sexta-feira, maio 14, 2010

Casa Nova

Sob a égide da terceira tentativa de roubarem minha casa, finalmente mudei. Tenho 61 m2 de espaço para entulhar o que antes vivia em 87 m2. Por outro lado, tenho portaria 24 horas, fica no quarteirão da minha mãe e dá pra ver o dia nascendo da varanda — como se eu estivesse acordada a esta hora.

A mudança foi o maior teste para os meus nervos. Não uma, não duas, mas inúmeras vezes, tive vontade de simplesmente sair caminhando e largar tudo pra trás. Peguei as chaves hoje, fui correndo fazer a faxina, marquei carreto para as duas da tarde, tudo mambembe. Quase pedi o cachorro da mamãe emprestado para ir latindo em cima da Kombi (mimata, foi Kombi mesmo!).

Para arrematar tudo, levei um mega tombo na frente do prédio, e estou com o joelho sangrando parecendo um bife. Amanhã é o jardim das delícias: abrir cada caixa e decidir o que fica ou que não fica. Vou precisar me desfazer de metade das coisas que foram pra lá. Desapego, minha filha, desapego, repita como mantra.

Desapego, desapego...

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No resto, a mesma merda: sem trabalho, sem dinheiro, a dignidade presa por uma pelinha.

sexta-feira, maio 07, 2010

Estranheza

Dia estranho, cheio de novidades esquisitas, reviravoltas se desenhando, tudo ainda muito neutro, mas ainda assim... quase como bomba-relógio se armando.

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Um chopp no delivery do Habib's, duas latas de cerveja em casa. Sem grana, e com essa onda de assaltos aos lugares que eu frequento, estou é bem demais.

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Devo ser a única pessoa que prepara toda a mudança ANTES de ter um apartamento alugado. Se você chegar na minha casa hoje e pedir um biscoito... foi mal aê, nao sei onde está.

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Algum sono, e a sensação de que será mais uma longa noite.

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Um beijo para quem ainda faz pedido para a primeira estrela que vê na noite.

quinta-feira, maio 06, 2010

Joaquim

Obrigada!

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Não consigo ter um dia semelhante ao outro nesta semana que me atropelou. Quando tudo parecia resolvido, o apartamento virou lenda e a viagem a trabalho não vingou. Minha casa inteira está dentro de caixas, e eu ainda não tenho onde morar. Não me peça um biscoito, porque não vou achar. Por outro lado, adorei a conversa com o pessoal da produtora, e se nada mais der certo mesmo, mando tudo pra um guarda-volume e volto pra casa da mamãe por uns tempos.

/otimismoatodocusto

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Depois de quase dois anos, arrumando a segunda mudança do período, achei os toy arts de gato e cachorro no estilo "O Estranho Mundo de Jack". Estão aqui, me olhando, felizes por finalmente conhecer a novavelha casa.

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Estou anti-social, sim. Estou em slow, detectou minha terapeuta. Tô chata, ranheta, sem saco, sem dinheiro. Quando pingar mais trabalho, o humor sobe também.

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E o ponto alto da semana foi o trabalho que teve engarrafamento de duas horas e meia para chegar, credenciamento desaparecido na portaria do estádio, chuva, chuva, mais chuva e muita chuva, e spray de pimenta na torcida em que estávamos.

Sim, me diverti à grande. Não, o spray de pimenta não é legal, mas a gente sobrevive.

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Remedinho pra dormir: ok.

quinta-feira, abril 22, 2010

Cansada

Porque não acho apartamento, porque a situação financeira se arrasta, porque não durmo bem há meses. Porque não sei viver sozinha, e descobri isso da pior maneira. Cansada porque queria voltar a ter prazer nas coisas que antes me deliciavam, porque a novela tá um saco, porque faltam oito horas para começar a amanhecer e terminar o calvário meu de todo dia. Cansada porque lá vem mais um final de semana sem a Lourinha, e nesses dias de tristeza sem fim, um "eu te amo" esporádico, do jeitinho que ela faz, é o meu remédio maior. Cansada porque quero parar de fumar e não consigo, porque queria ter vontade real de sentar num bar a noite, com alguns amigos. Cansada porque ainda existe um caminho longo de medicamentos até aquele feito para mim aparecer.

Cansada porque... porque estou cansada de tudo.

sábado, abril 17, 2010

Lembrei

Memória que vai e vem é o resultado da segunda noite sem dormir direito, com a Lourinha exercitanto o direito sagrado de vomitar o tempo inteiro. Não, não tenho idéia do que é, só de que hoje ela já está melhor.

Óbvio que isso não me dá direito de tomar remédio para dormir, porque sabe lá em que condições estarei caso ela acorde adoentada de madrugada.

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Irmã viciada em faxina baixou aqui hoje, e fez o primeiro expurgo pré-mudança. Dois porta-malas — carro dela e do papai — lotados de cacarecos para o lixo. Neste feriado, se tudo correr diferente no job, tem a segunda sessão. Sério, no dia da mudança, é só arrumar uma mochilinha pra mim, outra pra Helena, e cair fora.

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Lua,

Adorei te ver também, mesmo que a miopia e a azuação (eu estava destrambelhadíssima...) tenham me feito levar mais tempo do que o normal pra te reconhecer.

Precisamos fazer mais isso, só que com tempo.

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Zorra total é foda.

Ih...

Esqueci!

segunda-feira, abril 12, 2010

Sista

Hoje é dia dela, minha irmã grande, separada de nós por tantos anos e tantos enganos. Aniversário da mãe do Gi, da mulher do Nei, da filha do Aldo, da irmã da Dani e da Helga. Aniversário dela, que me fez despencar do Rio pra São Paulo num batidão de quase 24 horas, para dividir comigo a esfirra, o passeio pela 25 de março, o marido, e o meu sobrinho tão milagrosamente cheio de semelhanças com a priminha baiana.

Parabéns, minha irmã.

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Só eu sei o inferno que é quando o azul do céu vai sendo tomado pelo negror hnoturno. Só eu sei o que é passar a noite pulando por qualquer barulhinho, por qualquer vento na janela. Só eu sei o que é acordar de hora em hora, apavorada, coração na boca, seja por causa de um dos pesadelos meus de todos os dias, seja porque eu imagino alguém fazendo minha Lourinha de refém.

E só eu sei o quanto demora para chegar as cinco e pouco da manhã, quando finalmente o preto cede lugar primeiro para o rosa, depois para o azul do dia, e eu posso dormir com um tantinho mais de paz.

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A empregada fez nhoque de cenoura e eu fiz o molho de alho e creme de leite. Mamãe mandou panquecas. E o que, gente, o que esta alma mal criada vai lanchar? A segunda metade congelada do Cheddar McMelt de sexta-feira.

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Lançamento de Camila e o Espelho amanhã, 20 horas, no Espaço Unibanco. Rever a equipe, o elenco... nem todo trabalho começa e termina com a mesma doçura... Ok, tirando certos detalhes da execução.

sábado, abril 10, 2010

Só rindo...

Eu fui gorda. Fui gorda quase a vida inteira, tirando aquele período mágico entre os 16 e os 17, quando o metabolismo bomba, e eu estava realmente linda. Há três anos eu fiz redução de estômago, e o total de peso perdido chegou a 49 quilos (porque passei dias sem me pesar. Em dezembro/09, tenho certeza de que bati na casa dos 50 quilos perdidos. Abafa o por quê.).

O que deveria me irritar (e não irrita, porque estou verdadeiramente acima disso) é que só depois de magra e bonita (porque vou te dizer, viu? Tô gatinha de tudo!) é que passei a existir para algumas pessoas. Isso é patente com o povo da faculdade. Gente que ME CONHECIA, conhecer mesmo, de fazer trabalho junto, me elogiando como se a Daniela gorda e inteligente pra caralho não fosse a eu de hoje. Pessoas que não sabiam que me conheciam, e que SÓ passaram a me tratar bem recentemente.

Hoje em dia não me diz muito mais coisa, até porque eu entrei na faculdade no dinossáurico ano de 1997, e depois disso, milhares de litros d'água passaram por baixo da ponte. É que o fenômeno "Olha, ela é humana!" aconteceu de novo essa semana, e me deu um sentimento tão grande de estranheza... O cara não me dava bom dia nem se entrasse num elevador comigo, e de repente virei um objeto de desejo naquela noite fresquinha de quarta-feira.

Eu? Dei uma risadinha comigo, virei pro lado e continuei a conversa com quem me ama desde sempre. E me diverti muito mais.

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In der welt zein!


Em algum momento dos últimos dis ou três dias, achei no mundo um lugar que pode ser o meu. Dá pra entender?

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Felipe,

O fel sempre vai estar conosco. Na profissão, na vida escolhida, no dia a dia. Alguns eu escolhi não degustar. O preço disso tem sido altíssimo: sem grana, imóvel, engolindo outros féis para ainda ter alguma dignidade, outros amargos descem sem que percebamos até que o sabor invada a boca, e lá fique, como a memória indelével de um pesadelo.

Estou passando por um perrengue porque decidi não aturar determinadas coisas, e descobri que as que sobraram eu quero aturar menos ainda. Refazer o caminho é uma merda, é difícil dói, e no final, o gosto ruim é o mesmo.

Eu sugeririria, do alto da minha insatisfação generalizada, que você escolha as batalhas que valem a pena, incluindo ficar ou não sem grana, e suas consequências. Fel a gente sempre vai engolir, mas a idade avançada me abriu os olhos para o ponto mestre: eu não nasci para viver sem dinheiro.

Vou nortear minha vida por isso, e pelo segundo ponto: gente sem caráter, nunca mais. Desafio: como equacionar isso?

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Fui listar para a Doce M os remédios que estavam tomando. Bom... digamos que se eu morrer amanhã, não será necessário embalsamar.

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E o sábado começará com choppinho festivo em bar que adoro, com pessoas que amo.

terça-feira, abril 06, 2010

Nananinanão

Saiu o veredicto: por enquanto, mudar de país, NÃO. Ass.: Minha Médica.

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Até gosto do Google Chrome, mas tenho um amor tão grande pelo Firefox... tão grande...

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Eu amo o Tim Burton, e acho que o que quer que ele faça é sensacional, e olha que nem vi tudo ainda. Hoje vi a chamada do CD Almost Alice, SÓ a soundtrack do filme. Adivinha o que está chegando no meu computador neste minuto? Adivinha o que vou ouvir enquanto trabalho amanhã de manhã?

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Amém, nós tudo!


Gêmeos

De 21/5 a 20/6

Chegou a fase que você aguardava. Boa dose de autoestima ajudará no processo. Não se esqueça que já trabalhou muito para chegar até aqui. Valorize-se. Agarre as oportunidades e aceite os novos desafios, desde que haja reconhecimento. Uma forte onda de otimismo invadirá seus pensamentos. Use essa força positiva para crescer mais.


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Trouxe um sanduíche da casa da minha mãe, mas estou sem a menor vontade de ir até a cozinha, colocar o dito na sanduicheira e esperar três minutos, virando de um lado pro outro.

Iiiih, só de falar cansou tanto...

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Do mesmo jeito que depois de perder esses quase quatro quilos, dei uma desencanada da balança sádica da mamãe. Sei lá.

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Estou TÃO azeda, que se alguém gritar Cérberus! do meu lado, eu atendo rosnando.

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Mesmo embaixo d'água, era lá que eu queria estar...

segunda-feira, abril 05, 2010

Chocolate

Aí passo mal, não sei o que é.

Um ovinho de Galak, além de 35 gramas do meu ovo da Pucca, que veio com Squeeze. SQUEEZE!

Alguém aí tem alguma dúvida de que ele vai comigo para o trabalho?

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Just in time

Eu já ia desligar o CQC para ver mais um House antes de dormir. Top Five me fez mudar de idéia.

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5

Silvio Santos está MUITO doido.

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Esses números da vinheta da Pepsi, esses números... foram CAROS, né?

Sabe que prefiro produção old school, sem chromakey, sem muita trucagem?

Pra fazer dá mais trabalho, e pra grandes produções, tipo Transformers, impossível... Mas eu gosto.

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1

Ésper deu nojinho.

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House MD

5x16 and counting. Quando terminar, estou formada em medicina.

Moving fucking on!

Por alguns dias, nesses meses de trovão, considerei serissimamente, pela primeira vez tão seriamente, a possibilidade de sair do país. Tenho umas boas chances numa empresa que não uma, não duas vezes, já acenou com uma temporada fazendo o que mais amo, e ganhando dignamente para isso.

Finalmente trouxa à baila a conversa, beeeeeeeem como quem não quer nada. E a luz foi feita: sem a Lourinha, não vou a lugar nenhum. Nem à esquina. Diante da pergunt sobre ficar uns dois meses sem mim, ela foi taxativa no seu não. Então me repeti a mesma pergunta.

Jamais, em tempo algum, vou conseguir deixar minha filha aqui no Brasil, ou na Bahia, ou na casa da minha mãe, que seja. Ela é quem vem correndo no meio da Isa TKM para dizer que me ama, que faz me faz carinho enquanto dorme, e são as bochechas dela, as sobrancelhas dela que afago, enquanto ela franze a testa num sonho só dela.

O cacete! Vai melhorar aqui, e vai melhorar com ela por perto. Como é que achei que sem amuleto eu ia a algum lugar?

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Eu acho engraçadas algumas coisas. A vida inteira eu só e somente me cerquei de gente de caráter. No trabalho isso sempre foi mais gritante ainda, porque NUNCA trouxe nem mantive ninguém em cujo caráter não fosse possivel confiar. Nunca. As pessoas que vieram do profissional para o pessoal, todas elas, são de boa índole, de boa formação, não passam rasteiras em ninguém.

Talvez isso exlique porque tem tanta gente com quem não trabalho, e porque tem outras tantas para quem nunca digo não de jeito nenhum. Mas será que explica o porque tenho me afinado tão pouco com as pessoas num passado recente?

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Comi um sanduíche, o estômago deu piti, enjoei, um horror. Ué: pão, quijo, presunto, molho de tomate, fogo. Suco-frozen de tangerina. O que tinha de diferente?

Um sorriso de canto de boca: os duzentos quilos de rocambole de chocolate e o naco de pudim de leite que devorei enquanto o fogo trabalhava no inocente sanduíche.

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Ainda vou voltar no São Francisco. É meio como a Chapada Diamantina: a vida fica outra depois de uma viagem até lá.

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"Vamos fugir deste lugar, baby? Vamos fugir?"



Pra onde quer que você vá, que você me carregue!

Minha Nossa Senhora de Guadalupe, ninguém entende que a minha necessidade de Rio de Janeiro é física???

sábado, abril 03, 2010

Fim

Cansei, joguei a toalha, enchi o saco, joguei uma pá de cal, afoguei, sufoquei e passei a régua.

Alguém podia, por favor, avisar isso lá no Departamento das Coincidências?

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Gripe, febre, cama, moleza, suor, desconforto. Meu corpo se despedindo.

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Terça melhora, folks. A química tá fazendo falta.

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Superstição

24 horas, cada hora com 60 minutos. A vida teve 1440 oportunidades de me surpreender com o número que durou meros 60 segundos no meu relógio. E conseguiu.

To never forget.

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Tô em falta com todo mundo. Há dias não atendo o telefone, e na última vez em que liguei para alguém fora do eixo familiar, fiz uma merda que durou 25 minutos.

Suspiro.

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Estou com medo da volta dos dias úteis.

quarta-feira, março 31, 2010

I am the champion, my friend!

Pova de resistência: uma caixa de Bis de avelã aberta, fresquinhos chocolatinhos só pra mim, e até agora, comi só três.

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Culotes medonhos

Dona Patricia está, mais uma vez, equivocadíssima na sua função. J*sus me abane!

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Cara de pau: se vangloriar de continuar ignorando o Bis, levantar e atacar mais três sem intervalo.

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Chingón no BBB! Sério, o cara que trilha o programa é foda há dez edições!

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Story of the Year



Apaixonei e estou baixando a discografia.

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34 graus no OUTONO é mais do que a minha compreensão alcança. e não me venha com aquecimento global que eu grito.

Deixa chegar abril pra eu morrer de banzo...

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Bunda quadrada

Tudo o que eu tinha que fazer no computador eu fiz hoje. Entre Houses, fiz uma pesquisa enorme para o trabalho. Amanhã só quero trabalhar no computador por uma hora, e depois finalizar uma parte substancial da pré-produção. Se eu vir mais um grafite que seja, juro, eu saio correndo e arrancando os cabelos.

Mas tô curtindo, sabe? Gosto da equipe (por enquanto, como sempre), gosto do projeto, gosto da abordagem, e sem rima, gosto dos personagens.

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Doze litros de café, supressão de um dos comprimidos, e deu nisso: sono, meu filho, cadê você?

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Nem adianta colocar protetor de link, cumpadrecitos, porque a de cá tem manha que até Ele duvida.

OK, Ele não duvida. Ele só balança a cabeça, dá um sorrisinho complacente e pensa:

— Ah, essa menina tem é arte, viu?


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Meia noite e eu aqui, como se tivesse acabado de acordar. Hoje eu termino a releitura de A arte & ciência de roubar galinhas, do salve, salve, João Ubaldo.

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Pedigree




Agora pare de chorar e vá adotar um Totó...

segunda-feira, março 29, 2010

Prometheus

O caminho é duro, pedregoso e longo, e quando a gente começa a adaptar a sola dos pés ao desenho da estrada, muda tudo de novo, e lá vamos nós ferir as patas de novo, um bocado, até que nos ajustemos ao terreno. E aí muda de novo.

Sério, nunca vai passar?

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Quase uma regeneração diária do fígado.

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Meu Mestre Stephen King fala, em "Misery", que a dor é como uma maré. Vai descendo, e expondo o pilar do cais. Aí vem o analgésico, e a maré vai subindo, escondendo as traves, a dor sendo submersa junto.

Eu vinha subindo com a maré. Só que o movimento natural é a alternância. Lá estou eu de novo, com a dor exposta como se fosse esqueleto de baleia encalhado no mar, feio, ressequido, maré baixa em dia de lua crescente.

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Minha paciência está por um triz.

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Mas ainda bem que existem trabalhos bacanas, chefe legal que me recebe no meio da tarde de segunda-feira com um abraço e uma cerveja gelada. Juro. Votem nele.

Lembra de River Raid, do Atari? Que a gente tinha que passar com o aviãozinho pelos postos de gasolina para ganhar um tracinho de sobrevida? Eu hoje. Ir pra produtora foi meu "Fuel".

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Carência



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(Atualmente) Eu ODEIO luz cheia!

sábado, março 27, 2010

Com tanto pra falar...

Quando escrevi ali em cima o título, a caixa de autocompletar me sinalizou que eu já tinha usado essa frase. Eu já tive tanto pra falar, e meu texto ainda não acabou.

É uma frase do refrão da música "Feita pra mim", do genial Fábio Cascadura, e que conheci aos 25 anos. Coloque quase nove anos aí. Quem me apresentou foi Ivan O., amigo que posso considerar "de infância", já que desde os doze anos gravitamos ao redor um do outro.

O refrão inteiro é forte.

"Se foi feita pra mim
Por que vai partir assim
Sem pensar em voltar?
Com tanto pra falar
Você bem sabe"

Glauber, ex-Dead Billies, gravou alguns poucos anos depois de eu tê-la conhecido, gravação esta que só conheci em 2007. Mas não era isso que eu ia falar.

Eu tinha tanto pra falar, principalmente hoje quando caiu uma ficha do tamanho de um elefante na minha cabeça. Uma ficha metafórica, na forma da faixa dos Filhos de Gandhy que achei no chão no penúltimo dia do carnaval.

Além da ficha-gigante, sabe o que mais? Parte do "tanto pra falar" é dito de mim para mim mesma. Como foi que eu passei o ano passado do jeito que passei? Depois de um ano como 2008, como foi que deixei 2009 chegar onde chegou? Como foi que descuidei tanto da minha carreira, do meu caminho pessoal?

Whatever. Deve ter sido por isso que repeti o ritual de 2008 em 2010.

E deixa eu parar com a baboseira, que já deu, a esta hora. Tempo de encontrar meus pares.

sexta-feira, março 26, 2010

Samba esquema noise

Em 19-12-2008 (No fotolog)

A felicidade como a morte
É como um concurso milionário da Tv
Existe um globo infinito
Com bilhões de bolinhas
Girando
Em algum lugar
A cada instante uma deusa
Retira um número
Que pode ser o meu
Dá pra entender?

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Esta tal deusa
Retirou
O meu número
Porque a felicidade...


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E eu queria alguma coisa que me respondesse as perguntas que estão escritas sobre a minha pele. A solução veio na forma de Samba Esquema Noise, que não ouço há tanto tempo, e que milagrosamente ainda não foi apagada.

Quem ouviu sabe que o tom não é dos mais animadores, mas lembrei que há pouco mais de um ano, essa música embalou um post transbordando de felicidade. Neste post, os trechos em itálico. Aí as coisas fizeram sentido. Novamente o número que a tal deusa tirou foi o meu.

Eu só não tinha visto, e pra ser bem franca, ainda é difícil de acreditar.

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E o número
Que saiu
É o meu.


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Uma hora e meia de passado delivery.

terça-feira, março 23, 2010

Ordem nesta zona

Zilhares de coisas para fazer amanhã, e ambiciono terminar o trabalho até a hora do almoço. Depois, quero enfiar a mão na primeira parte da bagunça que TEM que sumir até o fim do dia.

Ah, cansei do velho! Vou deixar espaço para o novo chegar. Mesmo que sejam PROBLEMAS novos, mas ainda assim, novidades. Estou saturada de sofrer pelas mesmas coisas.

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Dei uma empacada nas séries. Ainda não sei se é bom ou ruim. Mas tenho um longo final de semana sem a Lourinha, o que vai me dar tempo mais que suficiente para adiantar uma temporada de My name's Earl e House.

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Eu sei que estou em dívida com pessoas queridas. Mas é só fase, meus amigos do coração, é só fase. Dia desses eu boto dois papéis de cinco no bolso, maquiagem de diva e saltos altíssimos, e aí mato as saudades com um café, um chopp, uma caipirinha ou uma bolha de sabão.

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Luto

Ainda estou na fase da barganha. É depois que vem a raiva? Acho que estou pegando esse caminho.

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¿Dónde aprendiste a bailar? Con el viento...

Roubado do @gabrielouback

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Hectolitros de chá para ver se enche a barriga e passa a fome. Até agora, não resolveu nada.

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Quero outro dia nascendo com chuva.

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Sono, algum sono.

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UPDATE

Pedi chuva, apertei "Publicar", e no segundo seguinte, a chuva caiu.

Que mais posso pedir, para poder ser atendida tão prontamente?

domingo, março 21, 2010

Pedrada

Do Terra

Quarta, 17 de março de 2010

Já faz algum tempo que você sabe da necessidade de romper com padrões antigos e dar passos mais assertivos em direção ao novo. Assim que você deixar para trás esses padrões as mudanças positivas seguirão uma atrás da outra.


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Viver a Vida ao vivo

.Só eu tenho gastura de sombra rosa? Não parece um processo infeccioso no olho?
."Arruma meu armário, você?" Hã? E o meu, por que ninguém quer arrumar?
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"Quão mais sofrido é o caminho para a maturidade, mais fibra parece que a pessoa adquire" - @barbaragancia, em sua coluna na Folha, e roubado do @gabrielouback.

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Quatro dias para escrever uma postagem. Puts, o caracol acaba de passar por mim.

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Mais uma roubada do @gabrielouback

talvez vc não perceba o quão incrível é isso, só pelo fato de ser.

É a melhor frase para explicar duas coincidências improváveis para um domingo.

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Remedinho só depois das oito e meia...

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UPDATE DAS 20:20

Vá e volte

João

Wainer

é foda!!

Sério: ele é completo. Ele escreve tão coloquialmente que fica a impressão de ser uma pessoa que conhecemos. E as fotos, putaquepariu, as fotos são os olhos que eu queria ter!

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@TELEFUNKSOUL, alvinegro. @danielahenning, flamenguista desleixada, porém apaixonada. Os times estão jogando, empatados, e os dois nerds estão trocando picuinhas via twitter. Faz sentido?

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terça-feira, março 16, 2010

Um bom dia...

Se é pra viver, que seja assim: sair de uma reunião para a outra, titular cada página do caderno com o nome do trabalho do momento. Tem que ser assim mesmo, com duas equipes de trabalho sensacionais, mesmo sendo tão diferentes entre elas.

E tem que me encontrar desse jeito: abrindo muitos espaços, tirando o velho para vir o novo. Tudo novo.




Quer dizer...

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Projetos, projetos...

Acho que alguma coisa está acontecendo beeeeeeeeeem devagar, com todo o tempo do mundo para alcançar o sol e estender os galhinhos em direção à luz.

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Em falando em projeto, um deles foi severamente adiado. 30 looooongos dias nos separam do "Gravando!".

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Adoro cenas de aéreas, com helicópteros circulando em torno de um ponto fixo.

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Viver a Vida ao vivo

1) Se ela subisse naquele banquinho na beira do heliponto, eu caia durinha de pavor.
2) Bárbara P*az não me convence, viu?
3) Essa câmera nervosinha do núcleo da favela é bem bacana.
4) "Eu tava infeliz! Como eu estava infeliz! E o pior: eu estava me acostumando a ser infeliz!". PUTAQUEOPARIU!

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Pobre é uma merda!

Dia bom é quando tenho três celulares ligados 24 horas.

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E gente velha?

Guns'n'Roses Greatest Hits: conheço quase tudo!

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Só não vou pro BBB porque tenho medo de alguém fazer umas camisetas com a minha foto. Tenho CERTEZA de que o povo escolheria a PIOR foto, aquela mesma que mostra papada, rugas, olho vesgo...

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Beijo, boa noite.

segunda-feira, março 15, 2010

Hein?

Nunca imaginei que esse dia chegaria, mas...

... que bom que o Jô Soares volta hoje!

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Ladeira abaixo


Lendo revista M*inha N*ovela pela internet.

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Embromando aqui enquanto o sonífero não faz efeito.

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Quase perdi a hora por causa do meu celular cheio de vontades. Ele sussura quando o número está registrado na agenda, e grita um pouquinho mais alto quando o número é desconhecido.

O tom do despertador, e escolhi o mais espalhafatoso, é mínimo, pra quem sonha com carneirinhos brancos. A Lourinha engatou uma segunda no sono, e não fosse o senso de responsabilidade, que grita muito alto e dentro da consciência, teríamos amabas acordado lá pelo meio dia.

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Pronto: já desliguei a TV. Mas pra que os BBBs estavam ganhando ponto, mesmo? A Pequena acordou bem na hora, e fui até o quarto com ela, ficar espiando o quanto minha comprida encompridou.

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Hoje eu não dei a mínima para os sinais.

Ok, no início da noite fui dar uma olhadinha na vida, e estava lá o sinal, reluzente como Ferrari nova.

Closing time

E desde então, desde sexta-feira, cumpri extensa agenda de Faz-Merdinha da Estrel*a. Turnê do Fim do Mundo. Chame como quiser essa longa auto-sabotagem, mas não me tire o peso da responsabilidade, tampouco o da vergonha.

Hoje, depois de medicação dobrada tomada ontem, e um dia razoavelmente produtivo profissionalmente, e tendo pela frente uma semana cheia de coisas para fazer, produzir e resolver, hoje finalmente consegui colocar o nariz para fora da linha d'água e respirar um pouco melhor. Sim, eu tenho um problema gigantesco. Não, não tenho idéia de como resolver. Sim, é a primeira vez que falo sobre isso. Não, não vou expor tanto assim.

Fato é que há MUITOS dias minha pálpebra esquerda pula intermitentemente (e tive que reler essa palavra só com um dos olhos abertos para checar se estava certa. Míope é foda.), minha digestão está um lixo, e o que há de ser dito sobre meu disturbio alimentar? Não durmo de noite, de dia nem sempre dá, estou sensível como se a pele estivesse do avesso.

E isso tudo tem que passar. Em algum momento, por um momento que fosse, eu queria experimentar como é ter uma vida normal. Juro: na próxima vida volto formiga.

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Há anos, em todo computador que tenho, crio um notepad chamado "Thing's that I can't leave behind".

Bonitinho, né?

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Nem sou muito de novela, mas se começar Viver a Vida e eu estiver com a TV ligada, vou até o fim.

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Aí dia desses fui pra cama, liguei a TV só para ter companhia enquanto tirava as lentes de contato. Começou a passar um filme cheio de mentiradas, Tiros, perseguições inverossímeis e participação do Sylvester Stallone, ou seja, perfeito. Taxi 3. Porra, quando acabou o "teaser", eu queria mais.

Me prometi que não ia assistir naquela hora, mas que procuraria pela internet. Pois não é que a trilogia é dirigida pelo salve, salve, lindo, lindo Luc Besson? Não baixei ainda, mas vou reservá-lo para o final de semana que vem. Descanso da guerreira, sabor dever cumprido (e dinheiro no banco).

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Depois dos dias com o primo cariocandango, como ver comercial de Kinderovo sem rir e lembrar dele?

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BTW, Precious é FODA!!!

sexta-feira, março 12, 2010

Ecos

E eu saí, sim, e nessa saída, mais longa do que eu planejava, quase chorei.

Eu não sei me conformar com a idéia de que algumas coisas fogem da alçada do meu livre arbítrio. Sabe lá que porra eu aprontei para ter um carma desses, o da repetição. O inferno é a repetição.

Mal saio de casa e sou atingida por mais um sinal de que realmente as coisas não vão se decidir através das minhas escolhas. É uma merda ter que aprender a seguir a correnteza. E quem nada no mar sabe o quanto é inútil nadar contra. A melhor maneira de sair da corrente é nadar a favor. Ou acreditar e acreditar, mesmo sem ver a prova.

Ou mesmo tentar ignorar a prova.

Em tempo

Espontaneidade é tudo!

Estou eu lendo a notícia de um show, evento esse que tenho certeza que um certo humano adoraria ir.

Antes de apertar o botão de "criar nova mensgaem" no Outlook, veio de dentro das minhas entranhas:

— AH, VAI TE FODER!

Foi libertador, sabia?

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Beijonãomeliga!

Friday night

OK, dia mundial da periguetagem. Mas não quando você teve alguns dias na semana destinados a esse fim, incluindo a noite anterior. Tipo eu, assim.

Hoje estou um bagaço, e motivos tenho muitos. Dois trabalhos correndo em paralelo. Insônia galopante. Caminhadíssima, longa e extenuante. Pior que tudo: botar a vida em ordem (pelo menos no plano mental) nos 50 minutos de caminhada acelerada. Música e um sentido para essa balbúrdia toda.

Então, nesta sexta-feira cheia de estrelas no céu (e sinais na Terra), eu quero mais é comprar minhas Brahmas Fresh, colocar as pernas pra cima e assistir Precious do alto do meu reinado.

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Mas amanhã tem Buena Vista Social Club, e eu lá!

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Vi o making of do filme que fizemos em novembro. Não adianta: por maior que tenha sido o pesadelo do durante (e creiam-me, kids, foi um dos trabalhos mais casca grossa que eu já peguei), a gente só lembra das partes boas, da alegria do último dia, da festa do depois.

Deve ser por isso que o audiovisual sobrevive: memória curta e seletiva.

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@danielahenning


Se você me segue no Twitter, diga se não são deliciosas as pérolas do @millor, que eu retuíto quase diariamente?

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Sou geminiana, eu POSSO mudar de idéia!


Vou botar musiquinha no ouvido, chinelos nos pés, cartão de crédito no bolso e sair por aí, pelos arrabaldes, jogando charme.

Volto já!

Sem queixas

No dia de maior quantidade de trabalho da semana, eu resolvo me apaixonar pelos dez primeiros minutos de Precious, e vou ter que esperar até sábado de manhã para assistir inteiro.

Logo eu, famosa por dormir antes da metade de cada filme que assisto...

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E no dia em que o primo querido cariocandango volta pra BSB, é quando tenho 300 coisas para fazer no trabalho, e não posso pegar uma prainha de manhã com ele...

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Noite de diva, jantar no Acqua, vestida de gente (ao invés de estar trajada como uma retirante do Saara, coberta de andrajos fresquinhos para segurar a onda dos 36 graus que fizeram ontem), com turma querida.

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Quando é o próximo episódio de Desperate Housewives?

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Época de fazer checkup. Alguém se prontifica a marcar meus médicos para mim?

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Chuveiro frio não bom. Arrumar alfarrábios e subir já para a casa dos meus pais para tomar banho morninho, com shampoo do Boticário.

segunda-feira, março 08, 2010

Paralelas

E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas
Em que foges do que é teu


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Primo cariocandango chegou, e uma pizza foi providenciada para que nos reuníssemos ao redor da mesa, gargalhadas acumuladas neste quase ano desde que nos vimos pela última vez.

Na volta da casa da mamãe, música no ouvido, a tradicional conversa com Aquele que tanto ri da minha cara. Uma pergunta, e uma resposta musicada, com a devida confirmação visual. Eu devo ser a única pessoa que recebe sinais de que as coisas vão melhorar, e ainda assim sente um aperto no coração.

Tem sido mais confortável sofrer pelos outros do que comemorar as minhas boas notícias — que tem sido raríssimas. Mas nem era isso que eu ia dizer.

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1052

E eu, com a cara mais lavada, digo:
— Por que não?


Leoni

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Eu IA falar sobre silêncio, o quanto amo, e a raridade deste item na minha casa. Aí passou um caminhão, e toda a poesia se desfez na esteira da fumaça cinza do escapamento.

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No apartamento, oitavo andar
Abro a vidraça e grito quando o carro passa:
— Teu infinito sou eu!


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Lindo, né? Conta minha mãe que esta de cá chegou no pediatra, aos dois ou três anos, e cantou Paralelas inteira para ele.

Não, não era o prenúncio de uma infância feliz.

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Estou com o coração tão amassado hoje que parece um resto mal sucedido de origami.

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GVT há dois dias com uma conexão digna da época do modem de 9600 kb. Bela merda, viu?

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A saga do apartamento continua. *suspiro*

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No Corcovado, quem abre os braços sou eu!
Copacabana, esta semana, o mar sou eu!

sábado, março 06, 2010

Piada roteirizada

Desde ontem D*us tem feito das suas com Cristóvão, e o que era uma quase certeza, foi confirmado hoje. Os sinais-coincidências se avolumam no meu cotidiano, e sempre rendem um sorrisinho de canto de boca. Tá ficando divertido.

Se por um lado eu quase sei o roteiro ("quer ver D*us rir? Conte a ele seus planos"), não tenho idéia de onde estarei na terça-feira.

Vem comigo. Eu te explico no caminho.

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Primo carioca-candango chega amanhã. Alguém tem idéia do quanto de farra vou fazer até sexta-feira com esse querido?

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Passo os dias vendo House, My name's Earl, e poupando os últimos episódios de Grey's Anatomy. Quando escurece, baixa o Caboclo Rabiscador, e lá vou eu escrever. Projeto com amigo gato-gato-gato, decupagem de roteiro, roteiros meus, o que pular do Word eu ataco.

Sim, eu morro de sono de manhã.

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BBB ao vivo

Tiro no pé esse merchandising do Guaraná Antárctica. Tiro seis no dado, dois anos sem provar o refrigerante.

No mundo ideal, alguém vomitaria ESGUICHOS de guaraná.

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Desculpa: sou especializada em tiros no pé.

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Promoção da TAM, e geral congestionou o site. 209 reais Salvador-Rio. Eu devia ter ido ao balcão da empresa para comprar um suprimento de paz de espírito, leia-se passagens pro Rio.

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Estou a dois dias de mandar um email pra um amigo perguntando sobre o mercado de produção em São Paulo.

Se eu ia? Eu VOU, se tiver vaga.

Sei lá... saudade de casa.

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Assistindo Tolerância, da salve, salve, linda, linda Casa de Cinema de Porto Alegre. Boa escolha, amo o que quer que saia de lá (pelo menos até agora).

Marina no ar

Engraçado lembrar hoje de um trecho tão nada a ver, para lembrar do resto agora...

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Freak Time

Assistir filme manjado (mas eu nunca tinha visto) acompanhada por um amigo... Que está a 20 km da minha casa, no MSN.

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# 137

Para ele, sair de A até B significa formar um arabesco com o trajeto. Sempre foi muito mais fácil burlar o legalmente aceitável.

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Wish List

Um data show.

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Esse Roberto Paiva, da Globo, me enche a barriga de calafrios a cada vez que o vejo. Não, ele não é repugnante, pelo contrário: é deveras atraente, mais ainda porque me lembra fortemente aquele motivador do curso de jornalismo.

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Dor de ouvido rocks. Prainha depois do expediente faz feliz... Mas o dia seguinte não é dos melhores.

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Morro de vontade de assistir 24 horas. Como, oh, my Lord, encaixar mais uma série, quando tenho Grey's Anatomy, Lost, My name's Earl, The Mentalist, House, Flash Forward, Desperate Housewives, um eventual Dexter e já colecionando Private Practice?

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Ao contrário do ex, adoro tomar minha cerveja na paz do meu sacrossanto lar. Tenho estado muito na minha própria companhia, principalmente de dezembro pra cá.

Ainda que hoje tenha montado a drag para dar pinta na rua, com lenço no pescoço, camisa de botão e tudo o mais, fiquei quase aliviada quando o terceiro telefonema não obteve êxito na busca da balada boa e barata.

Comprei quatro Brahmas Fresh (lembram da lista do "Be single"?) depois do meu compromisso marcado, sai da fantasia de gatinha da balada, entrei no pijama cor de rosa e eis-me aqui, sem arrependimento de estar aqui a esta hora tardia.

Só o que ouço é o silêncio, enfim, e o matraquear do meu teclado. O sinal lá fora, quase ao lado da minha janela, abre e fecha para ninguém, e você já imaginou maior solidão que a do farol de trânsito, quando a madrugada fialmente chega e faz com que ele repita ad nauseum o que ninguém mais vê?

É isso que vejo da minha janela, noite após noite: um vazio de carros, de gente, a inutilidade de continuar vigiando encruzilhadas, abrindo verde e fechando vermelho para uma platéia inexistente.

Quase uma metáfora da minha vida. Mas o dia clareia, e finalmente o verde e o vermelho voltam a ter utilidade. Como eu: em algum momento vai amanhecer, e eu vou estar de prontidão, como o semáforo da minha janela. Como me propus como meta de vida.

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Último episódio da 3a. temporada de My name's Earl, e vou dormir. Juro.

sexta-feira, março 05, 2010

Outro mundo de Dani

Não costumo fazer isso, mas hoje tem post novo no fotolog! Fiquei tão felizinha que achei que valia a pena dividir com o mundo. Veja lá e volte.

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E tem gente nova que eu adoro aí do lado (Mari e Zeca Forehead), tem link consertado (João Wainer), saiu gente que não escrevia mais (chuif, sinto falta).

E bonde, meu povo, anda é pra frente mesmo!

quarta-feira, março 03, 2010

Blogging & Watching

Adoro filme nacional porque dá pra fazer várias coisas ao mesmo tempo. Dispendo muita energia em só ouvir, sem ler, os filmes de língua inglesa.

Durval Discos, agora. Etti Fraser é meu pastor.

Sim, tenho retardo fílmico.

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Marisa Orth de boné só me lembra o meu lema: Mulher de boné é frentista.

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Meio maço de cigarros, duas cervejas, silêncio e pão de queijo.

Diga olá para a felicidade.

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Tutorial

Como assistir filme, blogar, jogar, ler email e conversar no MSN, por Daniela.


Print da minha página.

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Os detalhes de Durval Discos são absurdos. Mesmo. Quero fazer isso quando crescer.

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Eu assisto filmes adiantando nas partes que tem música, cenas longas e/ou chatas.

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Adoro filme com locação em São Paulo. Me dá uma saudde tão grande, uma vontade de voltar...

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Minha irmã prometeu chuva para hoje. O site de meteorologia também.

Cadê, meu povo, os 12 mm?

terça-feira, março 02, 2010

Saga

Sem explicar o por que agora, estou procurando um outro apartamento. Dois quartos, Barra, Graça, Ondina, Campo Grande, Garcia.

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Dia 1

De todos os três apartamentos disponíveis na faixa de orçamento estabelecido, só um visitável. Enchi de entusiasmo: em frente à praia que me viu crescer, e que acompanha as primeiras braçadas da minha filha, um preço razoável, dois quartos...

Pensa num pombal. Pensou? Agora coloque aquela janelinha do pombal voltada para a parede de outro pombal. Tipo um metro (ou dez centimetros, se você gostou da analogia com uma casa de pombos). NÃO.ENTRA.LUZ.NENHUMA!!!

Se o quesito segurança é o primeiro item, o segundo é iluminação. Sine qua non. Sorri, agradeci, e disse que voltava daqui a um mês, que é quando a reforma vai acabar. Vamos ver... Se não tiver rolado nada até lá, é ele mesmo.

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Não há azedume que não ceda lugar para um copo de coca Zero cheio de gelo.
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Depois volta, mas fazer o quê?

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Alguém me dá uma imagem de São Cristóvão de presente?

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Sério: o que estou fazendo vendo o BBB?

Tem pencas de Houses, Earls, Greys, Mentalists...

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Terminando segundo tratamento do projeto com amigo gato-gato-gato. Acho que amanhã já dá pra te enviar, viu, Johnny?

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Alguém aí tem um job com dinheiro imediato?

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Significado de Canícula


s.f. No hemisfério Norte, a quadra mais quente do ano, correspondente ao começo do verão.
Período de grande calor.

(Nota da Blogueira - sinônimos: inferno, Rio de Janeiro, SALVADOR)

Daqui. Sem o adendo.

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Por ordens médicas, devo ir todos os dias à praia. Eu juro que é verdade.

Vai ser um sacrifício, e vou descumprir muito mais da metade do tratamento. Também juro que é verdade.
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Pô, ninguém acredita em mim!

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Balança da casa dos meus pais


— Mãaaaaaaaaaaae, ela tá me assustando!!!!!!!

domingo, fevereiro 28, 2010

D*us é meu chapa!

De uns tempos pra cá, eliminei os atravessadores e estabeleci uma linha direta de comunicação com D*us. Nossos diálogos ficaram muito mais fáceis, cordialíssimos, camaradas, e comecei a me abrir para o Seu peculiar senso de humor. Ando pela rua conversando com Ele, rio, respondo quando perguntada, pergunto e aguardo respostas.

Calha que Ele tem mandado uns recados contundentes para mim, e não sei se me faço de surda ou de louca. Amigos, amigos, aprendizados à parte, descobri que não adianta fincar o pé quando uma coisa já está pré-definida. Sim, Caro Leitor, livre arbítrio rola muito, mas vamos combinar que algumas coisas tem um caminho do qual não podemos desviar.

Semana passada rolou o prenúncio do desafio-mor da temporada. Não, não vou falar o que é, óbvio. Serei confrontada com uma situação que promete sacolejar esse meu confortável mundinho.

Ainda não entendi qual é a lição desse episódio, mas tenho certeza de que D*us já mandou estourar pipocas, e junto com São Cristóvão, já escolheu em qual nuvem ele vai sentar para ver a bagaceira de camarote. Quase já consigo ouví-Lo rindo, e dizendo para o santo:

— Bate aí nas costas, Cristóvão, que eu estou engasgando! Você viu a cara dela?

Deus, segundo Laerte

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Até maio, sem rede de segurança.

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Mais um final de semana desses, faznedo Maratona House e Maratona My name's Earl, vou criar raízes na cadeira.

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Espicha Verão é um projeto do Governo do Estado que, como o nome diz, estica os dias ainda ensolarados com eventos de arte. Eu fui. Estava doente de aflição para chegar logo ontem, pois há mais de dois anos não vejo o Aloízio Menezes cantando.

Não deu, viu? Som péssimo, palco mínimo, shows atrasados. Como Aloízio era o último, deve ter tocado lá pelas cinco da manhã, horário que a tia aqui não consegue mais alcançar.

Diz a lenda que dia 13 de março tem Buena Vista Social Club. Aí eu vou ter MUITO medo do que vão fazer com o som.

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Desculpaê quem odeia segunda-feira, mas pra mim é quase um Reveillon na categoria "Esperanças Renovadas".

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Dumping. Beijonãomeliga.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Aooonde? (v. Novela das Oito)

Aooooooonde que eu contratava a diva Antonelli para empregada da minha casa,, principalmente tendo o marido que a Helena tem?

Uma máxima repetida pelo ex, quando falávamos do relacionmento de um conhecido nosso: "Quem começou traindo o parceiro anterior, certamente vai sair do namoro traindo o atual". Se a Helena da novela começou o relacionamento com o cara, e ele ainda estava casado, certo como a vida que ela vai tomar um bom par de chifres.

Todos os dias agradeço por não ter o gene da traição no sangue.

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E sábado tinha Buracão marcado com amiga que amo, que é mãe da irmã da Lourinha (sério: nossas filhas se parecem absurdamente!). Três cervejinhas para dar a brisa, saudade que dói perdendo um pouco da força, e enfim, uma dose extra de felicidade. Ela não pode, e o dia amanheceu baço, sem paciência para ser dia.

Não fomos, e o dia que prometia ser embalado pela minha voz sozinha, veio na forma das risadinhas, gritos e resmungos da minha pequena. Perdi todos os programas agendados pra sábado e domingo, mas ganhei a sorte de carregá-la pra cama, chumbinha de quase 20 quilos, bracinhos que envolvem meu pescoço mesmo durante o sono.

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Ela não é linda?

— Quem é a flor mais linda do meu jardim?
— A flor mais linda do seu jardim tá murchando de sono...


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Estáva eu no pátio da frente da seguradora fumando o primeiro cigarro do dia. Absorta estava no dia passando que demorei pra perceber que aquela coisinha pulando de um lado pro outro era um passarinho se esbaldando no aspersor de água para o jardim.

Ele parecia tão feliz, mas tão feliz, que de um jeito ou de outro meu dia ficou um tantinho melhor.

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Fim do carnaval, feliz ano novo pra todo mundo... Pelo menos o chinês, que abriu o ano do Tigre.

Voltei com a minha disposição de tomar os benditos dois litros de água por dia. Jujro que em algum momento meus órgãos internos vão se rebelar, parar de receber ordens até que eu os banhe de coca Zero. Eles ainda não entenderam qual é a boa desse monte de coisa gelada sem cor, sem gosto, cheirando a nada.

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Para eu pagar meus pecados, a Lourinha resolveu assistir Cocoricó.

É lindo... para crianças de até três anos. Não para mães, não mães de crianças de cinco anos.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Paper cut

"Sabe aqueles machucados que a gente faz com um papel? Multiplique por um bilhão, e será o que sua filha vai sentir se pararmos o tratamento agora."

House é meu pastor e nada me faltará. Não tendo mais nada para fazer, aranjei um paper cut no indicador esquerdo.

Há, há, seus otários, esquerdo? Não sou canh...

Putz: sou ambidestra! Sete dias sem lavar louça ou jogar boliche (responsabilidades da mão esquerda...).

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Feliz o dia em que apresentei a Lourinha para Curious George. Saca irnmãos siameses? George e ela. Calha que o DVD sumiu, e finalmente, quase um ano depois, dona Madame ganhou outro.

O que tem me restado é assistir 400 vezes a abertura sensacional, e desligar o áudio para os diálogos, só religando quando retorna a trilha do Jack Johnson.

AMOR

E é por isso que eu não consigo alimentar mágoas. É por isso que meu coração sempre tem o perdão como palavra-chave, apesar de tudo. Por isso é que eu não consigo pertencer a mais ninguém, que não a ele. Por isso que o nome dele frequenta minhas orações diárias. Por isso que eu transbordo de alegria a cada vez que nos falamos, a cada vez que eu o vejo, a cada vez em que posso passar meus braços por ele e saber que está tudo bem.

Mas pelo mesmo motivo, eu não tenho mais nada a oferecer a ele. Nada, que não um dia perdido aqui, outro acolá, um final de semana, sei lá. Porque eu sei que nosso amor não merece uma barreira chamada namoro, ou casamento. Nenhum dos dois aguentaria. Eu tenho certeza de mim, e quase certeza sobre ele. Não aguentaria as limitações de dar satisfações sobre a minha vida, nem de cobrar satisfações dele. Não que eu guarde os segredos do Santo Graal, ou que tenhamos, ele ou eu, vidas compatíveis com Messalina e Calígula. Falo por mim, mas novamente creio que não é o caso dele.

Normais, dois solteiros normais, cedendo eventualmente a um estímulo externo, volta e meia tentando apostar numa paixão que não vinga. Pela última (deliciosa) conversa, não tem vingado. Se tivesse, não nos amaríamos tanto.

É uma ciranda de Fal, Gabriel, Dal, Guillermo, Bel, Daniel. É um grande circular de pessoas que, no final de tudo, não nos suprem as necessidades de cumplicidade, de ser o melhor amigo um do outro, de abraços que "still fits" (que foi o que disse a ele ontem, no último abraço).

Ele foi comigo uma pessoa melhor. Não fosse só entrar e sair, enfim, com a mesma dignidade, o trazer da correspondência, o dinheiro da empregada, o relógio que já era meu, os verbos, os pronomes, os sujeitos. Substantivos, artigos de luxo. Eu acho que tenho tentado ser uma pessoa melhor. O que acalma o meu coração é saber que a gente ainda se ama muito. Tenho isso por escrito.

Cá do meu jeito, tenho sido feliz. Se tento um novo formato de felicidade, estou ocupada, e isso supre a falta que ele me faz no cotidiano. E a cada encontro bissexto, uma atualização sobre invasões de domicílio, trabalhos, machucados no joelho, roubos de câmera, mais trabalhos, geladeiras, carinhos, tapetes, filhos e sentimentos.

Nunca como havia sido.

Talvez... Melhor.

É isso. Tem sido melhor.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Right here!

Chegaram aqui procurando por "destruir romance". Leitor (a), pode entrar, puxar uma cadeira, porque aí do lado tenho quase oito anos de leitura especializada no assunto. Se quiser se aprofundar, te dou alguns telefones para entrevista...

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A saga do carnaval que não queria acabar

Passei o dia na mamãe, comi, dormi, li. Lá pelas tantas decidi que não ia porra nenhuma pra Barra-Ondina. Aí me liga um dos melhores amigos da vida, e me intima para encontrar com eles (filho e irmã na conta).

Tô fazendo nada mesmo... Passei em casa, banho, roupinha confortável e gatinha, tenis e vamos lá. A 150 metros da minha casa, encontro um conhecido, ex-modelo querido, dos poucos por quem criei afeição.

— Tá sozinha?

Sim, e ato contínuo à resposta, ele me deu um abadá do bloco da Skol. Feliz que nem passarinho na chuva, encontrei minha turma no lugar marcado, pulei horrores com Moraes Moreira, e vamos nós fazer a peregrinação até Ondina. E não é que lá me aguardava uma pulseira de camarote, na boca do carnaval?

Um abadá de presente, um camarote free... Bom, a sorte estava comigo.

Uma e caçambada da manhã, vamos embora? Vamos! Vamos? Pegamos o caminho dos trios, avenida afora, e já no meio de Ondina, quem vem? Moraes Moreira, trazendo amiga que eu amo tanto, marido dela, prima que eu adoro também. Ah, me erra, que não vou embora agora!

Dancei como se a quarta de Cinzas fosse o Juízo Final, cantei a plenos pulmões, e nisso fui até o final do circuito. Beijo, beijo, adeus, a gente se fala, e lá vou eu pra casa. De novo.

Quase no mesmo ponto de antes, quem vem? Meu bloco, com DJs tocando alguma coisa inteligível, e lá vou eu de novo, voltar para o final do circuito, além de engrenar uma conversa com um australiano. Ah, me erra, que não vou embora agora!

O canguru veio cheio de dedos, mãos e braços, e achei que era hora de dar tchau. De vez. Ele se perdeu dos amigos, pediu para eu esperá-lo, e claro que ele saiu pela esquerda, e eu prontamente... Saída pela direita.

Ah, agora vou embora mesmo! Ah, vou? Parei para comprar uma cervejinha para ajudar no caminho, e lá estou eu engatada num bate papo trilingue com um argentino, fantasiado de Boca Juniors. Quase uma hora depois, finalmente bati palmas e voei pra casa, sem parar para fazer social internacional, sem cervejinha para passar o tempo, nada. Direto e reto para casa.

A alegria da cama para quem virou a noite (sem excessos, porque ando bem comportada) é inenarrável. Banho e cama, e esperar 380 dias para o Carnaval do ano que vem. É... 380 dias.

E quem foi Daniela, o Grinch da festa da carne?

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Somewhere in time

Relendo arquivos do blog. Dez/08 ainda é um tabu. Mas eu chego lá.

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E lá fui eu pro Bloquinho do Jau. Se adorei? Não, claro! Óbvio que lá pelas tantas eu parei, olhei pros lados e me perguntei que diabos estava fazendo ali. Nesse momento fui empurrada pra cima do D*avi M*oraes, e descobri exatamente o que estava fazendo ali...

Mas foi pouco, foi curto, e antes do fim, já com a missão cumprida, resolvi voltar. A pé ou de ônibus?

Ah, a pé... E outra vez me perguntei por que raios estava ali. Isso já era na Castro Alves, reduto de ladrões, festa estranha e gente esquisita. mas ergui o focinho pro céu, rememorei o que tinha na cartucheira pendurada na cintura ("déreal", cigarro, chaves de casa e chiclete) e resolvi enfrentar a turba ignara.

Surpresa! Peguei as piores "pipocas" (Kuviteiras, Eva, Cheiro, Parangolé e Camaleão), e ninguém tentou enfiar a mão no meu bolso, na minha bunda, na minha cartucheira. Foi apertado, sim, mas nem de longe ruim e perigoso como eu imaginei.

Pit stop na casa da mamãe, um filar de bóia óbvio, pego meu iPod, meu relógio, e desço em direção à Barra. Ah, agora sim! Bad Religion, Bush e novamente Amy, enquanto o mundo lá fora se acabava no Rebolation.

Alegria de pobre dura pouco. Passei na esquina de casa, comprei três cervejas, e vim pra casa, feliz com minha trilha pessoal, guardando energia para amanhã. Ah, amanhã sim...

domingo, fevereiro 14, 2010

Carnaval

Mamãe é Salgueiro. Eu sou Imperatriz Leopoldinense. Nunca teve um ano em que nós não nos atormentássemos pela rivalidade. Esse ano está sendo pelo telefone.

Quero ver o Salgueiro fazer 10% do desfile da Imperatriz...

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Se mixou minha mini viagem (ah, Dedé, só abortei missão no fim da tarde, sorry, baby!), amanhã eu saio e só volto na quarta de Cinzas, depois do Arrastão da Timbalada.

Tá... não é bem assim. Sair sozinha não permite certas extravagâncias, tampouco bebida. Duas skol mini e minha cota bateu.

Mas que amanhã estou bonita no Bloquinho do Jau, estou. Depois... Bom se der tempo, vou atrás do trio da Mariella Santiago, a sensacional.

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Terceiro telefonema da mamãe para comentar o desfile. Como termina a conversa?

— Um beijo, mãe, vai lá ver minha escola ganhar...

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Você pagou com traição a quem sempre te deu a mão.

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Se alguém achar o samba da Imperatriz para baixar, me avisa?

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Remédio para dormir não dá sono. Coisas que só acontecem comigo.

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ESSA PARADINHA DA IMPERATRIZ É FODAAAAAAAAA!!!

Outra vez...

Eu daria um rim (ou o baço, ou um pedaço do fígado) para voltar exatos 365 dias. Fazer diferente? Não sei. Mas ser feliz de novo? Com toda a certeza.

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Pela frente, porque nada se encerra tão rápido, o lançamento de "Náufragos" e "Camila". Pelo menos o segundo vai ser divertido.

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E quando estou me sentindo, me achando, toca o TIM, e é pra ele. Seu chefe. Merda, por que ele não mudou a porra do número no trabalho?

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Acho que estou sobrevivendo melhor aos homens louros de olhos castanhosverdes. Sem sequelas de ontem. Ufa!

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Acaba, Carnaval!

sábado, fevereiro 13, 2010

Noite dos Mascarados

Cerveja não desce direito há mais de uma semana. Vinho desce redondo. Dreher (rá!), idem. Cerveja, nada.


Estou eu velha?

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Primeira note de carnaval desta que vos fala. Em estando sozinha, catei dez dinheiros, um maço de cigarro e desci em direção das Cachorronas, bloco de homens vestidos de mulher. Da janela de casa, apreciei a passagem deles, joguei beijinho, prometi pro outro que ia, sim, encontrar com o bloco logo depois do banho, e assim fiz. Óbvio que a cada peruquinha castanha que eu avistava, eu mudava o rumo da caminhada.

Dois queridos montaram uma barraca de drinks numa das ruas do circuito, e lá fui eu torrar meus dez dinheiros em dois drinks. Aí chega amigo com a mulher, vêm e vão conhecidos, rola carona de moto pra casa...

Sério, folks, carnaval pode ser legal.

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E segunda, programinha marcado: BLOQUINHO DO JAU, 16 horas, Saindo da Praça da Sé.

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Preciso tomar coragem pra sair, comprar cigarros, remédios, duas latas de cerveja e uma coca zero.

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Ecos do carnaval

Sinto uma mão forte e insistente me puxando pelo braço. Olho, tento tirar o braço, e nada do monstrinho me soltar.

— Ah, é carnaval..., diz ele

Sim, e porque é carnaval eu tenho que beijar um feioso pentelho?

Me soltei e segui meu caminho, andando muito mais rápido que antes.

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Adoro Ivete, mas... Cracatoa??? Não era Cacatua?

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Fatiando histórias

Meu segundo dia como atendente de telemarketing foi dez vezes mais legal que o primeiro. Por quê? Porque o sistema ficou inoperante por uma hora e meia, que foi o tempo que durou o lanche-almoço-cafezinho-fofoca com os novos coleguinhas de trabalho.

Como eu fui parar lá? Um dos meus amigos mais queridos montou uma força-tarefa para entregar um trabalho da empresa dele. Isso significa que fomos eu, mais um amigo dele, o filho e os amigos da faculdade, todo mundo em nome do bem dele. Viramos todos atendentes de telemarketing, e essa é a parte mais legal: ninguém da equipe trabalha com isso.

Com isso tenho preenchido meu tempo, enquanto não chega o Carnaval, tenho mantido a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo. Folks, creiam-me: é um porre ser atendente, mas é uma delícia quando ao final do atendimento as pessoas agradecem e elogiam a minha educação e a paciência.

Pfff... Eu? Educação? Paciência?

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Logo a seguir, médica bacana que cuida da minha química cerebral. Remédio com dosagem dobrada, insistência no remedinho para dormir, e lá saí eu do seu consultório, música no ouvido, pés no chão.

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No caminho de volta pra casa, entrei e passei alguns minutos na igreja de Nossa Senhora do Salete. I don't know why. Por que cachorro entra na igreja? Por que Daniela entra na igreja? Resposta igual para ambas as perguntas: porque a porta estava aberta.

De toda sorte, deixei por lá uma longa oração... e duas lágrimas.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Com tanto pra falar...

Ok.

24 horas em que minha casa foi invadida, que eu tentei um homicídio (fail!!!), que tive minha experiência de atendente de telemarketing, que tive uma iluminação quase religiosa, que decidi que não quuero mais, que decidi pivetar no carnaval, que comecei a arregimentar batalhóes em torno do Bloquinho do Jau na segunda...

Não, não quero falar de nada disso. Cada coisa está tomando vagarosamente o seu lugar, e quando estiver, conto todos os detalhes escabrosos.

Hoje? Depois de tudo, do alívio da certeza do QUERER dizer não (minha experiência religiosa)...

Hoje eu só quero que o dia termine bem.

sábado, fevereiro 06, 2010

The fallacy of epiphany

Sabe quando você está em casa, na paz do seu santo lar, quando de repente cai uma bomba na cabeça?

A bomba é ligada a um problema atualíssimo, e é quase quase uma revelação. Não trouxe a solução, mas o fato de uma memória vir espontaneamente à tona, 17 anos depois, me deu um gelo no estômago, uma vertigem tão grande...

Eu venho repetindo padrões desde que me entendo por gente. Um determinado tipo de homem, quando acontece na minha vida, segue o mesmo protocolo: primeiro ignoro (pelo tempo que for: o último ignorei por 15 segundos), depois me apaixono, me apaixono mais, vivo uma série de padrões recorrentes no relacionamento, e aí o caminho bifurca.

Bifurca, quer dizer... Invariavelmente eles morrem. O que deu origem à série morreu de verdade. Os outros morreram metaforicamente. Mesmo. Há 10 minutos estou avaliando meus relacionamentos passados, e nunca, em tempo algum, sobreviveu o tipo do homem sobre o qual estou falando. É um conjunto de características físicas, pouquíssimas emocionais, mas que me fazem erradicar a existência deles na Terra.

Com todos os outros, mantive uma relação sólida, sadia, amistosa. Meus melhores amigos (sem revival algum) são meus ex-namorados. Já com os tais que seguem o mesmo padrão, nunca mais mantive contato algum. Um deles, inclusive, encontrei num posto de gasolina, anos depois dele ter fenecido numa metáfora. De boyzinho marrento, classe média alta, à "loss prevention", classe média baixíssima. O outro eu só lembro quando vejo nosso amigo em comum; o precursor morreu de verdade, e o último da série... Bom, não me permito nem falar sobre ele.

Óbvio que isso tudo quer dizer nada, pelo menos por ora. Mas segunda-feira trarei a questão à luz de gente hablitada, estudiosa, e que finalmente vai começar a clarear o por que desses padrões ocorrerem de tempos em tempos (ora, até o Cometa Halley tem uma explicação plausível!), e como fazer para não morrer de medo de topar com um homem louro, de olhos castanhosverdes, cheio de si.

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Você pode não ter percebido, mas isso foi um exercício de vomição.

Ao vivo

Carnaval não é mais axé. É pagode.

Piorou tanto (não que eu seja exatamente apaixonada por axé) que vai ficar impossível levar a Lourinha para ver blimps, painéis de led, trios.

Sim, a mãe leva a filha durante a tarde só para ver a montagem dos trios e ensinar o que são aqueles balões enormes, leds e coisas do backstage.

Ela pode até acreditar em Papai Noel, mas na magia do trio elétrico, JAMAIS!

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Cada dia que passa é menos um dia na contagem final. É um dia mais perto da paz.

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Não aguento mais ver bunda na televisão. E só bunda de mulher.

(E eu uma vez comentei com um câmera amigo que não aguentava mais receber imagem de cobertura só com peitos, bundas, pernas femininas.

Resposta:

— Oxe, você queria que eu fizesse (imagem de) perna e bunda de macho?!)

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Por enquanto, sigo firme na minha proposta de finalmente, depois de 20 anos, pular carnaval como uma boa baiana.

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A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu

A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

E lá fui eu correndo para a janela de casa para ver a banda passar. Carnaval aqui começa cedo, mas nunca imaginei que duas semanas antes seria o prazo certo. Fato é que, apesar do bloco ser composto por bengalas, cadeiras de rodas e cheiro de bolor, eu me diverti demais da conta.

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Um filhodaputa qualquer, dono de um som mais caro que o carro, está parado na frente do meu prédio. Se a janela da sala estourar com essa maldita música, eu desço e parto a cara dele.

/mauhumor

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Meu nicho do computador está asqueroso. Lá vou eu com a vassoura mágica.

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Só pra constar: eu NÃO pegava o Thiago Lacerda. O que, vamos combinar, é alentador, porque ele também não me pegaria.

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Final de semana é sempre pior. Ruim sábado, incapacitante no domingo.

Por que, D*us?

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Vou sossegar quieta e escrever o projeto para executar com o gato-ê-lá-em-casa-Johnny (link ao lado).

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Só te digo uma coisa: segunda-feira que vem, às 16 horas, vou estar BONITA na Praça da Sé, pulando no Bloquinho do Jau.

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Moleskine, não. Mariachi, moleton, marasquino? Não também.

Catzo, como é o nome do recipiente para fazer souflé?!

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No G1:

'Bittergirl': livro ajuda as mulheres a esquecerem o ex

O outro nome do livro é "Fique rica em cima da dor dos outros". Porque vou te dizer, se fosse fácil, não vinha em livros.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Relendo o blog

"Tenho certeza de que no céu, a sala do Departamento das Coincidências é vizinha de porta do Departamento das Piadinhas de Mau Gosto. E do Departamento dos Avisos Celestiais."
nov/07

"E de alguma maneira, ainda desconhecida, consegui cravar as unhas nas paredes do poço escuro onde estava. Passei o resto da noite avançando para cima, centímetro por centímetro, sem trégua.

A primeira pincelada de rosa no negro absoluto da madrugada me encontrou quase cá em cima, esperando o sol para beijar meu rosto. Estava inteira de novo."
nov/07

"Falar nego gosta. Ouvir é que são elas, né?"
nov/07

"Aproveita que está sonhando e pede um pônei, Daniela."
nov/07

"Às primeiras horas desta manhã, sucumbiu uma esperança. A dona da esperança agradece as palavras de consolo."
nov/07

"— Daniela, você teve desejo de alguma coisa na gravidez?

Com ar sonhador:

— Tive... Ele tinha um metro e noventa, o cabelo começando a ficar grisalho...

Suspiro."
mar/07

"Minha capacidade para armar confusão e sair ilesa é quase sobrenatural. Se bem arquitetada, se bem bolada, então... Garantia de sucesso e diversão, ou seu dinheiro e sua companhia de volta.

(...) Porque se a definição de "filhadaputice" está aí em cima, o sinônimo da mesma palavra é Daniela Henning."
Mai/04


Ufa!

Supermercado

Depois de andar o suficiente para dar a volta no mundo, uma parada para filar bóia na mamãe, e já que o iPod apareceu, por que não ir ao supermercado?

Flanei até lá, e no que entro no estacionamento, começa a tocar isso aqui:



E o pior: eu sabia a letra. E ouvi duas vezes, amarradaça.

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Rol da diversão noturna

6 polpas de fruta
100 gramas de queijo, 100 gramas de presunto
4 latas de cerveja

Uh! Uma farrista!

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Desocupada


Antes de entrar no estacionamento, vi o carro do papai estacionado fora. Ao sair, a humana que vos fala arriou mochila, sacolas, revirou todos os bolso, até achar a nota fiscal das compras. Catei tudo de novo, e me dei ao trabalho de colocar o cupom no limpador de parabrisas dele.

Ligou agora, rindo, porque minha mãe não consegue guardar segredos.

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Depois de resolver os problemas-PROBLEMAS, lá vou eu pros problemas-solução, ou seja, matar saudades dos amigos da produtora querida. Em estando lá, assisti ao filme pronto e finalizado.

Camila e o Espelho
é uma obra da qual tenho muito orgulho de fazer parte. Foi um perrengue fazer, tanto do ponto de vista pessoal como do viés de produção. Foi sacrificado fazer, meu coração estava esturricado, a responsabilidade de cuidar dos filhos adolescentes de outras pessoas me deixava em pânico, e estar navegando à deriva, sem um porto para onde voltar, foi pior que tudo.

No final, as crianças foram as melhores (com exceção de um ou outro comportamento, claro), não estava tão à deriva quanto imaginei, e a bóia de salvação veio em forma de um tremendo colega de trabalho e sua dose de Dreher.

O lançamento é depois do carnaval, soube hoje, Mas mais uma vez me emocionei com o trabalho finalizado nesta produtora. É mágico. Sempre foi mágico trabalhar com eles.

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(clique para ampliar. Vale a pena)


E deles, também, Miúda e o Guarda-chuva, que quase me faz chorar em cena aberta, hoje. Já tinha me emocionado com a delicadeza dos traços no email de divulgação, mas hoje eu assisti ao desenho completo.

Miúda tem uma flor carnívora, que seguidamente toma a forma de um coração. Tive a impressão, em alguns momentos, que a planta encantava Miúda, como num jogo de hipnose. Mais adiante, achei que o jogo era o contrário, e que Miúda tinha o poder nas mãos. Sei lá.

A planta carnívora foi presente de um amor que passou, e come as formigas que Miúda amorosamente recolhe no banco onde se senta. Eles jantam na mesma mesa. A planta-ele faz beicinho quando um pedido não é atendido. Eu quase choro. Ele diz que gosta dela, e se a essas alturas você ainda não percebeu seu formato, um coração vai-se delinear, formado pelos lábios-cabeça da planta.

Lindo, lindo de doer!

Parabéns a Paula Lice e Victor Cayres, que pensaram Miúda; a Igor Souza, que deu corpo a ela; a Jorge, Amadeu e João por terem dado à luz Miúda.

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Outro rol

A nova geladeira velha daqui de casa;
Os shorts Hering;
A bata(argh) branca que ganhei;
O microondas em cima da mesa;
O pé de alho e as jibóias nos vasos;
O desenho feito para ele;
Nova foto no mural que ele prendeu na frente da cozinha.

Coisas que aconteceram, e que ele ainda não viu, ou não sabe. Nem saberá.

I'm moving on.

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Remédio novo rox!

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Update: entrevista do Victor Cayres. Quase choro só de ouví-lo descrever o filme.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Para ONTEM...

... um otorrino. Rouca há uma semana e tanto, e com dor de ouvido. Diz a lenda que a voz fica sexy, mas vou eu, a estabanada mor do Universo, pensar em voz rouca, sem saber o que pode ser?

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Jantar

Cadê coragem pra fazer?

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Convidei um amigo de priscas eras para jantar aqui em casa quarta-feira. Apesar da amizade longeva, ele nunca comeu nada que tenha saído das minhas panelas, mexido pelas minhas mãos amorosas.

Mas dizer que estou com saco... Mentira.

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Leia meus lábios:

MOVING ON!

E tenho dito!

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Queria aprender a andar de skate. Será que tem chance?

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... and counting...


Devo ter falado 150 palavras hoje. Quase meu record (zero!!)

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Don't ask me about it...

Odeio gente excessivamente feliz.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Felipe

Antes de fazer o que vou fazer, que é a resposta em camadas, deixa eu contextualizar. Tive uma semana miserável, e isso inclui segunda, terça, além do sábado e do domingo. Meu carinho maior chegava através do gato (Miau!) da produtora, que se rendia a afagos egoístas, meus e dele.

No final do pior dia de todo o mês de janeiro, vou checar um email e vejo seu comentário na caixa de entrada. Ali foi quase o desfecho justo para ruins 36 horas. Sua gentileza me embargou a voz e encheu meus olhos de lágrimas. Eu merecia ouvir/ler aquilo.

Vamos lá.

Nada alivia. Nem vai fazer sentido.

Nem nunca fez. Nem fará. Viva eu mil anos, nunca fará sentido ter deixado as coisas chegarem onde estão.

Mesmo assim é verdade: um dia passa. Ao mesmo tempo não passa nunca.

Minha outra experiência real (ma non troppo, sem perguntas) de perda me acompanha desde os 16 (oi, sou uma senhora de 33 e meio?), e NUNCA passou. Nunca. Acho que no dia do Juízo Final, D*us e Cristóvão vao rir da minha cara ainda, com todo o carinho que eles me dedicam desde tempos imemoriais. Serão risadas afetuosas, do tipo "Besta, não era pra ter sofrido tanto".

Fica ali no canto. Evito olhar, esqueço. Cubro com dez mil coisas mais interessantes. Às vezes me pergunto como posso estar tão feliz e ainda lembrar do que passou com tanta força. Vai entender.

Entendo e não entendo. Hoje, ainda no calor da perda, não sei onde vou achar nem uma pilha de dez coisas interessantes, que dirá vezes mil. A respeito da força com que nos abate, quase um tsunami. Com todos os avisos, e ainda assim, tão devastador. Mas um dia as águas voltam a ser azuis, a paisagem volta a ser um paraíso, e a gente, que testemunhou a catástrofe, tem um saborzinho amargo a cada engolir, para nunca esquecer. Aliás, como curiosidade, a esnobe aqui acha mais verdadeira a expressão em inglês: to never forget.

Parabéns pelo blog! Obrigado por todas as vezes que me ajudou a colorir o dia!

E desculpa se as tintas coloridas da impressora daniélica acabaram. Voltam um dia, claro, mas tenho visto tudo tão em cinza e suas escalas...

Obrigada, Felipe, pelo exercício de análise que você me deu de presente. Presente mesmo: foi muito bom.

Um beijo.

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Há dias...

Chego na produtora 15 minutos depois do horário em que gostaria de ter chegado, mas ainda não atrasada.

Jogo a mochila numa cadeira, sento em outra e rosno pra uma das minhas melhores duplas de produção. ela distraída.

— Meu bairro está um inferno. Sabe quanto tempo levei para fazer 500 metros, dentro do ônibus? (aumente o volume)OITO MINUTOS!!!

Ela sai do transe com o volume elevado:

— Em qual bloco, Dani?


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O pouco de voz que eu recuperei no domingo dá mostras de que não chega comigo até a sexta-feira.

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— O guarda-sol está mofado.
— Amarra aberto no anão de jardim da sua sogra. Se o vento arrastar, a gente sempre pode chamar Amélie Poulain.
— (silêncio) Vou dormir, viu?


Gente sem humor no coração.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Resposta

"Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou..."

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Dias longos, de tempestades dentro e fora, e o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraída. Um encontro, casual na medida em que são os encontros casuais, e meu castelinho de areia foi todo praia abaixo. A paz que eu estava sedimentando virou um borrão, onda que levou minha edificação junto com sua lambida cíclica, e o que sobrou de mim foram pés desnudos, sem nem a cobertura da areia.

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"Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta..."

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E de verdade não espero mais. Espero só que os dias me tragam certo alento, um conforto maior, e que minha pele vagarosamente volte a se virar para o lado de fora. Porque do avesso são feia, tã estragada, que nem eu consigo olhar direito e esboçar um sorriso. O que há de ser dito por qualquer um que não tem a obrigação de me amar, além de mim?

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"Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou..."

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Tão intocado quanto o Saara agora, esse lugar nunca mais ninguém pisou. Não estou no jogo, estou reclusa, quieta, rouca, exausta, cansada, irritada e não-disponível. Não sei que tipo de mensagem passo eventualmente, mas não, não quero, não posso e não vou abrir minhas ações para o mercado num futuro próximo. Que pode ser amanhã. Q ue pode ser ano que vem.

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"Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante..."

E não é assim que deve ser? Em paz? Distante?

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Vizinha que acaba de lavar roupa. Cheiro bom que entra pela minha janela, e me traz roupas outras, quando o varal ainda ficava cheio, uma miscelânea de cargos, polos, cuecas, pijaminhas e camisolas. Felicidade pendurada em tiras.

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Exausta.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Trabalhando e blogando

Comecei abrindo um NotePad. Blé.
Abri um .doc. Ainda não.
Hum... Excel!

Sorrisos.

Compartimentada, seu nome é Daniela.

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D*us tem um senso de humor tão grande, tão grande, que eu sei que ele senta todos os dias na nuvenzinha com São Cristóvão (que é meu fã, também), e diz, chorando de rir:

— 'Bora, Cristóvão, bate aí pra eu desengasgar de tanto rir da cara dela!

Deixa estar. Aqui embaixo eu tenho rido montes, também. De verdade.

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Chicote nas costas (sem fetiche)

E ignorem o vídeo, que não vi, não quero ver, tenho raiva de quem vê.

Apenas ouça.



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21:34

Daqui por diante, turbinada.

Ou desturbinando, para ser fiel à natureza do remédio.

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Bastou melhorar a gripe, voltei a fumar mais. Por que todo mundo consegue parar de fumar, menos eu?

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21:51

Daqui por diante, trabalho encerrado

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Eu ando na rua conversando comigo mesma, com uma entidade não-material, com D*us. Tenho recebido tantos sinais acerca de um assunto, que até se eu fosse cética, não poderia ter mais dúvidas.

E não, ainda não sei se os sinais são bons ou ruins. Mas são fato.

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Vou ver um Mentalist para chamar o sono.






E o Dexter?










Tenho mais coragem, não...