boa, companheiro, um tantinho desorganizado, cozinheiro de mão cheia e que ainda se esforça prá ser bonitinho? Lavo, passo, prego botão, tenho uma biblioteca ambulante que anda comigo, mais de 100 cds numa mala, uma receita secreta de batida de maracujá, ponho cartas, leio mãos, assobio, instalo chuveiro elétrico, faço chapinha, recito Shakespeare no original, viajo um bocado a trabalho, sei ficar no meu canto, sei ser amigo até o fim."

Ah, Holden...

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