Idéias de uma desocupada
.Furar o nariz sozinha
.Cortar uma franjinha... eu mesma
.Fugir
.Chorar
.Alugar uma pilha de DVDs e nunca mais sair de casa.
.Casar com o primeiro disponível na praça, ter um filho e finalmente uma diretriz na vida.
.Escrever uma dissertação enorme sobre Regan e seu movimento atípico do pescoço
.Escrever uma longa carta, sincera e definitiva. Não tenho pra quem mandar.
.Calar a boca dessa voz idiota que fica falando dentro de mim. Com requintes de crueldade.
.Desistir dessas falácias amorosas de uma vez por todas. Amor é uma reação química que dura 7 anos.
.Pintar o cabelo de louro, matar os neurônios e assim me tornar um bom partido.
.Cantar e executar Linkin Park: "I wanna run away, and never say goodbay!"
.Tomar uma pilula azul e voltar pra Matrix. Será por esse motivo que o Dormonid é azul?
.Ouvir a mesma música até terminar de enlouquecer, chorar ou ficar boa. E acredite: estou muito perto das três reações.
.Esquecer. Esquecer. Esquecer.
**********
Ouvindo Several #5
At first: Down Under, com Pennywise... "Hey, Georgie, do you wanna a balloon?" No masks, please!
Right now: "It´s my party", Brenda Lee. Nem meu aparelho de som me respeita... "You would cry to if it happen to you!"
Comming soon: "Everlasting Love", com o U2
sexta-feira, março 14, 2003
quinta-feira, março 13, 2003
A partir de hoje, passo a assinar Ally McBeal
Por que, Deus, eu não continuei no interior de SP, não me casei aos 17, não tive filho aos 19, não virei dona de casa? Por que me fez cosmopolita, complexa, impulsiva, curiosa, empreendedora, workaholic, emocionalmente intensa? Por que me fez um ser com habilidades comunicacionais? Por que me fez uma auto-didata? Por que não me fez médica, contadora, advogada, administradora de empresa, analista de sistemas?
Por que é que eu escolhi uma profissão que faz com que eu conheça pessoas tão emocionalmente intensas quanto eu, mas faz com que elas vão embora, ou que eu me vá?
Por enquanto fica valendo: vou me dar mais 24 horas para decidir se enlouqueço de vez, faço as malas e run away to South Italy... Ou se vou tomar um Dormonid a cada 12 horas pelos próximos dez dias, e deixo que ele se vá sem ter dito novamente: "Per sempre tu, ti amo di piú, Daniela!". Sem pousar os belos olhos verde, que eu julgava congelando em algum lugar da Apuglia, na bella ragazza que tão intempestivamente entrou na sua vida há exatos 386 dias. Sem novamente piscar os olhos cúmplices per me. Deixar que se vá sem dar a ele a oportunidade de embarcar novamente com os olhos rasos.
********
O que eu não entendo é o que exatamente Deus quer com isso tudo. Não entendo.
A última coisa que me resta é estar em casa, lindinha, com os cabelos deselegantemente arrumados no alto da caebça, caneta espetada no coque improvisado, meu pior vestido, de óculos, mal-humorada e trabalhando num roteiro louco... E o dono dos olhos cor de avelã-derretida-com-folhas e cabelos cor-de-ouro-velho tocar a campainha da minha casa, com aquela maldita calça xadrez que eu tanto amava, as sandálias indefectíveis e o sorriso de menino grande no rosto:
— Meu amorzim! Steadycam no Estádio-Cujo-Nome-Não-Vou-Dizer, e Steadycam no meu coração, que continua pulando por você!
E acreditem: ele é kitsch o suficiente para uma declaração dessas. E eu o amei desse jeito torto, mesmo. Jon Arckbucle (o dono do Garfield) brasileiro, e ainda assim, eu o quis.
Mas juro que se neste exato momento ele, a minha pièce de resisténce emocional, aparece e diz que "sem mim ele não vive, que foi apenas um deslize, que ele preza pelo meu amor", eu respondo "tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do diabo, quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti". Bato a porta na fuça dele e saio pela janela, rasgando a roupa e cantando "Sorry, I´m not home right now, I'm walking into spiderwebs. So leave a message and I'll call you back."
Oferecimento dos Los Hermanos, que contribuiram com "Tenha dó", e do No Doubt, que entrou com o refrão da deliciosa "Spiderwebs".
********
There's no spoon. There's no love. There's an illusion. And all illusions that I've been seen are enough.
Welcome to real world, with no love, no dreams, no illusion, no sadness, no depression, no shaked emotions. I cannot still living this freak life. I wanna be strong, I wanna be happy.
I´m not sad. I´m confused. I wanna get out of this little and fucking world, and fall in a new place to live. With new hair, new ID, new name, no past. Nobody known around me. Me, my-self and my (small) ego. ------------> This is a joke!
And I had poker-face to "commit" a bad joke... Doh!
********
Será que essa era a hora de pedir desculpas por um inglês tão ruim? Uh... Era? E se eu não quiser pedir? Fica feio? Tá bom, mas só porque você insistiu:
— Desculpa pelo inglês ruim. Eu prometo que nun... AH!, isso aqui eu não leio não! O blog é meu e eu posso escrever em aramaico antigo se me der na telha!
********
Interessante a maneira como consigo escarnecer de mim mesma. Mas ficamos combinadíssimos assim: não tenho a menor intenção de quebrar essa fina teia de equilibrio que consegui tecer pra mim nos últimos 30 dias. Não preciso de um dia como o de ontem de novo.
Ou vou morrer se não tiver?
********
Ouvindo:
No meu quarto, right now: Spiderwebs, No Doubt
Ainda aqui, comming soon: One Headlight, do gostoso Jakob Dylan (Tá, Wallflowers)
No vizinho 1: uma música pré-histórica do Flashdance. Siiim, aquela mesma!
No vizinho 2: Cd do Fama. Inacreditável. Surreal.
Por que, Deus, eu não continuei no interior de SP, não me casei aos 17, não tive filho aos 19, não virei dona de casa? Por que me fez cosmopolita, complexa, impulsiva, curiosa, empreendedora, workaholic, emocionalmente intensa? Por que me fez um ser com habilidades comunicacionais? Por que me fez uma auto-didata? Por que não me fez médica, contadora, advogada, administradora de empresa, analista de sistemas?
Por que é que eu escolhi uma profissão que faz com que eu conheça pessoas tão emocionalmente intensas quanto eu, mas faz com que elas vão embora, ou que eu me vá?
Por enquanto fica valendo: vou me dar mais 24 horas para decidir se enlouqueço de vez, faço as malas e run away to South Italy... Ou se vou tomar um Dormonid a cada 12 horas pelos próximos dez dias, e deixo que ele se vá sem ter dito novamente: "Per sempre tu, ti amo di piú, Daniela!". Sem pousar os belos olhos verde, que eu julgava congelando em algum lugar da Apuglia, na bella ragazza que tão intempestivamente entrou na sua vida há exatos 386 dias. Sem novamente piscar os olhos cúmplices per me. Deixar que se vá sem dar a ele a oportunidade de embarcar novamente com os olhos rasos.
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O que eu não entendo é o que exatamente Deus quer com isso tudo. Não entendo.
A última coisa que me resta é estar em casa, lindinha, com os cabelos deselegantemente arrumados no alto da caebça, caneta espetada no coque improvisado, meu pior vestido, de óculos, mal-humorada e trabalhando num roteiro louco... E o dono dos olhos cor de avelã-derretida-com-folhas e cabelos cor-de-ouro-velho tocar a campainha da minha casa, com aquela maldita calça xadrez que eu tanto amava, as sandálias indefectíveis e o sorriso de menino grande no rosto:
— Meu amorzim! Steadycam no Estádio-Cujo-Nome-Não-Vou-Dizer, e Steadycam no meu coração, que continua pulando por você!
E acreditem: ele é kitsch o suficiente para uma declaração dessas. E eu o amei desse jeito torto, mesmo. Jon Arckbucle (o dono do Garfield) brasileiro, e ainda assim, eu o quis.
Mas juro que se neste exato momento ele, a minha pièce de resisténce emocional, aparece e diz que "sem mim ele não vive, que foi apenas um deslize, que ele preza pelo meu amor", eu respondo "tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do diabo, quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti". Bato a porta na fuça dele e saio pela janela, rasgando a roupa e cantando "Sorry, I´m not home right now, I'm walking into spiderwebs. So leave a message and I'll call you back."
Oferecimento dos Los Hermanos, que contribuiram com "Tenha dó", e do No Doubt, que entrou com o refrão da deliciosa "Spiderwebs".
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There's no spoon. There's no love. There's an illusion. And all illusions that I've been seen are enough.
Welcome to real world, with no love, no dreams, no illusion, no sadness, no depression, no shaked emotions. I cannot still living this freak life. I wanna be strong, I wanna be happy.
I´m not sad. I´m confused. I wanna get out of this little and fucking world, and fall in a new place to live. With new hair, new ID, new name, no past. Nobody known around me. Me, my-self and my (small) ego. ------------> This is a joke!
And I had poker-face to "commit" a bad joke... Doh!
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Será que essa era a hora de pedir desculpas por um inglês tão ruim? Uh... Era? E se eu não quiser pedir? Fica feio? Tá bom, mas só porque você insistiu:
— Desculpa pelo inglês ruim. Eu prometo que nun... AH!, isso aqui eu não leio não! O blog é meu e eu posso escrever em aramaico antigo se me der na telha!
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Interessante a maneira como consigo escarnecer de mim mesma. Mas ficamos combinadíssimos assim: não tenho a menor intenção de quebrar essa fina teia de equilibrio que consegui tecer pra mim nos últimos 30 dias. Não preciso de um dia como o de ontem de novo.
Ou vou morrer se não tiver?
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Ouvindo:
No meu quarto, right now: Spiderwebs, No Doubt
Ainda aqui, comming soon: One Headlight, do gostoso Jakob Dylan (Tá, Wallflowers)
No vizinho 1: uma música pré-histórica do Flashdance. Siiim, aquela mesma!
No vizinho 2: Cd do Fama. Inacreditável. Surreal.
Beds are Burning
Tenho pulado de uma cama pra outra. Camas que me abraçam, camas nas quais nunca estive, camas que me conhecem há anos. Camas refletem os donos delas e a relação que temos com eles. Na primeira cama de ontem, eu estava cofortável para passar horas conversando, rindo e debatendo problemas. A dona da cama é firme como o seu colchão, mas ela sempre me faz pisar no chão com os dois pés. E um colchão mais duro sempre faz bem para a postura. Os conselhos dela sempre me deixam mais confiante.
A segunda cama foi um caso de amor à primeira vista. O mesmo com o seu dono. Amor antigo, de uma, duas, três, vinte vidas atrás. mas nessa... Ah, foi um abraço apertado, uma cachoeira de sorrisos, e nunca tínhamos encostado os olhos um no outro. Sua cama me abraça, me conforta, me anima, me cuida. Macia, fofinha, mas a gente percebe que não cede fácil. É feita para durar uma, duas, três, vinte vidas, e continuar sem deformar. Nem a cama, nem o caráter. É como deitar num urso, é como abraçar um urso. Estirada na cama, consigo sentir uma paz que poucos conseguem me dar. Só o seu dono, a namorada dele e a cama dela.
Ah... a cama dessa amiga de óculos, bom senso e amor... Um dreamcatcher pertinho, e uma sensação de já-pertencer. E nunca tinhamos nos encontrado, a cama e eu. Cama que permite olhar o céu cinza, os olhos azuis e os raios que ganhei de presente naquela tarde. Altura ideal para encostar o queixo no parapeito e ficar vendo a lua nascendo e seus raios sendo filtrados pelos galhos da árvore.Cama boa pra me encostar e tão somente contemplar pensamentos desfilando pela frente dos olhos. Como a dona, que me mostra mais um pedaço de verdade todas as vezes em que nos vemos, a quem também pertenço desde sempre, desde antes do saber-pertencer. Mulher de pulso firme e mão amorosa, fortaleza medieval hi-tech que se transforma cabana ao som de estrondosos trovões.
Outras camas às quais pertenço me são muito caras. Uma cama é sólida e acolhedora, como o dono e os seus valores, feita para sonhos, afagos, carinhos, beijos, estrelas, cafés e conversas. Uma outra cama é macia, grande e feita para recuperar de porres e dores de cabeça. Já fiz muito disso nela, como o próprio dono já cuidou de mim em porres emocionais, trombas d'água fenomenais e ressacas avassaladoras. Morais ou físicas.
E a minha cama? Ah, descubra sozinho...
Decifra-te e devora-me...
********
Essa foto daí de cima é do Disco Momentary Lapse of Reason, do Pink Floyd. Adequadíssimo...
Beds are Burning é uma música do Midnight Oil, link a lado.
********
Random:
At First: Iris, dos Goo Goo Dolls
Right now: I´ll remember you, do Skid Row (e velha é a sua mãe!)
Comming soon: Rebel Dog Blues, Nasi e os Irmãos do Blues
Lord, did you understand "Give me confusion" when I said "Give me strenght"?
********
A história é longa. Aliás, vou te poupar: vai lá na primeira linha de arquivo, clica e leia o primeiro-primeiríssimo post deste blog. Eu espero.
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Já leu?
Pois é... MEU ITALIANO ESTÁ NO BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!
Coração na boca, e a sensação de que Deus continua se divertindo horrores lá em cima. Continua, Deus, que aqui embaixo tá ficando bom!
********
Um ano esperando. Um ano e treze dias. Um ano louco, em que "vou pra Itália, vou pra Suíça, vou pra Itália, vou pra Suíça, vou pra PORRA lugar nenhum!" O amor morreu, a saudade voltou, escancarando os dentes pra mim: "Parla italiano?".
Resolvido o mistério do 00: "Sto ritornando..." Per me?
Louco, louco, louco. Um ano e treze dias, metade desse tempo de longas cartas que me fizeram descobrir o dom da arte, rádios em italiano; eu ainda procurei saber se ele vinha, não achei nada... E ELE ESTÁ AQUI, a menos de 20 km de mim!!!
********
No dia em que ele foi embora, o final do post foi esse:
"Faça planos. Veja seus lugares preferidos pensando no que vai me dizer quando estiver vendo com vc. Quando não tivermos um oceano inteiro entre nós. Quando nossa distância será coberta por um braço. E um abraço."
E hoje a noite nossa distância será menor que um braço. Será menor que um abraço. Será inversamente proporcional a distância que existiu entre nós durante todo esse tempo.
E eu vou fazer tudo certo, desta vez. Tudo, tudo certo.
********
Eu roubei isso de um dos blogs mais geniais que conheço: Hz. Hbz.
Rise and Shine, Love
Get up now, it's time to start.
Time to stop suffering, stop worrying, stop being alone.
Time to get out of the dark place you've been for 1 month already.
Time to move forward, to take action.
It is time to draw the line.
********
A história é longa. Aliás, vou te poupar: vai lá na primeira linha de arquivo, clica e leia o primeiro-primeiríssimo post deste blog. Eu espero.
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Já leu?
Pois é... MEU ITALIANO ESTÁ NO BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!
Coração na boca, e a sensação de que Deus continua se divertindo horrores lá em cima. Continua, Deus, que aqui embaixo tá ficando bom!
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Um ano esperando. Um ano e treze dias. Um ano louco, em que "vou pra Itália, vou pra Suíça, vou pra Itália, vou pra Suíça, vou pra PORRA lugar nenhum!" O amor morreu, a saudade voltou, escancarando os dentes pra mim: "Parla italiano?".
Resolvido o mistério do 00: "Sto ritornando..." Per me?
Louco, louco, louco. Um ano e treze dias, metade desse tempo de longas cartas que me fizeram descobrir o dom da arte, rádios em italiano; eu ainda procurei saber se ele vinha, não achei nada... E ELE ESTÁ AQUI, a menos de 20 km de mim!!!
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No dia em que ele foi embora, o final do post foi esse:
"Faça planos. Veja seus lugares preferidos pensando no que vai me dizer quando estiver vendo com vc. Quando não tivermos um oceano inteiro entre nós. Quando nossa distância será coberta por um braço. E um abraço."
E hoje a noite nossa distância será menor que um braço. Será menor que um abraço. Será inversamente proporcional a distância que existiu entre nós durante todo esse tempo.
E eu vou fazer tudo certo, desta vez. Tudo, tudo certo.
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Eu roubei isso de um dos blogs mais geniais que conheço: Hz. Hbz.
Rise and Shine, Love
Get up now, it's time to start.
Time to stop suffering, stop worrying, stop being alone.
Time to get out of the dark place you've been for 1 month already.
Time to move forward, to take action.
It is time to draw the line.
quarta-feira, março 12, 2003
COMO SABOTAR UMA DEPRESSÃO
Starring:
Uma deprimida
Um rabugento
Uma feliz
ELEVADOR DO SHOPPING BARRA/INT/DIA
Entram os três personagens no elevador panorâmico. A Deprimida encosta a cabeça no vidro, o Rabugento repete o gesto. A Feliz fica de costas para o vidro, de frente para as pessoas.
DEPRIMIDA
I told about "Pale Blue Eyes"...
FELIZ
Lou Reed...
DEPRIMIDA
Mas eu prefiro "Blue Eyes, do Elton John".
FELIZ
Ela é muito paradona...
DEPRIMIDA
Mas pra curtir depressão é ótima...
RABUGENTO
Pô, depressão com o Elton John?????
DEPRIMIDA (meio puta)
Ah, estou tendo depressão até com a "Macarena!!!"
Rápido silêncio no elevador. Rápido: os três personagens começam a gargalhar.
Fim.
E break na depressão.
********
Essas incursões a três quase quatro na cidade estão me deixando com outra alma.
********
Irmã oligofrênica
Eu: "Preciso furar o nariz pra colocar o piercing..."
Ela: " Eu furo!!! Primeiro coloco gelo, depois enfio uma batata pra firmar!!!"
Uh... Alguém conhece alguém que lide com body piercing no nariz... SEM BATATAS E GELO?
********
Ninguém com aqueles olhos azuis deveria passear pela cidade sem óculos escuros.
********
Ouvindo...
First in: Beautiful, do Marillion
Right now: Adeus pra sempre, do também delicioso MMDC
Comming soon: Make Believe, antigona do Angra
Starring:
Uma deprimida
Um rabugento
Uma feliz
ELEVADOR DO SHOPPING BARRA/INT/DIA
Entram os três personagens no elevador panorâmico. A Deprimida encosta a cabeça no vidro, o Rabugento repete o gesto. A Feliz fica de costas para o vidro, de frente para as pessoas.
Rápido silêncio no elevador. Rápido: os três personagens começam a gargalhar.
Fim.
E break na depressão.
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Essas incursões a três quase quatro na cidade estão me deixando com outra alma.
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Irmã oligofrênica
Eu: "Preciso furar o nariz pra colocar o piercing..."
Ela: " Eu furo!!! Primeiro coloco gelo, depois enfio uma batata pra firmar!!!"
Uh... Alguém conhece alguém que lide com body piercing no nariz... SEM BATATAS E GELO?
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Ninguém com aqueles olhos azuis deveria passear pela cidade sem óculos escuros.
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Ouvindo...
First in: Beautiful, do Marillion
Right now: Adeus pra sempre, do também delicioso MMDC
Comming soon: Make Believe, antigona do Angra
Ernesto, que me traduz melhor do que eu...
Porque depois de uma boa conversa, de uma boa dedada no olho, uma palavra ríspida, mas verdadeira, a gente toma um choque. As espirais de caos que nos rodeiam isolam-se num redemoinho de poeira. Pare pra pensar: todos temos problemas, colecionáveis, de toda sorte e toda cor, gosto, cheiro, tamanho, contexto. Colecionamos todos com esmero, guardados, sortidos: "desamores", "vacilos", "frustrações", "financeiros", "não-sei". Todos com etiquetas brancas e escritas em tinta nanquim, negra, ou de sangue, letras enormes pra sinalizar. Por que tanto esmero numa coleção de âncoras enferrujadas que nos mantém calçados ao chão? que muitas vezes é fundo do poço pra uns. Meus cascos "sagitarianos" não pertencem ao chão pútrido de nenhum poço, nem meu arco é enfeite. Meu dragão que o diga. Agora eu levanto.
Hoje refaço meus votos, renovo meu eu, tomo uma café pra relaxar e provavelmente não comparecerei a aula na faculdade. A instituição não me merece hoje, nem minha sombra. Hoje quero só o gozo, mesmo que Aristóteles ache que isso leva à morte. Vamos morrer hoje? Continuo sonhando sem lembrar e os daydreams acontecendo em tempo real quase o tempo todo no decorrer do dia. Tantos planos, tantos sonhos, tanta incerteza. That's life, isn't it? Behold! The nightmare no more.
********
É, meu amor... Nós, os dragões, conhecemos o paraíso!
Que seja doce, que seja doce, que seja doce!
********
Ctrl+C, Ctrl+V
Fernanda Rena, essa sábia genial!
Ele: Eu te amo. Não se esqueça disso, OK?
Ela: Eu já ia dizer isso. Eu te amo também. Amo tanto que dói.
Às vezes ainda dói.
********
Oh, yeah, baby, you better believe!
Porque depois de uma boa conversa, de uma boa dedada no olho, uma palavra ríspida, mas verdadeira, a gente toma um choque. As espirais de caos que nos rodeiam isolam-se num redemoinho de poeira. Pare pra pensar: todos temos problemas, colecionáveis, de toda sorte e toda cor, gosto, cheiro, tamanho, contexto. Colecionamos todos com esmero, guardados, sortidos: "desamores", "vacilos", "frustrações", "financeiros", "não-sei". Todos com etiquetas brancas e escritas em tinta nanquim, negra, ou de sangue, letras enormes pra sinalizar. Por que tanto esmero numa coleção de âncoras enferrujadas que nos mantém calçados ao chão? que muitas vezes é fundo do poço pra uns. Meus cascos "sagitarianos" não pertencem ao chão pútrido de nenhum poço, nem meu arco é enfeite. Meu dragão que o diga. Agora eu levanto.
Hoje refaço meus votos, renovo meu eu, tomo uma café pra relaxar e provavelmente não comparecerei a aula na faculdade. A instituição não me merece hoje, nem minha sombra. Hoje quero só o gozo, mesmo que Aristóteles ache que isso leva à morte. Vamos morrer hoje? Continuo sonhando sem lembrar e os daydreams acontecendo em tempo real quase o tempo todo no decorrer do dia. Tantos planos, tantos sonhos, tanta incerteza. That's life, isn't it? Behold! The nightmare no more.
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É, meu amor... Nós, os dragões, conhecemos o paraíso!
Que seja doce, que seja doce, que seja doce!
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Ctrl+C, Ctrl+V
Fernanda Rena, essa sábia genial!
Ele: Eu te amo. Não se esqueça disso, OK?
Ela: Eu já ia dizer isso. Eu te amo também. Amo tanto que dói.
Às vezes ainda dói.
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Oh, yeah, baby, you better believe!
Caracolzinho em rota de fuga, coloquei minha casinha nas costas e deixei o vento me levar.
Uma garrafa d'água, para ter autonomia de vôo; um maço e meio de cigarro, pras horas em que eu estiver perdida e sozinha. Chicletes, para passar o tempo; óculos escuros, para quando o sol se cansar de me alentar e resolver me ferir. Celular, para me acharem; I Ching, para eu me achar.
***
— Onde é que conserta câmera?
— Carlos Gomes, ou na rua do sebo onde comprei aquele monte de livros daquela vez...
— Certo.
10 minutos.
— Se veste que em 20 minutos a gente ta aí.
E assim foi. A câmera mesmo ficou pra amanhã, mas a alma passou por uma recauchutagem. Acabei indo parar na franquia do 42. Paz e raios, chão e tarot, o Sacerdote ao lado do Imperador, 3 grandes viradas na vida ao longo desse meu ano 8. Trovões e bençãos, e uma cabecinha vermelha no meu colo:
— Tenho medo!
Carinho, cúmplice, dúvidas, dúvidas, dúvidas.
— Por que porras eu vou embora?!
Não sei. Acho que a boa filha à casa torna. Acho que falta raiz. Mas sempre fui bonsai de mim mesma: pezinhos plantados num vaso raso, pequeno, sem endereço certo, sem parada. Minhas raizes eu trago comigo, sempre.
O que quer que me faça viajar, não vai ter explicação. Tentei. Juro que tentei racionalizar o meu amor por uma cidade que me é totalmente desconhecida, por mais que tenha passado 45% da minha vida lá. Juro que tentei entender essa necessidade quase física de fazer lá o meu deserto.
***

[Cut]
— O que te faria ficar em Salvador?
— Um amor.
— E o que mais?
— Uma efetivação na TV B ou nas produtoras X, S ou M.
— O que você tem aqui?
— Amigos.
— E o que você tem em São Paulo?
— Amigos.
— Alguma certeza?
— Alguns projetos...
— O que você tem em São Paulo, você tem aqui, então. Por que não esgota as possibilidades daqui primeiro? Tenta esses empregos que você quer... E um amor? Isso aparece quando você menos esperar...
[fade out]
Lúcido. Prático. Ponderado. Equilibrado.
Grazie, "Pale Blue Eyes". Welcome to my life.
********
Ou eu amadureci, ou vem bomba. Não fui convocada para um trabalho que tinha como certo, e passado o choque inicial, continuei o papo na mesa como se nada tivesse acontecido. Essa gatinha não tá fazendo coisa boa... Ou a carta da "Casa de Deus" realmente fez efeito...
********
No Winamp agora: Paixão, da deliciosa Golpe de Estado
A próxima: Square Pegs, dos Vacant Andys (a ex-banda do carinha do Dashboard Confessional)
Uma garrafa d'água, para ter autonomia de vôo; um maço e meio de cigarro, pras horas em que eu estiver perdida e sozinha. Chicletes, para passar o tempo; óculos escuros, para quando o sol se cansar de me alentar e resolver me ferir. Celular, para me acharem; I Ching, para eu me achar.
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— Onde é que conserta câmera?
— Carlos Gomes, ou na rua do sebo onde comprei aquele monte de livros daquela vez...
— Certo.
10 minutos.
— Se veste que em 20 minutos a gente ta aí.
E assim foi. A câmera mesmo ficou pra amanhã, mas a alma passou por uma recauchutagem. Acabei indo parar na franquia do 42. Paz e raios, chão e tarot, o Sacerdote ao lado do Imperador, 3 grandes viradas na vida ao longo desse meu ano 8. Trovões e bençãos, e uma cabecinha vermelha no meu colo:
— Tenho medo!
Carinho, cúmplice, dúvidas, dúvidas, dúvidas.
— Por que porras eu vou embora?!
Não sei. Acho que a boa filha à casa torna. Acho que falta raiz. Mas sempre fui bonsai de mim mesma: pezinhos plantados num vaso raso, pequeno, sem endereço certo, sem parada. Minhas raizes eu trago comigo, sempre.
O que quer que me faça viajar, não vai ter explicação. Tentei. Juro que tentei racionalizar o meu amor por uma cidade que me é totalmente desconhecida, por mais que tenha passado 45% da minha vida lá. Juro que tentei entender essa necessidade quase física de fazer lá o meu deserto.
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[Cut]
— O que te faria ficar em Salvador?
— Um amor.
— E o que mais?
— Uma efetivação na TV B ou nas produtoras X, S ou M.
— O que você tem aqui?
— Amigos.
— E o que você tem em São Paulo?
— Amigos.
— Alguma certeza?
— Alguns projetos...
— O que você tem em São Paulo, você tem aqui, então. Por que não esgota as possibilidades daqui primeiro? Tenta esses empregos que você quer... E um amor? Isso aparece quando você menos esperar...
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Lúcido. Prático. Ponderado. Equilibrado.
Grazie, "Pale Blue Eyes". Welcome to my life.
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Ou eu amadureci, ou vem bomba. Não fui convocada para um trabalho que tinha como certo, e passado o choque inicial, continuei o papo na mesa como se nada tivesse acontecido. Essa gatinha não tá fazendo coisa boa... Ou a carta da "Casa de Deus" realmente fez efeito...
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No Winamp agora: Paixão, da deliciosa Golpe de Estado
A próxima: Square Pegs, dos Vacant Andys (a ex-banda do carinha do Dashboard Confessional)
segunda-feira, março 10, 2003
Se eu continuar a ouvir Tonelada de Amor, do Márcio Mello, serro os pulsos. A guitarra dessa música é excelente, como toda a "cozinha", aliás... e a letra...
ESCONDAM AS LÂMINAS!!!
********
Eu tirei o post onde o Benjamin comentou... Desculpa, M., era só um post de teste de template, e pra variar, não surtiu efeito algum...
ola dani! Soube que você gostou dos meus comentários no blog do neto, claro que pode usa-los quando quiserdes no seu blog (são realmente legais assim?, heheh)
São, Benjamin! Aquele do dragão, brincadeira que mantenho há quase um ano, foi direto pro fundo da rede... Bom, o briefing: Ernesto escreveu algo sobre dragões, meus velhos conhecidos. O Benjamin comentou. Eu adorei, copiei. Na íntegra:
Oi mano! O seu dragão é lindo! Mas me parece tão cansado...
Talvez ele realmente busque outros aires, provável por já haver viajado, quiça por ser impaciente, dúvida quanto ao que fazer, incerteza do seu futuro, alguns dragões viram estrelas (é a lenda) outros, tristes dizem alguns, não chegam a morrer...talvez ele nem queira que vc voe junto com ele, talvez nem saiba mesmo o que fazer...nao sei.
Suas escamas podem estar ficando velhas ainda que com viço; sua chama , ainda que arda, já não queima tanto assim; suas garras seguram , mas podem não ter mais as mesmas forças; sua visão pode estar enenvoada, são tantas as nuvens, tantas as viagens...doces sonhos...
Quem sabe não precisasse ir tão longe...Muitas aves também não voam, são felizes com os seus pés no chão.
Até logo,
M
********
Bravo Zulu, Benjamin...
********
Insanidade pelo ICQ
Transcedemos os limites do olho no olho. Quando releio as minhas conversas com o Ernesto e a Carol, eu me pergunto de onde raios eu estava falando. De que planeta, de qual viagem lisérgica... Agora consegui bater o recorde de insanidades cibernéticas:
Torin Tyr 10/03/03 13:31 vc vai pra Sampa, Alemanha ou vai ficar por aqui?
Fada 10/03/03 13:33 sério. Ernesto, vc é sensacional!
Sei lá.. se o carinha da alemanha quiser, mato
vários coelhos de uma vez só. Tenho meu filho,
faço uns cursos de design, aprendo alemão, moro
fora do país e volto feliz, para ser uma picona
qualquer da direção de arte...
Uh... diretores de arte precisam saber desenhar?
Torin Tyr 10/03/03 13:33 hahahahahahhahahahaha!!!
saber desenhar ajuda!!
Fada 10/03/03 13:34 Mas não é obrigatório, né? Aí compro uma casinha
no interior de são paulo, tv a cabo, net no
computador, e vou criar o meu filho sozinha,
longe da civilização, feliz, sem nada nem ninguém
que me machuque...
Torin Tyr 10/03/03 13:35 hahahahahahah!!! vc é louca... bota o pé no chão
Daniela doida!
Fada 10/03/03 13:36 Mais no chão impossivel, Neto! Eu estaria
delirando se dissesse que:
"Vou me apaixonar pelo alemão, a gente vai pra
Munich, e moraremos numa casinha coberta de neve,
com chaminé. O amor vai durar pra sempre, teremos
dois ou três filhinhos lindos, que serão nossas
alegrias, e dia sim, dia não, mando umas fotos
das crianças pra vcs aqui no brasil. E viveremos
felizes para sempre."
Sonho, né? Amor nessas bases é uma falácia.
Torin Tyr 10/03/03 13:37 é sim... amor de verdade transcende e acontece...
não fica só nas falacias. *rs
Fada 10/03/03 13:37 Aié?
Em que livro?
Desculpa, fui acida.... vc e carol dividem esse
amor que transcende...
Torin Tyr 10/03/03 13:38 hahahahahhahahahahahahahha!!!!
Torin Tyr 10/03/03 13:38 o amor transcende ciúmes, egos, personalidades,
espinhos... tudo.
Torin Tyr 10/03/03 13:38 no final é o amor.
********
Tirei Márcio Mello. Está rolando The Unforgiven II, do Metallica, e a próxima é uma que veio ontem, que há tempos não ouvia: The Passenger, com Siouxsie and the Banshees.
ESCONDAM AS LÂMINAS!!!
********
Eu tirei o post onde o Benjamin comentou... Desculpa, M., era só um post de teste de template, e pra variar, não surtiu efeito algum...
ola dani! Soube que você gostou dos meus comentários no blog do neto, claro que pode usa-los quando quiserdes no seu blog (são realmente legais assim?, heheh)
São, Benjamin! Aquele do dragão, brincadeira que mantenho há quase um ano, foi direto pro fundo da rede... Bom, o briefing: Ernesto escreveu algo sobre dragões, meus velhos conhecidos. O Benjamin comentou. Eu adorei, copiei. Na íntegra:
Oi mano! O seu dragão é lindo! Mas me parece tão cansado...
Talvez ele realmente busque outros aires, provável por já haver viajado, quiça por ser impaciente, dúvida quanto ao que fazer, incerteza do seu futuro, alguns dragões viram estrelas (é a lenda) outros, tristes dizem alguns, não chegam a morrer...talvez ele nem queira que vc voe junto com ele, talvez nem saiba mesmo o que fazer...nao sei.
Suas escamas podem estar ficando velhas ainda que com viço; sua chama , ainda que arda, já não queima tanto assim; suas garras seguram , mas podem não ter mais as mesmas forças; sua visão pode estar enenvoada, são tantas as nuvens, tantas as viagens...doces sonhos...
Quem sabe não precisasse ir tão longe...Muitas aves também não voam, são felizes com os seus pés no chão.
Até logo,
M
********
Bravo Zulu, Benjamin...
********
Insanidade pelo ICQ
Transcedemos os limites do olho no olho. Quando releio as minhas conversas com o Ernesto e a Carol, eu me pergunto de onde raios eu estava falando. De que planeta, de qual viagem lisérgica... Agora consegui bater o recorde de insanidades cibernéticas:
Torin Tyr 10/03/03 13:31 vc vai pra Sampa, Alemanha ou vai ficar por aqui?
Fada 10/03/03 13:33 sério. Ernesto, vc é sensacional!
Sei lá.. se o carinha da alemanha quiser, mato
vários coelhos de uma vez só. Tenho meu filho,
faço uns cursos de design, aprendo alemão, moro
fora do país e volto feliz, para ser uma picona
qualquer da direção de arte...
Uh... diretores de arte precisam saber desenhar?
Torin Tyr 10/03/03 13:33 hahahahahahhahahahaha!!!
saber desenhar ajuda!!
Fada 10/03/03 13:34 Mas não é obrigatório, né? Aí compro uma casinha
no interior de são paulo, tv a cabo, net no
computador, e vou criar o meu filho sozinha,
longe da civilização, feliz, sem nada nem ninguém
que me machuque...
Torin Tyr 10/03/03 13:35 hahahahahahah!!! vc é louca... bota o pé no chão
Daniela doida!
Fada 10/03/03 13:36 Mais no chão impossivel, Neto! Eu estaria
delirando se dissesse que:
"Vou me apaixonar pelo alemão, a gente vai pra
Munich, e moraremos numa casinha coberta de neve,
com chaminé. O amor vai durar pra sempre, teremos
dois ou três filhinhos lindos, que serão nossas
alegrias, e dia sim, dia não, mando umas fotos
das crianças pra vcs aqui no brasil. E viveremos
felizes para sempre."
Sonho, né? Amor nessas bases é uma falácia.
Torin Tyr 10/03/03 13:37 é sim... amor de verdade transcende e acontece...
não fica só nas falacias. *rs
Fada 10/03/03 13:37 Aié?
Em que livro?
Desculpa, fui acida.... vc e carol dividem esse
amor que transcende...
Torin Tyr 10/03/03 13:38 hahahahahhahahahahahahahha!!!!
Torin Tyr 10/03/03 13:38 o amor transcende ciúmes, egos, personalidades,
espinhos... tudo.
Torin Tyr 10/03/03 13:38 no final é o amor.
********
Tirei Márcio Mello. Está rolando The Unforgiven II, do Metallica, e a próxima é uma que veio ontem, que há tempos não ouvia: The Passenger, com Siouxsie and the Banshees.
domingo, março 09, 2003
Engraçado como eu tnha esquecido da sensação boa que é deixar a maré da criação me carregar.
Estou trabalhando num conto, coisa que não fazia há anos. Dormi demais, mais uma vez, e acabei não tendo ânimo para sair. Apertei o play do CD player. As músicas são as mesmas por uma, duas, três, quatro horas seguidas. Por vezes levanto a cabeça do teclado, volto um pouquinho para esse mundo, cantarolo um pedacinho da música, enquanto vasculho na memória um sinônimo mais palatável para a palavra púlpito. Não acho nada que caiba na minha idéia. Deixo púlpito mesmo, com a anotação de procurar algo mais agradável e visualmente mais leve.
Mais uma vez, os personagens não têm nome. Ele e ela. A mãe dele. A mãe dela. As tias, os fornecedores e os personagens secundários têm nomes. Li um trechinho pra Algas. Ela riu bastante. Mas irmã é sempre suspeita. É a primeira vez que consigo escrever com diálogos. Sempre fiz contos sem uma linha falada por ninguém. Só sentimento e silêncio. Acho que é essa nova fase: cansei de ficar calada, cansei de assimilar as porradas. Meus personagens todos são parte de mim. Pequenas amostras de alter ego.
Eles tomaram um rumo inesperado. Vivem sozinhos, eu só escrevo o que eles me mostram, e não sei realmente como vai acabar. Outra novidade: eu sempre soube como terminavam as minhas histórias. Podia não saber como começar, mas as frases finais já estavam prontas. Dessa vez, eu não tenho idéia se a história termina na lua de mel, ou se eles terão filhos. Pode ser que ele se injurie e resolva não casar. Acho difícil. Ele sempre quis, ela é que relutava. E ele iria desistir só porque o local do casamento está todo decorado de balões coloridos?
Hummm... Balloons... "Hey, Georgie, do you wanna a balloon?" Parou, Daniela, parou por aí!
********

Há anos, acho que em 92, comecei a escrever um longa. Do longa, mudei de idéia para um livro. Mas sempre foi uma narrativa muito mais imagética, muito mais voltada para planos, sequências e movimentos de câmeras do que para a literatura propriamente dita.
Era a história de um palhaço, Arnaldo, que era triste, triste de dar dó. Avancei por dentro da vida do Arnaldo, louro, olhos verdes, anjinho de um outro conto. Num determinado ponto, estanquei o fluxo contínuo de pensamentos, e poucas vezes nos últimos anos eu retomei o brainstorm.
Há coisinha de dois meses, menos um pouco, um amigo soube da história do palhaço, e me cobrou o desenvolvimento dela. Eu tinha parado poruqe achei muitas similaridades com a minha vida. Escritora autoreferencial, tudo bem. Mas autobiográfica? Arnaldo já tinha um final definido: ia se matar do Viaduto do Chá, caindo no Vale do Anhangabaú em obras (pessoas de São Paulo, em 92 o Anhangabaú estava em obras?). Deixaria duas mulheres.
O que eu não contava era que o meu sentimento em relação ao palhaço triste tivesse mudado tanto ao longo dos anos. Achei um brainstorm de 98, e segui a linha de raciocínio do que o havia levado a cometer os atos que cometeu. Descobri que eu só poderia odiá-lo. E foi certeiro: desenvolvi um nojo latente pelo Arnaldo. Já em 98 eu havia descoberto isso, e reli nas anotações que eu não queria odiar, mas que era inevitável. Perdi o carinho que sentia pelo sofrimento dele, curti descrever a sua morte. Não consegui justificar que ele tivesse trocado a mulher que o amava por outra, que valia pouco ou nada, e que cuspiu no seu cadáver quando chegou no local do acidente.
Ancorando a alma, flanando pelo Anhagabaú, último dia em São Paulo, véspera de embarcar para o Rio, parei e fiquei olhando, absorta numa história de amor que havia começado anos antes e que tinha acabado de terminar. Um palhaço morto no chão. Arnaldo. Quase vi um nariz vermelho rolando até os meus pés. Não, não cuspi no seu corpo. Não foi um ajuste de contas. Virei as costas, firme, olhos agora secos. Entrei na estação do metrõ, sumi na multidão. Rest in Peace, blonde and sweet guy.
********
Ei... Alguém conhece Spooky Madness? Não? Sério? Big Bad Voodoo Daddy? Oh, yeah, baby, procure, então, porque é uma das grandes músicas que já tive a sorte de baixar... E é o que estou ouvindo agora... Spooky Madness, do Big Bad Voodoo Daddy, virando Return to me, do belíssimo e um dos meus primeiros amores, Dean Martin.
Estou trabalhando num conto, coisa que não fazia há anos. Dormi demais, mais uma vez, e acabei não tendo ânimo para sair. Apertei o play do CD player. As músicas são as mesmas por uma, duas, três, quatro horas seguidas. Por vezes levanto a cabeça do teclado, volto um pouquinho para esse mundo, cantarolo um pedacinho da música, enquanto vasculho na memória um sinônimo mais palatável para a palavra púlpito. Não acho nada que caiba na minha idéia. Deixo púlpito mesmo, com a anotação de procurar algo mais agradável e visualmente mais leve.
Mais uma vez, os personagens não têm nome. Ele e ela. A mãe dele. A mãe dela. As tias, os fornecedores e os personagens secundários têm nomes. Li um trechinho pra Algas. Ela riu bastante. Mas irmã é sempre suspeita. É a primeira vez que consigo escrever com diálogos. Sempre fiz contos sem uma linha falada por ninguém. Só sentimento e silêncio. Acho que é essa nova fase: cansei de ficar calada, cansei de assimilar as porradas. Meus personagens todos são parte de mim. Pequenas amostras de alter ego.
Eles tomaram um rumo inesperado. Vivem sozinhos, eu só escrevo o que eles me mostram, e não sei realmente como vai acabar. Outra novidade: eu sempre soube como terminavam as minhas histórias. Podia não saber como começar, mas as frases finais já estavam prontas. Dessa vez, eu não tenho idéia se a história termina na lua de mel, ou se eles terão filhos. Pode ser que ele se injurie e resolva não casar. Acho difícil. Ele sempre quis, ela é que relutava. E ele iria desistir só porque o local do casamento está todo decorado de balões coloridos?
Hummm... Balloons... "Hey, Georgie, do you wanna a balloon?" Parou, Daniela, parou por aí!
********
Há anos, acho que em 92, comecei a escrever um longa. Do longa, mudei de idéia para um livro. Mas sempre foi uma narrativa muito mais imagética, muito mais voltada para planos, sequências e movimentos de câmeras do que para a literatura propriamente dita.
Era a história de um palhaço, Arnaldo, que era triste, triste de dar dó. Avancei por dentro da vida do Arnaldo, louro, olhos verdes, anjinho de um outro conto. Num determinado ponto, estanquei o fluxo contínuo de pensamentos, e poucas vezes nos últimos anos eu retomei o brainstorm.
Há coisinha de dois meses, menos um pouco, um amigo soube da história do palhaço, e me cobrou o desenvolvimento dela. Eu tinha parado poruqe achei muitas similaridades com a minha vida. Escritora autoreferencial, tudo bem. Mas autobiográfica? Arnaldo já tinha um final definido: ia se matar do Viaduto do Chá, caindo no Vale do Anhangabaú em obras (pessoas de São Paulo, em 92 o Anhangabaú estava em obras?). Deixaria duas mulheres.
O que eu não contava era que o meu sentimento em relação ao palhaço triste tivesse mudado tanto ao longo dos anos. Achei um brainstorm de 98, e segui a linha de raciocínio do que o havia levado a cometer os atos que cometeu. Descobri que eu só poderia odiá-lo. E foi certeiro: desenvolvi um nojo latente pelo Arnaldo. Já em 98 eu havia descoberto isso, e reli nas anotações que eu não queria odiar, mas que era inevitável. Perdi o carinho que sentia pelo sofrimento dele, curti descrever a sua morte. Não consegui justificar que ele tivesse trocado a mulher que o amava por outra, que valia pouco ou nada, e que cuspiu no seu cadáver quando chegou no local do acidente.
Ancorando a alma, flanando pelo Anhagabaú, último dia em São Paulo, véspera de embarcar para o Rio, parei e fiquei olhando, absorta numa história de amor que havia começado anos antes e que tinha acabado de terminar. Um palhaço morto no chão. Arnaldo. Quase vi um nariz vermelho rolando até os meus pés. Não, não cuspi no seu corpo. Não foi um ajuste de contas. Virei as costas, firme, olhos agora secos. Entrei na estação do metrõ, sumi na multidão. Rest in Peace, blonde and sweet guy.
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Ei... Alguém conhece Spooky Madness? Não? Sério? Big Bad Voodoo Daddy? Oh, yeah, baby, procure, então, porque é uma das grandes músicas que já tive a sorte de baixar... E é o que estou ouvindo agora... Spooky Madness, do Big Bad Voodoo Daddy, virando Return to me, do belíssimo e um dos meus primeiros amores, Dean Martin.
O sono tem sido minha válvula de escape.
A insônia também.
Alterno dias de chuva e dias de sol. Noites em branco, onde me falta o componente principal que faz com que eu conduza o meu corpo até a cama, componente que puxa as minhas pálpebras para baixo. Em outras noites, durmo como que narcotizada. Como ontem.
Minhas noites seriam mais tranquilas se minha cantiga de ninar fosse a sua respiração cadenciada. Se fosse a sua mão na minha cintura, perto do amanhecer. Se eu não precisasse acordar de todo para saber de quem era aquele corpo ao meu lado. Se fosse o seu suor misturado no meu. Se o meu travesseiro fosse o seu peito. Se fosse o seu gosto na boca. Se fosse com os seus pêlos a brincadeira do primeiro sol. Se a lua me encontrasse enrodilhada na janela, de costas para o céu, bebendo cada gota do seu sono. Se o seu cheiro estivesse nos lençóis. Se eu pudesse dormir mulher e acordar criança com você. Se fosse o seu corpo a esquentar o meu se um dia esfriar. Se eu tivesse a garantia de acordar com beijos, carinhos e risadas. Se eu tivesse a certeza serena de ter você na noite seguinte. E no dia seguinte. E no dia seguinte. e na noite... E no dia... Se eu pudesse esquecer tudo nos seus braços. Se fosse você.
********
Ouvindo The Sharp Hint Of New Tears, do Dashboard Confessional, virando para Poema, do Ney Matogrosso.
sábado, março 08, 2003
Os motivos não importam. Teve estrela, teve risada, teve gente nova, teve conselhos, teve romaria pela cidade. Entender pra quê?
No início-final do dia, leia-se quase oito da manhã, a cabeça ainda não tinha compreendido a grandeza da noite. O coração ainda estava meio murchinho, sem entender direito.
Loading.......................................
Acordei na cama dos meus pais, eu, a águia, meu livro e o meu travesseiro. Acordei e ao mesmo tempo voltei para o amanhecer. Nada, nada é mais lindo que o azul que o céu fica quando o sol começa a rasgar o negrume da noite com raios de coragem. Tarefa dura, um parto todo dia, recomeçar, nascer a cada madrugada.
Não, estou errada. Mais bonito que o tom royal do azul é o caleidoscópio de violetas, vermelhos, rosas, amarelos e toda a ciranda de cores que se forma na linha do horizonte. Pinceladas aleatórias num quadro que vai ficar pronto somente no final do dia, com o pôr do sol, quando as luzes principais se apagam. Ficam acesos somente os pequenos spots-estrelas, iluminando sonhos, amores, risadas, abraços e amigos. Até o novo parto. O novo quadro. O dia seguinte.
********
Um novo trabalho? Oh, yes!!! Fazer o que mais amo, com uma chefe que é uma eterna lição, com um diretor cujo nome consta do panteão da glória. Viajando. Fugindo. De novo.
Mais um loop da vida...
********
Uma mancha roxa na perna. Grande. Porrada não foi: ela não dói. Vou considera-la a tão esperada oitava tatuagem. Oitava passageira...
sexta-feira, março 07, 2003
Sonhos com chocolates, com declarações de amor arrevezadas, castiças; sonhos com o homem proibido, com vôos sem asa, tal e qual o avatar do Frejat no clip "Segredos". Tudo é realização do desejo (in)consciente...
********
Celular toca. Levanto, abro o flip, meus olhos curiosamente procuram o número chamante.
00
Num átimo, meu olhos me conduzem a um dia de domingo qualquer, quando o mesmo celular apresentou o mesmo duplo zero. Dia feliz, dia de conversa em italiano castiço, português péssimo, inglês ininteligível. "Come sta Paolo?", "È benissimo!" (...) "Ti sentiamo presto"...
Ironia. Eu sempre disse que não havia duplo zero na minha roleta. Mas nem o meu celular me respeita. Estão lá os dois números, me olhando como quem diz: "Boboca, você não pode escapar da gente!"
O celular continua tocando na minha mão, e resolvo primeiro tirar o som, irritante campainha de nave espacial dando marcha ré. Um dia ainda troco essa campainha e coloco em modo "standard". Quem poderia ser? Código de país 039 de novo? Ou 1?
E se for...? E se for...? Atender? Não? Como está meu italiano? MA IO NO PARLO ITALIANO! Mas e se for em inglês? Gente, eu não falo inglês desde a queda da torre de Babel! Ai, não vou atender. Mas e se for importante? Mas o que seria importante em outro país? Meus amigos... Bom, pode ser um brasileiro saudoso perdido em algum lugar da América do Norte. Pode ser meu ex-colega de faculdade que está em algum lugar do mundo. Ou o Daniel, de Neuchatel. Ou o Troy, de Brisbane. Ou a Annie, de Ohio. Pode ser um ex-date, congelando os belos olhos verdes numa terra fria. Tantas possibilidades, e eu aqui, idiota, olhando aqueles dois zerinhos inofensivos, sem atender.
O final é anticlímax. Quando disse "Hello", o cretino desligou.
Deixa pra lá... Tenho certeza de que era engano, mesmo...
quinta-feira, março 06, 2003
Da série Cenas que eu não preciso ver
A tartaruga — leia-se cágado — da Algas veio pra cá como macho. Lá pelas tantas, descobriu-se que era fêmea.
Hoje eu flagrei a tartaruga tentando copular com a almofada de areia que prende a porta para não bater.
Bizarro.
Ela oficialmente volta a ser macho.
********

Uma cama macia, ombros largos, abraço apertado, bons ouvidos. Esqueci os percalços numa cama que me era desconhecida, mas de um acalento ímpar. Macia, me envolveu no abraço que eu tanto queria, e a almofada que acompanhava colocou minha cabeça no seu colo, acariciou os meus cabelos e me fez ver/sentir/ouvir que tudo ia terminar bem.
Jogando I Ching, tomando Coca Light, exercitando o meu lado Forest Gump. Noite com macarrão, termômetro alemão, incenso de baunilha. Perdida para chegar, como se o meu conforto precisasse ser procurado com mais dedicação do que um simples lançar de olhos pelos arredores.
A serenidade, o bem-estar e a paz de espírito não são tão acessíveis assim. Ficam no alto de uma ladeira enorme, virando à direita, num prédio azul e branco cujas cores você não consegue enxergar porque é de noite. Toque lá: apartamento 42. E reza pra os anjos da guarda não estarem com a televisão no volume máximo e o ventilador ligado. Feito esse caminho, certifique-se de achar as escadas. Não suba: desça. Achou?
O resto agora é contigo.
********
Diálogo insano
Ela: "Fulano tem me ignorado. Será que eu beijo mal?"
Ele: "Ah, Fulano tem me ignorado também..."
Ela: "Ué? Você beija mal também?"
Cai o pano. Próximo ato.
A tartaruga — leia-se cágado — da Algas veio pra cá como macho. Lá pelas tantas, descobriu-se que era fêmea.
Hoje eu flagrei a tartaruga tentando copular com a almofada de areia que prende a porta para não bater.
Bizarro.
Ela oficialmente volta a ser macho.
********
Uma cama macia, ombros largos, abraço apertado, bons ouvidos. Esqueci os percalços numa cama que me era desconhecida, mas de um acalento ímpar. Macia, me envolveu no abraço que eu tanto queria, e a almofada que acompanhava colocou minha cabeça no seu colo, acariciou os meus cabelos e me fez ver/sentir/ouvir que tudo ia terminar bem.
Jogando I Ching, tomando Coca Light, exercitando o meu lado Forest Gump. Noite com macarrão, termômetro alemão, incenso de baunilha. Perdida para chegar, como se o meu conforto precisasse ser procurado com mais dedicação do que um simples lançar de olhos pelos arredores.
A serenidade, o bem-estar e a paz de espírito não são tão acessíveis assim. Ficam no alto de uma ladeira enorme, virando à direita, num prédio azul e branco cujas cores você não consegue enxergar porque é de noite. Toque lá: apartamento 42. E reza pra os anjos da guarda não estarem com a televisão no volume máximo e o ventilador ligado. Feito esse caminho, certifique-se de achar as escadas. Não suba: desça. Achou?
O resto agora é contigo.
********
Diálogo insano
Ela: "Fulano tem me ignorado. Será que eu beijo mal?"
Ele: "Ah, Fulano tem me ignorado também..."
Ela: "Ué? Você beija mal também?"
Cai o pano. Próximo ato.
Meus anjos da guarda um dia pedem demissão.
Uma hora no ponto do ônibus, depois de jantar na casa do Ernesto, de jogar I Ching com a Carol, laughing to forget. A companhia era uma prostituta, muito bem vestida, aliás, e muito simpática.
Salvador é uma cidade do interior com status de capital. Uma da manhã e não tinham mais ônibus.
— Não tem problema: cochilo aqui mesmo!
Bastou recostar a cabeça na parede de vidro do ponto de ônibus, desponta no horizonte ele: O LAPA-BARRA!!!
— Até que altura da Barra vai esse ônibus?
— Farol da Barra.
— Uh... toca o barco, motô!
Desci, pois, no Farol da Barra, e vim caminhando, margeando a praia até a minha casa. Vaguei como um espectro do carnaval que passou (e com a graça dos orixás, me enfurnei em casa e não vi um único abadá!), entre sanitários químicos já perfumadíssimos novamente, mais prostituta e estrangeiros de todos os planetas.
Parei na balaustrada, fiquei namorando a praia, que eu nunca tinha visto mais linda. Tinham acabado de passar o trator com arado para limpar os detritos enterrados, e a areia fina ficou compacta com o peso dos pneus. Maré baixa, praia pequena, em forma de lua minguante, num sorriso perpétuo, dentes brancos de areia, saliva de água do mar.
Mesmo sem descer as escadas, senti a textura porosa da areia entre os meus dedos, e mentalmente friccionei a planta dos pés na areia fria e úmida. Deixei a maresia lamber meu rosto, deixar seu gosto salgado de amor nos meus lábios, tomar cada pedaço da minha pele de assalto, e fazer dos meus poros reféns daquele carinho.
Soltei os cabelos ao vento, e segui o caminho de casa. Tirei o Iô-Iô do bolso, e subi a ladeira absorvida pela imprescindivel necessidade de fazer o brinquedo "dormir". A quinta feira começou iluminada. Não pelo lado visível da lua, mas pelo seu dark side.
Meus problemas têm solução. Eu só tenho que esperar que um sol qualquer ilumine a minha superfície para que eu possa enxergar a saída. Ou a porta de entrada.
E que seja doce, que seja doce, que seja doce!
quarta-feira, março 05, 2003
Não, é só um cisco...
********
Minhas lágrimas me ameçam, cílios de Bava (ou Argento? Ou Mojica?) que me ferem a cada piscadela. A alma dói. Águas de março que fecham o verão, expulsas pelos meus olhos, e que se misturam com a chuva que eventualmente cai. Lágrimas que insistem em se agrupar na borda do olho, espiando para baixo, curiosos olhinhos que analisam atentamente a possibilidade de abrir uma trilha pelo meu rosto. Bons caminhos para essas aventureiras: profundas olheiras, marcas de tempo e insônia vão formando o terreno adequado para a prática de esportes radicais. Chorar, por exemplo.
Todas amontoadas por cima das outras nos cílios, esperando que a primeira pule para que todas sigam o caminho rumo ao desconhecido. Ainda não. "Lá embaixo, o mundo cruel é tão chatinho". A dona dos olhos está fazendo um esforço brutal para que as pestinhas das gotinhas não façam a trilha do seu rosto em direção ao colo. Uma delas escapa, desabalada carreira bochecha abaixo. É contida na altura do meu sinalzinho no malar direito. Um dedo-de-guarda fez com que ela fosse esfacelada de encontro ao meu rosto. Inconfidente, que isso te sirva de lição!
As lagriminhas começam a se dispersar pelo olho, como fim de festa de largo. Cada uma pra um lado, voltando, se acomodando. Deixa o trekking facial para outro dia, em que a dona do terreno esteja mais disposta a colaborar.
Bobas... Se tivessem descido todas, eu não teria feito o menor movimento para contê-las. Todas juntas são mais fortes que eu sozinha. O que mata é lágrima metida a mártir!
********
Até beijo de novela me faz chorar. Matéria de jornal sobre mães que perderam os filhos. Último dia do carnaval (E EU ODEIO CARNAVAL!). A sensibilidade do Alexandre Leal, repórter da TV Bahia. O Tempo e o Vento, com Tom Jobim e Danilo Caymmi. Nana dormindo ao sol. Indefinições da vida. Constatação de que estou magoando alguém de quem gosto muito. Procurar o comercial da Brahma (o da bolhinha que estoura, antigaço) e não achar. For everyone, filme da Coca-Cola. Estar ouvindo Tonight is what it means to be young, e ver que na seqüência vai virar Iris. Céu azul demais. Não achar Streets of Fire pra comprar.
Estar sozinha. Saudade do que eu não vivi. Inapetência absoluta, e ver a mamãe fazendo comida (quem conhece a minha história sabe o que isso significa). Saudade e preocupação com a minha irmã de alma. Necessidade quase física de passar horas com um litro de café, dois maços de cigarro e uma conversa com o Catclown. Saber o destino mas não o caminho. Falta de dinheiro. Não ter com quem conversar sobre o que mais me dói. Estar cercada de pessoas, e sozinha, sozinha. Sozinha de corpo, sozinha de alma, sozinha de espírito, sozinha de cúmplices.
Vontade de desistir. De deixar pra lá. De parar de lutar (pelo que, finalmente?) . Vontade de fugir de novo, de me esconder, de sumir, de mudar de nome, de endereço, de problemas, mudar de amores — e desafetos —, de passado, de presente, de futuro.
Vontade de sentir "eu te amo", e encontrar eco. Eco nos olhos, eco na alma, eco no corpo. Vontade de um longo abraço, da sensação de pertencer a algum lugar. De pertencer a alguém. Vontade de esconder meu rosto num pescoço que me ame, e lá deixar as lágrimas correrem. Vontade de abrigo, de cuidado, de carinho, de preocupação, de zelo. Vontade de dormir abraçada, cabeça no peito, enfim uma noite de sono tranquilo, sem pesadelos que me assombrem. Pernas enroscadas, cheiro vago de sabonete com loção de barba, conforto. Vontade de um domingo em casa, dividindo o jornal, café da manhã tardio, pijamas o dia inteiro, conversas a vida inteira.
Vontade de nascer de novo. Outra. Vontade de começar do zero. De terminar por aqui.
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Minhas lágrimas me ameçam, cílios de Bava (ou Argento? Ou Mojica?) que me ferem a cada piscadela. A alma dói. Águas de março que fecham o verão, expulsas pelos meus olhos, e que se misturam com a chuva que eventualmente cai. Lágrimas que insistem em se agrupar na borda do olho, espiando para baixo, curiosos olhinhos que analisam atentamente a possibilidade de abrir uma trilha pelo meu rosto. Bons caminhos para essas aventureiras: profundas olheiras, marcas de tempo e insônia vão formando o terreno adequado para a prática de esportes radicais. Chorar, por exemplo.
Todas amontoadas por cima das outras nos cílios, esperando que a primeira pule para que todas sigam o caminho rumo ao desconhecido. Ainda não. "Lá embaixo, o mundo cruel é tão chatinho". A dona dos olhos está fazendo um esforço brutal para que as pestinhas das gotinhas não façam a trilha do seu rosto em direção ao colo. Uma delas escapa, desabalada carreira bochecha abaixo. É contida na altura do meu sinalzinho no malar direito. Um dedo-de-guarda fez com que ela fosse esfacelada de encontro ao meu rosto. Inconfidente, que isso te sirva de lição!
As lagriminhas começam a se dispersar pelo olho, como fim de festa de largo. Cada uma pra um lado, voltando, se acomodando. Deixa o trekking facial para outro dia, em que a dona do terreno esteja mais disposta a colaborar.
Bobas... Se tivessem descido todas, eu não teria feito o menor movimento para contê-las. Todas juntas são mais fortes que eu sozinha. O que mata é lágrima metida a mártir!
********
Até beijo de novela me faz chorar. Matéria de jornal sobre mães que perderam os filhos. Último dia do carnaval (E EU ODEIO CARNAVAL!). A sensibilidade do Alexandre Leal, repórter da TV Bahia. O Tempo e o Vento, com Tom Jobim e Danilo Caymmi. Nana dormindo ao sol. Indefinições da vida. Constatação de que estou magoando alguém de quem gosto muito. Procurar o comercial da Brahma (o da bolhinha que estoura, antigaço) e não achar. For everyone, filme da Coca-Cola. Estar ouvindo Tonight is what it means to be young, e ver que na seqüência vai virar Iris. Céu azul demais. Não achar Streets of Fire pra comprar.
Estar sozinha. Saudade do que eu não vivi. Inapetência absoluta, e ver a mamãe fazendo comida (quem conhece a minha história sabe o que isso significa). Saudade e preocupação com a minha irmã de alma. Necessidade quase física de passar horas com um litro de café, dois maços de cigarro e uma conversa com o Catclown. Saber o destino mas não o caminho. Falta de dinheiro. Não ter com quem conversar sobre o que mais me dói. Estar cercada de pessoas, e sozinha, sozinha. Sozinha de corpo, sozinha de alma, sozinha de espírito, sozinha de cúmplices.
Vontade de desistir. De deixar pra lá. De parar de lutar (pelo que, finalmente?) . Vontade de fugir de novo, de me esconder, de sumir, de mudar de nome, de endereço, de problemas, mudar de amores — e desafetos —, de passado, de presente, de futuro.
Vontade de sentir "eu te amo", e encontrar eco. Eco nos olhos, eco na alma, eco no corpo. Vontade de um longo abraço, da sensação de pertencer a algum lugar. De pertencer a alguém. Vontade de esconder meu rosto num pescoço que me ame, e lá deixar as lágrimas correrem. Vontade de abrigo, de cuidado, de carinho, de preocupação, de zelo. Vontade de dormir abraçada, cabeça no peito, enfim uma noite de sono tranquilo, sem pesadelos que me assombrem. Pernas enroscadas, cheiro vago de sabonete com loção de barba, conforto. Vontade de um domingo em casa, dividindo o jornal, café da manhã tardio, pijamas o dia inteiro, conversas a vida inteira.
Vontade de nascer de novo. Outra. Vontade de começar do zero. De terminar por aqui.
terça-feira, março 04, 2003
Cantando comigo, mudando um pouquinho a letra:
Eu vou fugir
Deste lugar, baby
Eu vou fugir
Pra onde haja um tobogã
Onde EU escorregue
********
Eu não quero e não vou ser responsável pela felicidade de ninguém. Chega de ser a boazinha, que abre mão dos sonhos para fazer os outros felizes. Se puder ajudar, tamos aí. Mas se a felicidade do outro depender da minha infelicidade... I´m so sorry, but...
Já tem sido muito difícil garimpar a minha própria felicidade. Andei ponderando, e nunca, em tempo algum um ser humano fez uma concessão dessas pra mim. Eu é que sempre fui a compreensiva, a bacana, a que nunca contrariava, e só me ferrei.
Estou virando a minha própria mesa.
********
Minha Mãe amorosa, que tanto me ajudou, que olha por mim. Mãe não de fato, mas por carinho, por ser Mãe de todos. Yemanjá, orixá que me remete ao amor, acima de tudo. Amor entre homem e mulher, amor entre pessoas, amor, puro, reto, simples. Amor.
Não sou sua filha direta, mas preciso da sua benção, do seu olhar carinhoso, que a todos entende; preciso da sua compreensão muda e sábia, da tranquilidade das suas cores. Preciso das suas soluções, preciso que você me dê aquilo que eu mais quero, aquilo que mais me faz falta. Tudo o que eu pedi naquela longinqua conversa do dia 29 de novembro de 2001 continua valendo. Ainda faz todo o sentido.
********
Não sei exatamente o que tenho que aprender com isso tudo. Mas vou. Só não sei porque preciso caminhar sozinha. Cansa, dói os pés, fica mais difícil. É óbvio que parte da minha lição está diretamente relacionada a estar ou não sozinha. Mas o quê? O que é que eu preciso aprender?
Eu vou fugir
Deste lugar, baby
Eu vou fugir
Pra onde haja um tobogã
Onde EU escorregue
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Eu não quero e não vou ser responsável pela felicidade de ninguém. Chega de ser a boazinha, que abre mão dos sonhos para fazer os outros felizes. Se puder ajudar, tamos aí. Mas se a felicidade do outro depender da minha infelicidade... I´m so sorry, but...
Já tem sido muito difícil garimpar a minha própria felicidade. Andei ponderando, e nunca, em tempo algum um ser humano fez uma concessão dessas pra mim. Eu é que sempre fui a compreensiva, a bacana, a que nunca contrariava, e só me ferrei.
Estou virando a minha própria mesa.
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Minha Mãe amorosa, que tanto me ajudou, que olha por mim. Mãe não de fato, mas por carinho, por ser Mãe de todos. Yemanjá, orixá que me remete ao amor, acima de tudo. Amor entre homem e mulher, amor entre pessoas, amor, puro, reto, simples. Amor.
Não sou sua filha direta, mas preciso da sua benção, do seu olhar carinhoso, que a todos entende; preciso da sua compreensão muda e sábia, da tranquilidade das suas cores. Preciso das suas soluções, preciso que você me dê aquilo que eu mais quero, aquilo que mais me faz falta. Tudo o que eu pedi naquela longinqua conversa do dia 29 de novembro de 2001 continua valendo. Ainda faz todo o sentido.
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Não sei exatamente o que tenho que aprender com isso tudo. Mas vou. Só não sei porque preciso caminhar sozinha. Cansa, dói os pés, fica mais difícil. É óbvio que parte da minha lição está diretamente relacionada a estar ou não sozinha. Mas o quê? O que é que eu preciso aprender?
Sono narcolético.
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As únicas coisas que me fazem capitular sobre trabalhar no carnval são os helicópteros e as matérias sobre o backstage. Moro no circuito dos desfiles, na avenida principal, epicentro do inferno. Tenho HORROR a carnaval. Mas ver a minha equipe preferida em vts de chamada para a transmissão do carnaval, e os helicópteros de duas ou três emissoras sobrevoando o percurso...
Mais a equipe. Com eles, eu trabalharia até de graça. O burburinho de sobe e desce de praticável, entra no caminhão de corte para refrescar, um beijo furtivo no meio do trabalho, um abraço inesperado quando a gente mais precisa. Um cúmplice piscar de olhos do cinegrafista preferido, um sorriso do assistente de câmera, um olhar prolongado para o técnico... Saudade miserável...
********
Acho que o Prozac não está fazendo efeito.
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As únicas coisas que me fazem capitular sobre trabalhar no carnval são os helicópteros e as matérias sobre o backstage. Moro no circuito dos desfiles, na avenida principal, epicentro do inferno. Tenho HORROR a carnaval. Mas ver a minha equipe preferida em vts de chamada para a transmissão do carnaval, e os helicópteros de duas ou três emissoras sobrevoando o percurso...
Mais a equipe. Com eles, eu trabalharia até de graça. O burburinho de sobe e desce de praticável, entra no caminhão de corte para refrescar, um beijo furtivo no meio do trabalho, um abraço inesperado quando a gente mais precisa. Um cúmplice piscar de olhos do cinegrafista preferido, um sorriso do assistente de câmera, um olhar prolongado para o técnico... Saudade miserável...
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Acho que o Prozac não está fazendo efeito.
segunda-feira, março 03, 2003
Um cigarro, raios numa terra onde eles não acontecem; sono perdido em algum lugar. Um sonho que dissolveu na chuva que misericordiosamente cai: não me lembro de uma vírgula dele.
********
Acordei agora, e sinto nos ombros a dor de quem carrega um mundo de responsabilidades. Atlas emocional. Sísifo contemporânea, preciso de um relaxamente muscular para poder continuar a empurrar ladeira acima a pedra das decisões a serem tomadas. Tanto esforço para, resignadamente, ter a certeza de que quando chegar no topo da montanha, a pedra-decisão vai rola moro abaixo. As questões se renovam e novamente empurro novas decisões pra cima.
Também como Sísifo, não me queixo. Saber que estamos todos condenados a empurrar pedras-decisões/sofrimentos/soluções morro acima por toda a etenidade faz com que a tarefa seja feita sem a falsa esperança de que um dia a pedra toque o cume e por lá fique.
********
Vocês estão atinando para o relógio? No meu são 4:18 da matina,e o Felipe acaba de ligar:
— Quer sair comigo agora?
Cai o pano, próximo Athos (Rá!)
********
Ah, a resposta?
— Claro que sim! em 20 minutos eu estou pronta!
********
Deus quer, Dani faz.
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Acordei agora, e sinto nos ombros a dor de quem carrega um mundo de responsabilidades. Atlas emocional. Sísifo contemporânea, preciso de um relaxamente muscular para poder continuar a empurrar ladeira acima a pedra das decisões a serem tomadas. Tanto esforço para, resignadamente, ter a certeza de que quando chegar no topo da montanha, a pedra-decisão vai rola moro abaixo. As questões se renovam e novamente empurro novas decisões pra cima.
Também como Sísifo, não me queixo. Saber que estamos todos condenados a empurrar pedras-decisões/sofrimentos/soluções morro acima por toda a etenidade faz com que a tarefa seja feita sem a falsa esperança de que um dia a pedra toque o cume e por lá fique.
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Vocês estão atinando para o relógio? No meu são 4:18 da matina,e o Felipe acaba de ligar:
— Quer sair comigo agora?
Cai o pano, próximo Athos (Rá!)
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Ah, a resposta?
— Claro que sim! em 20 minutos eu estou pronta!
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Deus quer, Dani faz.
domingo, março 02, 2003
Óbvio que liguei para a minha "prima" assim que recebi o email... A Shaggadelic Pictures orgulhosamente apresenta
VERENA, A SEM-NOÇÃO
Fui conversar na janela de casa. Falando, rindo, e vendo os esforços da tartaruga do vizinho para vencer um degrau.
— Ih, Everalda, a tartaruga acabou de dar uma "estrela" quando se jogou do degrau para a grama...
— Tartaruga suicída! Eu entendo, essa vida de tartaruga é um tédio! Era agora ou nunca! É a tartaruga da sua irmã?
— Não, é a do vizinho...
— É, porque a da sua irmã ainda tem os cachorros pra se divertir...
***
— Verena, por que você não me contou que o seu primo estava se mudando pro Brasil??????
— E tá?????
Fui conversar na janela de casa. Falando, rindo, e vendo os esforços da tartaruga do vizinho para vencer um degrau.
— Ih, Everalda, a tartaruga acabou de dar uma "estrela" quando se jogou do degrau para a grama...
— Tartaruga suicída! Eu entendo, essa vida de tartaruga é um tédio! Era agora ou nunca! É a tartaruga da sua irmã?
— Não, é a do vizinho...
— É, porque a da sua irmã ainda tem os cachorros pra se divertir...
***
— Verena, por que você não me contou que o seu primo estava se mudando pro Brasil??????
— E tá?????
DANIELA GARGALHANDO!
Deus, você venceu! Na boa, seu senso de humor é o que me move pra frente!!
Trecho de um email recebido agora, 14:50:
"...but I have very great news...I'm comming to Bahia, hopefully in the beggining in April."
MATT ESTÁ VINDO!! Não acredito, não acredito, não acredito!!! Matt na Bahia... De vez... Quase meu vizinho... Deus, eu sei que você tem noção exata da sinuca de bico que está me metendo. Mas dessa vez o Senhor se superou!
As surpresas não acabam!!!
Deus, você venceu! Na boa, seu senso de humor é o que me move pra frente!!
Trecho de um email recebido agora, 14:50:
"...but I have very great news...I'm comming to Bahia, hopefully in the beggining in April."
MATT ESTÁ VINDO!! Não acredito, não acredito, não acredito!!! Matt na Bahia... De vez... Quase meu vizinho... Deus, eu sei que você tem noção exata da sinuca de bico que está me metendo. Mas dessa vez o Senhor se superou!
As surpresas não acabam!!!
Eu ia censurar o último post. A day to shake my emotions.
Não vou, não.
Eu primeiro pensei em ser inflexível e dizer um sonoro não para esse encontro decisivo. E aí me lembrei da "geral" que paguei num amigo na noite de ontem, amigo que está pendurado por dois dedinhos num despenhadeiro por causa de uma mulher.
— Se você não flexionar uma, duas, 15, 318 vezes, não vai aprender a nobreza do gesto. Quando a gente ama e perde, fica uma sensação de mãos atadas que é enlouquecedora. "Se" eu tivesse feito, "se" eu tivesse ligado, "se" eu tivesse... As situações hipotéticas são a pior punição. Liga, pede desculpas, dá uma chance dela te xingar pessoalmente (porque vc merece!), diz que quer que ela esteja contigo pra tudo o que vier. Isso não é idiotice: é nobre. Orgulho é que é exercício de futilidade, e você só vai saber que eu estou certa quando perder de vez.
E essa mesma conselheira é a que passou a madrugada inteira com um cigarro na mão, observando as espirais de fumaça se dissolverem no ar, com os olhos perenemente marejados, feliz e triste. Agarrada em duas lágrimas para não afogar, e ensaiando discursos que nunca funcionaram.
Uma vez eu optei por acreditar em Deus e soltar o corpo na correnteza. Como experiência, acho que foi a melhor e a mais importante da minha vida. Continuo na minha opção por Deus. Tenho muita sorte de ter os companheiros de caminhada que tenho. Diariamente agradeço a Deus por ter posto as pessoas certas para me ensinarem as lições que eu precisava. Pessoas honestas, do bem, com os mesmos valores que eu cultivo.
Mais uma lição que dói. Mais uma lição, de todo modo.
********
Pelo jeito, expulsar de casa é uma capacidade transmitida pelos gens.
Não vou, não.
Eu primeiro pensei em ser inflexível e dizer um sonoro não para esse encontro decisivo. E aí me lembrei da "geral" que paguei num amigo na noite de ontem, amigo que está pendurado por dois dedinhos num despenhadeiro por causa de uma mulher.
— Se você não flexionar uma, duas, 15, 318 vezes, não vai aprender a nobreza do gesto. Quando a gente ama e perde, fica uma sensação de mãos atadas que é enlouquecedora. "Se" eu tivesse feito, "se" eu tivesse ligado, "se" eu tivesse... As situações hipotéticas são a pior punição. Liga, pede desculpas, dá uma chance dela te xingar pessoalmente (porque vc merece!), diz que quer que ela esteja contigo pra tudo o que vier. Isso não é idiotice: é nobre. Orgulho é que é exercício de futilidade, e você só vai saber que eu estou certa quando perder de vez.
E essa mesma conselheira é a que passou a madrugada inteira com um cigarro na mão, observando as espirais de fumaça se dissolverem no ar, com os olhos perenemente marejados, feliz e triste. Agarrada em duas lágrimas para não afogar, e ensaiando discursos que nunca funcionaram.
Uma vez eu optei por acreditar em Deus e soltar o corpo na correnteza. Como experiência, acho que foi a melhor e a mais importante da minha vida. Continuo na minha opção por Deus. Tenho muita sorte de ter os companheiros de caminhada que tenho. Diariamente agradeço a Deus por ter posto as pessoas certas para me ensinarem as lições que eu precisava. Pessoas honestas, do bem, com os mesmos valores que eu cultivo.
Mais uma lição que dói. Mais uma lição, de todo modo.
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Pelo jeito, expulsar de casa é uma capacidade transmitida pelos gens.
Que loop louco que a minha vida deu hoje.
Eu não tinha, não podia, não precisava ter encontrado esse homem, e ter ouvido tudo, tudo o que eu sempre quis que ele dissesse, e disse só hoje. Não tinha que ter mergulhado naqueles olhos, naquelas promessas veladas e explícitas. Nunca podia ter acreditado que dessa vez... Que dessa vez...
Tudo. Tudo o que esperei ouvir, e ouvi hoje, gelados pelo ar condicionado impessoal, pelas palavras ditas, pela falta de calor do ambiente, pelo cansaço de ambos, pela noite perdida dessas duas almas (des)encontradas. Corações expostos no chão do shopping center, palmas das mãos viradas para cima. Sem armas, dessa vez.
Por que agora? Por que na hora em que eu resolvo ir embora de uma vez, fugir com a minha casinha de caracol, voar para novos campos? Por que preciso reavaliar o que sinto nessa hora tão delicada, arrumando a casa, fechando as contas?
E por que é que dessa vez acho que não dá mais?
********
Tudo o que aconteceu no passado voltou a acontecer. E o pior: "all day long".
E o melhor: nas três ocasiões, me senti querida, cuidada, especial, ímpar, importante.
Deus, é teste? É lição? 40 dias de tentações antes de alcançar o paraíso?
***Fim da transmissão***
Eu não tinha, não podia, não precisava ter encontrado esse homem, e ter ouvido tudo, tudo o que eu sempre quis que ele dissesse, e disse só hoje. Não tinha que ter mergulhado naqueles olhos, naquelas promessas veladas e explícitas. Nunca podia ter acreditado que dessa vez... Que dessa vez...
Tudo. Tudo o que esperei ouvir, e ouvi hoje, gelados pelo ar condicionado impessoal, pelas palavras ditas, pela falta de calor do ambiente, pelo cansaço de ambos, pela noite perdida dessas duas almas (des)encontradas. Corações expostos no chão do shopping center, palmas das mãos viradas para cima. Sem armas, dessa vez.
Por que agora? Por que na hora em que eu resolvo ir embora de uma vez, fugir com a minha casinha de caracol, voar para novos campos? Por que preciso reavaliar o que sinto nessa hora tão delicada, arrumando a casa, fechando as contas?
E por que é que dessa vez acho que não dá mais?
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Tudo o que aconteceu no passado voltou a acontecer. E o pior: "all day long".
E o melhor: nas três ocasiões, me senti querida, cuidada, especial, ímpar, importante.
Deus, é teste? É lição? 40 dias de tentações antes de alcançar o paraíso?
***Fim da transmissão***
sábado, março 01, 2003
Mutts
Delicioso, o gato é Mooch e fala como a cobra do desenho do Mogli, e o cão é Earl, figurinha. O Mooch é o mais sacana desde o Garfield...



Delicioso, o gato é Mooch e fala como a cobra do desenho do Mogli, e o cão é Earl, figurinha. O Mooch é o mais sacana desde o Garfield...
sexta-feira, fevereiro 28, 2003
"..prisioneiros de uma diáspora desgastante e por vezes auto-destrutiva"
Roubado de um artigo estupendo de Leila Míccolis, numa resenha de Terra Estrangeira (1995)
"...e todos sentem a água como condutor e/ou mortalha de anseios, vivenciando-a como símbolo das próprias emoções — frágeis garrafas de vidro com pedido de S.O.S. vagando na superfície de profundezas abissais. É o elemento água apresentado como metáfora poética do útero materno com seus líquidos amióticos e mares de lembranças, cuja perda se extravasa no primeiro choro. Oceanicamente salgado. Diz Madruga, em República dos Sonhos: "O mar é minha memória. Sempre lancei no Atlântico as minhas lembranças. Mesmo aquelas de que hoje me envergonho. Onde estaríamos nós, se o homem europeu não tivesse ultrapassado Gibraltar, enfrentando e vencido o Atlântico? Unicamente o oceano é capaz de nos roubar e igualmente nos devolver a visão descomunal da realidade".
********
Lua minguando, um sorriso pendurado no céu. Alguém ri da minha fortuna, alguém compartilha das minhas alegrias. Dentes enfileirados como pérolas num cordão, Gato-que-Ri comigo, não de mim. Risada que me conforta, porque na minguante durmo, durmo como que embalada pelo ronronar desse Gato de Alice. Sono uterino, morno, pontilhado de sonhos estranhos, realização de desejos inconscientes — ou nem tanto.
Lua que rege meu humor, minha cabeça, chave da minha tranquilidade. Resposta para os meus pedidos de serenidade. Lua que me tira energia, mas devolve em estrelas. Várias. Cacos de sonhos espalhados pelo negrume do céu, pequenos olhinhos que piscam e piscam e piscam pra mim, cúmplices de uma dor muda que não se identifica.
Jogo sujo. O escuro potencializa os sentimentos. Do ocaso à aurora, doze horas onde a única certeza é a incerteza. Incertezas que vêm com a primeira estrela no céu. Estrela-criança, dona de uma curiosidade ímpar, estrela que nunca se cansa de ver o sol se pondo.
Estrela que convida a um passeio pelas outras, mais e menos brilhantes. Estrelinha que nos intima a fazer um pedido diário: "Que seja doce, que seja doce, que seja doce!", "Que a noite me traga o amor que eu preciso, a paz que eu não quero seguir, a felicidade na medida exata."
Fazer o pedido de olhos fechados. E acreditar, e acreditar, mesmo sem ver a prova. Ou mesmo que a prova demore um pouquinho.
E finalmente poder sorrir para o Sorriso-do-Gato-que-Ri. Dançar sob as estrelas gargalhando na cara da dor, com os pés descalços na areia úmida, cheiro de maresia que envolve num abraço apertado. E esvoaçar os cabelos no vento do mar, tentar abraçar os pontinhos que brilham no céu, mantendo os braços abertos até que consiga agarrar uma ou duas. Ou até que canse de girar loucamente sobre o próprio eixo, peão de mim mesma, e deixe o corpo encontrar o aconchego da areia, ainda rindo. Bêbada-sóbria, palhaça sem lona, circo a céu aberto, em paz.
********
Pelas barbas do profeta!!!
Estou escrevendo sobre Terra Estrangeira, procurando as fotos do filme, e acabou de virar "Vapor Barato" (track do filme) na rádio online!
Valei-me, São Pancrácio!
********
Ainda Terra Estrangeira
"Um instante filosófico, repleto de poesia, paira na cena do velho navio encalhado no mar, impossibilitado de seguir ou retroceder, tal como os dois personagens que permaneceram estáticos dentro do contexto da marginalidade, numa vida reticente, envelhecida, como uma matéria bruta, ou como o velho navio enferrujado que não alcançou o seu destino. No entanto, o amor que surge entre ambos recompõe a possibilidade do sonho, é o condutor da libertação. No momento em que se amam, parecem perder a condição de estrangeiros, de estranhos, é o resgate de identidade, da própria vida (digna)."
Arthur Prado Netto
Roubado de um artigo estupendo de Leila Míccolis, numa resenha de Terra Estrangeira (1995)
"...e todos sentem a água como condutor e/ou mortalha de anseios, vivenciando-a como símbolo das próprias emoções — frágeis garrafas de vidro com pedido de S.O.S. vagando na superfície de profundezas abissais. É o elemento água apresentado como metáfora poética do útero materno com seus líquidos amióticos e mares de lembranças, cuja perda se extravasa no primeiro choro. Oceanicamente salgado. Diz Madruga, em República dos Sonhos: "O mar é minha memória. Sempre lancei no Atlântico as minhas lembranças. Mesmo aquelas de que hoje me envergonho. Onde estaríamos nós, se o homem europeu não tivesse ultrapassado Gibraltar, enfrentando e vencido o Atlântico? Unicamente o oceano é capaz de nos roubar e igualmente nos devolver a visão descomunal da realidade".
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Lua minguando, um sorriso pendurado no céu. Alguém ri da minha fortuna, alguém compartilha das minhas alegrias. Dentes enfileirados como pérolas num cordão, Gato-que-Ri comigo, não de mim. Risada que me conforta, porque na minguante durmo, durmo como que embalada pelo ronronar desse Gato de Alice. Sono uterino, morno, pontilhado de sonhos estranhos, realização de desejos inconscientes — ou nem tanto.
Lua que rege meu humor, minha cabeça, chave da minha tranquilidade. Resposta para os meus pedidos de serenidade. Lua que me tira energia, mas devolve em estrelas. Várias. Cacos de sonhos espalhados pelo negrume do céu, pequenos olhinhos que piscam e piscam e piscam pra mim, cúmplices de uma dor muda que não se identifica.
Jogo sujo. O escuro potencializa os sentimentos. Do ocaso à aurora, doze horas onde a única certeza é a incerteza. Incertezas que vêm com a primeira estrela no céu. Estrela-criança, dona de uma curiosidade ímpar, estrela que nunca se cansa de ver o sol se pondo.
Estrela que convida a um passeio pelas outras, mais e menos brilhantes. Estrelinha que nos intima a fazer um pedido diário: "Que seja doce, que seja doce, que seja doce!", "Que a noite me traga o amor que eu preciso, a paz que eu não quero seguir, a felicidade na medida exata."
Fazer o pedido de olhos fechados. E acreditar, e acreditar, mesmo sem ver a prova. Ou mesmo que a prova demore um pouquinho.
E finalmente poder sorrir para o Sorriso-do-Gato-que-Ri. Dançar sob as estrelas gargalhando na cara da dor, com os pés descalços na areia úmida, cheiro de maresia que envolve num abraço apertado. E esvoaçar os cabelos no vento do mar, tentar abraçar os pontinhos que brilham no céu, mantendo os braços abertos até que consiga agarrar uma ou duas. Ou até que canse de girar loucamente sobre o próprio eixo, peão de mim mesma, e deixe o corpo encontrar o aconchego da areia, ainda rindo. Bêbada-sóbria, palhaça sem lona, circo a céu aberto, em paz.
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Pelas barbas do profeta!!!
Estou escrevendo sobre Terra Estrangeira, procurando as fotos do filme, e acabou de virar "Vapor Barato" (track do filme) na rádio online!
Valei-me, São Pancrácio!
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Ainda Terra Estrangeira
"Um instante filosófico, repleto de poesia, paira na cena do velho navio encalhado no mar, impossibilitado de seguir ou retroceder, tal como os dois personagens que permaneceram estáticos dentro do contexto da marginalidade, numa vida reticente, envelhecida, como uma matéria bruta, ou como o velho navio enferrujado que não alcançou o seu destino. No entanto, o amor que surge entre ambos recompõe a possibilidade do sonho, é o condutor da libertação. No momento em que se amam, parecem perder a condição de estrangeiros, de estranhos, é o resgate de identidade, da própria vida (digna)."
Arthur Prado Netto
Post arrevezado, feito na máquina do quarto, em WordPad.
Escrever em WordPad é um exercício de fé. E ainda mais: o mouse morreu. Deus, obrigada pelo conhecimento mínimo de teclas de atalho, que me permitem fazer o que quiser na máquina... Menos gravar meus CDs de backup e os "D-Files"
Gravei um Cd bom como há muito tempo não gravava. Sem nenhuma vinheta de desenhos animados, já que as vinhetas estão na outra máquina, e elas se recusam a entrar em rede de novo. Mas era um CD que eu estava na espreita para tirar da prensa desde janeiro.
. Iris, do Goo Goo Dolls. City of Angels, e A música, pelo conjunto da obra.
. De música ligeira, dos Paralamas. Várias baladas no final de novembro...
. Complicated, da Avril Lavigne. "Why U have to go and make things so complicated?"
. Amor pra recomeçar, com o Frejat. Acústico. Bárbaro. Sucinto e singelo.
. Spiderwebs, do No Doubt. Ernesto, eu só penso em você com essa música!!!
. Ela disse adeus, ao vivaço (Rá, e quem fala assim?), dos Paralamas. Serginho, Serginho...
. Iris, Goo Goo Dolls, dessa vez acústico.
. One Headlight, com o gostoso Jakob Dylan... Uh, tá, os Wallflowers fazem uma participação
. Bigmouth Strikes Again, dos Smiths. Música para levantar o astral.
. Livin' la vida loca, com os Toy Dolls. Creiam, Rick Martin merece um beijo por ter feito essa música!
. Adagio for Strings, do Samuel Barber. Alguém viu Platoon? A música do monólogo final?
. São Paulo, do 365. Meu hino de luta, atualmente.
. James Bond, com os Toy Dolls. Uma boa dica de banda gera curiosidade sobre as outras músicas...
. Maybe, da Janis Joplin. Incrivelmente uma música que me devolve uma pessoa de quem quero distância...
. Mais Feliz, da Calcanhoto. Alguém sabia que foi escrita pelo Cazuza. Talvez uma das poucas coisas que eu gosto dele... "Fura o dedo, faz um pacto comigo, por um segundo teu no meu. Por um segundo mais feliz"
. Marina no ar, Guilherme Arantes. Há anos na lista top 20. "Meus silêncios, minhas noites vãs, minhas manhãs desertas de paixão, meu coração se sol, meu sonho de amor, desejo de quere tudo o q vc quiser"
. King of Swing, Big Bad Voodoo Daddy. "Foi um gol de anjo, verdadeiro gol de placa!"
. Mr. Pinstripe Suit, do BBVD. Outro golaço, no meio do segundo tempo.
********
Pausa rápida. Fanfarra descendo a Ladeira, subi correndo com a câmera. Ora, eu disse que não gostava de carnaval, mas eu AMO fanfarras! Poucas coisas me emocionam tanto quanto uma delicada banda de sopros. Era uma pequenininha, estou sem flash para a cam, e era de de um bloco de travestidos.
Eu fico imaginado... Se eu estou casada, e surpreendo o desinfeliz na sexta-feira de carnaval, vestido de top e saia preta, com uma peruca loura abaixo da bunda, bêbado que nem um peru no natal, chamando o taxista de "Meu neguinho, meu bofão", não dá divórcio?
********
O apartamento de cima virou gringolândia. Aliás, esse prédio parece sede da ONU. Há uns anos, foram uns israelitas (ou "enses"?). Acho que já tivemos franceses, tem um americano que mora aqui. Esses eu ainda não consegui descobrir de onde são... Mas vou me empenhar fortemente para descobrir até o final do carnaval. Nenhum troféu "Oh, Lord, Thanx!", nenhum selo "Oh-yeah, babe". Mas dá pra incluir como guarnição no prato do dia...
********
COMPREI MEU PIERCING DO NARIZ!!
Uma bolinha de prata linda, linda, linda, mínima, fofa, charmosa. Até a mamãe concordou que vai ficar linda!!! Só que preciso esperar a rinite passar, ou mudar de cidade para não ter mais afecções nasais. Uh... Alguém falou em SP? A cidade onde espantosamente não tive um problema com o focinho?
********
Estava relendo um diário antigo, ainda em papel, que eu mantinha ano passado. Considerações com um ano de delay:
1. Deixei passar o aniversário do Nando (04.02) e do Rô (05.02). Do Nando ele entende, mas DO RÔ??? Segundo ano consecutivo? Que porra de ex-date que eu sou?
2. Quanta mágoa guardada... Tracei um paralelo entre os dias de janeiro do ano passado e os desse ano, e que diferença brutal! Que guria amarga, quanto ranço do passado... Mas era passado mesmo! A banda, o ex-namorado. Eu passava horas ouvindo a demo feita pela banda do ex, elucubrando sobre "Onde vai essa noite, nem vou perguntar...".
3. Eu ainda tinha bem-traçados planos profissionais. Hoje em dia eu "malmente" tenho metas...
4. Bem ou mal, minha vida não estava esse banzé no Velho Oeste que está agora. A cabeça nas nuvens, mas os pés no chão. Não o contrário.
5. Meu investimento no "efsher" (possibilidade) da temporada daria superávit. Não faturei nem grana nem o carinha.
********
Alguém tem uma placa mãe e um processador de pentium 3 para vender?
********
H.m.Q., mil perdões, mas pro Rio não vou, não. Cidade sitiada, Av. Brasil fechada, zona sul num pandemônio, D. Rosângela Matheus governadora... Eu não mereço isso! Quem votou nela merece, mas eu? Meu voto continua bem dado aqui na Boa Terra.
Escrever em WordPad é um exercício de fé. E ainda mais: o mouse morreu. Deus, obrigada pelo conhecimento mínimo de teclas de atalho, que me permitem fazer o que quiser na máquina... Menos gravar meus CDs de backup e os "D-Files"
Gravei um Cd bom como há muito tempo não gravava. Sem nenhuma vinheta de desenhos animados, já que as vinhetas estão na outra máquina, e elas se recusam a entrar em rede de novo. Mas era um CD que eu estava na espreita para tirar da prensa desde janeiro.
. Iris, do Goo Goo Dolls. City of Angels, e A música, pelo conjunto da obra.
. De música ligeira, dos Paralamas. Várias baladas no final de novembro...
. Complicated, da Avril Lavigne. "Why U have to go and make things so complicated?"
. Amor pra recomeçar, com o Frejat. Acústico. Bárbaro. Sucinto e singelo.
. Spiderwebs, do No Doubt. Ernesto, eu só penso em você com essa música!!!
. Ela disse adeus, ao vivaço (Rá, e quem fala assim?), dos Paralamas. Serginho, Serginho...
. Iris, Goo Goo Dolls, dessa vez acústico.
. One Headlight, com o gostoso Jakob Dylan... Uh, tá, os Wallflowers fazem uma participação
. Bigmouth Strikes Again, dos Smiths. Música para levantar o astral.
. Livin' la vida loca, com os Toy Dolls. Creiam, Rick Martin merece um beijo por ter feito essa música!
. Adagio for Strings, do Samuel Barber. Alguém viu Platoon? A música do monólogo final?
. São Paulo, do 365. Meu hino de luta, atualmente.
. James Bond, com os Toy Dolls. Uma boa dica de banda gera curiosidade sobre as outras músicas...
. Maybe, da Janis Joplin. Incrivelmente uma música que me devolve uma pessoa de quem quero distância...
. Mais Feliz, da Calcanhoto. Alguém sabia que foi escrita pelo Cazuza. Talvez uma das poucas coisas que eu gosto dele... "Fura o dedo, faz um pacto comigo, por um segundo teu no meu. Por um segundo mais feliz"
. Marina no ar, Guilherme Arantes. Há anos na lista top 20. "Meus silêncios, minhas noites vãs, minhas manhãs desertas de paixão, meu coração se sol, meu sonho de amor, desejo de quere tudo o q vc quiser"
. King of Swing, Big Bad Voodoo Daddy. "Foi um gol de anjo, verdadeiro gol de placa!"
. Mr. Pinstripe Suit, do BBVD. Outro golaço, no meio do segundo tempo.
********
Pausa rápida. Fanfarra descendo a Ladeira, subi correndo com a câmera. Ora, eu disse que não gostava de carnaval, mas eu AMO fanfarras! Poucas coisas me emocionam tanto quanto uma delicada banda de sopros. Era uma pequenininha, estou sem flash para a cam, e era de de um bloco de travestidos.
Eu fico imaginado... Se eu estou casada, e surpreendo o desinfeliz na sexta-feira de carnaval, vestido de top e saia preta, com uma peruca loura abaixo da bunda, bêbado que nem um peru no natal, chamando o taxista de "Meu neguinho, meu bofão", não dá divórcio?
********
O apartamento de cima virou gringolândia. Aliás, esse prédio parece sede da ONU. Há uns anos, foram uns israelitas (ou "enses"?). Acho que já tivemos franceses, tem um americano que mora aqui. Esses eu ainda não consegui descobrir de onde são... Mas vou me empenhar fortemente para descobrir até o final do carnaval. Nenhum troféu "Oh, Lord, Thanx!", nenhum selo "Oh-yeah, babe". Mas dá pra incluir como guarnição no prato do dia...
********
COMPREI MEU PIERCING DO NARIZ!!
Uma bolinha de prata linda, linda, linda, mínima, fofa, charmosa. Até a mamãe concordou que vai ficar linda!!! Só que preciso esperar a rinite passar, ou mudar de cidade para não ter mais afecções nasais. Uh... Alguém falou em SP? A cidade onde espantosamente não tive um problema com o focinho?
********
Estava relendo um diário antigo, ainda em papel, que eu mantinha ano passado. Considerações com um ano de delay:
1. Deixei passar o aniversário do Nando (04.02) e do Rô (05.02). Do Nando ele entende, mas DO RÔ??? Segundo ano consecutivo? Que porra de ex-date que eu sou?
2. Quanta mágoa guardada... Tracei um paralelo entre os dias de janeiro do ano passado e os desse ano, e que diferença brutal! Que guria amarga, quanto ranço do passado... Mas era passado mesmo! A banda, o ex-namorado. Eu passava horas ouvindo a demo feita pela banda do ex, elucubrando sobre "Onde vai essa noite, nem vou perguntar...".
3. Eu ainda tinha bem-traçados planos profissionais. Hoje em dia eu "malmente" tenho metas...
4. Bem ou mal, minha vida não estava esse banzé no Velho Oeste que está agora. A cabeça nas nuvens, mas os pés no chão. Não o contrário.
5. Meu investimento no "efsher" (possibilidade) da temporada daria superávit. Não faturei nem grana nem o carinha.
********
Alguém tem uma placa mãe e um processador de pentium 3 para vender?
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H.m.Q., mil perdões, mas pro Rio não vou, não. Cidade sitiada, Av. Brasil fechada, zona sul num pandemônio, D. Rosângela Matheus governadora... Eu não mereço isso! Quem votou nela merece, mas eu? Meu voto continua bem dado aqui na Boa Terra.
quinta-feira, fevereiro 27, 2003
Sinais - A vida está querendo te dizer alguma coisa quando parece que todos estão errados e apenas você tem razão.
Pescado lá, nos Piores...
Pescado lá, nos Piores...
Doar sangue. E isso não faz de mim um ser humano melhor. Isso só faz de mim um ser humano.
********
E nem dei o showzinho habitual. só parecia a irmã com problemas mentais da Algas.
********
Comprei as mídias!!! Capitão Gancho Records ataca de novo!
********
Recebi da Band. Ponto. Humpf. Não dá nem pra pagar as contas. Mas pelo menos recebi. Só falta o outro, lá...
********
Salvador já está parada. Não se anda mais de ônibus por essa cidade, e o tráfego na minha rua vai ser interrompido hoje, às 18:00. Cinco da matina e eu estava acordada, com a asa da águia sobre os olhos, os travesseiros tapando os ouvidos e nada... Uma barulheira dos infernos de trios descendo a Ladeira. E estou ouvindo outro agora... Deus, faz com que eu tenha uma boa surpresa no Carnaval deste ano, por favor!
********
Tenho medo de ser reprovada no quesito "Cara e Coragem". Não sei se vai valer a pena, mesmo, sair daqui para um risco desses. Principalmente agora, que estou tão fragilizada, tão sozinha, tão confusa...
********
NÃO CONSIGO MAIS ALTERAR UM TEMPLATE!!!
Vou ter que começar um novo...
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E nem dei o showzinho habitual. só parecia a irmã com problemas mentais da Algas.
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Comprei as mídias!!! Capitão Gancho Records ataca de novo!
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Recebi da Band. Ponto. Humpf. Não dá nem pra pagar as contas. Mas pelo menos recebi. Só falta o outro, lá...
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Salvador já está parada. Não se anda mais de ônibus por essa cidade, e o tráfego na minha rua vai ser interrompido hoje, às 18:00. Cinco da matina e eu estava acordada, com a asa da águia sobre os olhos, os travesseiros tapando os ouvidos e nada... Uma barulheira dos infernos de trios descendo a Ladeira. E estou ouvindo outro agora... Deus, faz com que eu tenha uma boa surpresa no Carnaval deste ano, por favor!
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Tenho medo de ser reprovada no quesito "Cara e Coragem". Não sei se vai valer a pena, mesmo, sair daqui para um risco desses. Principalmente agora, que estou tão fragilizada, tão sozinha, tão confusa...
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NÃO CONSIGO MAIS ALTERAR UM TEMPLATE!!!
Vou ter que começar um novo...
Deus estava num dia especialmente bom quando fez esse tal de Edgar Piccoli... Selo "Oh-yeah, babe" pra ele!!!
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Futilidade 2: (pausadamente)
— O que é Dashboard Confessional? Onde eu estive nos últimos tempos que só os conheci há três dias???
— O que é "Nothing Else Matters" com Apocalyptica e Metallica???
— Outro selo "Oh-yeah, babe": Tomati, do Sexteto do Jô. Isso não é um homem, é um sonho realizado!
— Quer dizer que além de bonito ele ainda fala??? E canta como o Benjor??? Ai, Edgar, paulista com molejo carioca, malandro de ocasião...
********
O projeto "Monte o seu próprio cafajeste" está de vento em popa. No último domingo, o modelo de cafa foi o F., que parece ter sido talhado para esse papel. Gola por cima da lapela do blazer, peito exposto por três botões abertos da camisa, óculos escuros, corte de cabelo adequadíssimo... Sucesso de público e crítica!
Hoje o protocafa foi o J., mas foi uma montagem por telefone... Só daqui a duas semanas, quando estiver em solo sagrado, para transformar o bonitinho num cafa de marca maior... E assim o mundo vai ficando mais colorido, mais divertido. Mesmo porque TODO homem é cafajeste. Cedo ou tarde aflora...
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Futilidade 2: (pausadamente)
— O que é Dashboard Confessional? Onde eu estive nos últimos tempos que só os conheci há três dias???
— O que é "Nothing Else Matters" com Apocalyptica e Metallica???
— Outro selo "Oh-yeah, babe": Tomati, do Sexteto do Jô. Isso não é um homem, é um sonho realizado!
— Quer dizer que além de bonito ele ainda fala??? E canta como o Benjor??? Ai, Edgar, paulista com molejo carioca, malandro de ocasião...
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O projeto "Monte o seu próprio cafajeste" está de vento em popa. No último domingo, o modelo de cafa foi o F., que parece ter sido talhado para esse papel. Gola por cima da lapela do blazer, peito exposto por três botões abertos da camisa, óculos escuros, corte de cabelo adequadíssimo... Sucesso de público e crítica!
Hoje o protocafa foi o J., mas foi uma montagem por telefone... Só daqui a duas semanas, quando estiver em solo sagrado, para transformar o bonitinho num cafa de marca maior... E assim o mundo vai ficando mais colorido, mais divertido. Mesmo porque TODO homem é cafajeste. Cedo ou tarde aflora...
quarta-feira, fevereiro 26, 2003
Eu preciso aprender a controlar a língua, e nunca mais dizer que não me meto em certas situações novamente. E basta um único contato para que a determinação vá ao chão.
Mas esse era um crime anunciado. Há anos um crime anunciado, e nunca foi falado tão abertamente entre nós como está sendo agora. Me assusta porque não estou reagindo da maneira adequada, não estou exultante, não estou sapateando de alegria. E deveria estar. Eu quis. Eu provoquei. Eu deixei brechas.
Mas será que eu tenho direito de refugar quando chegar a hora?
(Tem, porque as regras quem faz é você e ninguém melhor para quebrá-las!)
********
Eu queria poder voltar a sapatear de alegria numa ocasião dessas. Seca, Atacama humano, árida, mais pra bitter do que pra sweet, anecúmena.
********
Horóscopo para Gêmeos, Árvore do Bem
"O céu está dando sinal verde para amor. Os que começarem agora podem durar por muito tempo e os que já existem podem ganhar uma nova profundidade. Não tenha medo de assumir um compromisso."
Aié? E em qual categoria eu coloco esse imbróglio? Antigo ou novo? Medo de assumir um compromisso? Uh... Veja bem, não é medo... É respeito...
********
Há uma semana estava vendo um bar alemão na Dr. César, Z. Norte de São Paulo. Eles vendem Vagens ao Molho de Mostarda (e a boca está enchendo d'água só de pensar), e mais several coisinhas legais da culinária germânica. Jurei que ia lá na primeira semana de volta à São Paulo.
E agora, maravilha das maravilhas, acabo de receber uma batelada de sugestões de apartamentos para alugar lá na minha terra, com endereços, descrições e tudo o mais. O que eu mais gostei fica... Adivinha onde? Rua Alfredo Pujol com a Dr. César!!!!! Jesus piedoso, vou passar a assinar Fraulein Henning!!! Passar a me comportar como um ser recém-chegado do tirol... Uh... Mostarda Escurrrra, Frrritada do Tirol, toneladas de würst!
********
Tudo o que eu queria, hoje, é que eu tivesse dinheiro suficiente para embarcar para uma cidade escolhida a dedo, sozinha, para encontrar amigos queridos, zoar, tomar vários pilequinhos leves de maria mole, batidinha de coco, andar a esmo, fotografar, rir, ouvir música, opinar em novas composições, pensar seriamente em comprar ferromodelos, discutir noites a fio sobre planos mirabolantes de ocupação militar de espaços civis. Depois disso, embarcar de novo para Salvador, e resolver o restinho que falta antes de me mudar de vez.
Mas esse era um crime anunciado. Há anos um crime anunciado, e nunca foi falado tão abertamente entre nós como está sendo agora. Me assusta porque não estou reagindo da maneira adequada, não estou exultante, não estou sapateando de alegria. E deveria estar. Eu quis. Eu provoquei. Eu deixei brechas.
Mas será que eu tenho direito de refugar quando chegar a hora?
(Tem, porque as regras quem faz é você e ninguém melhor para quebrá-las!)
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Eu queria poder voltar a sapatear de alegria numa ocasião dessas. Seca, Atacama humano, árida, mais pra bitter do que pra sweet, anecúmena.
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Horóscopo para Gêmeos, Árvore do Bem
"O céu está dando sinal verde para amor. Os que começarem agora podem durar por muito tempo e os que já existem podem ganhar uma nova profundidade. Não tenha medo de assumir um compromisso."
Aié? E em qual categoria eu coloco esse imbróglio? Antigo ou novo? Medo de assumir um compromisso? Uh... Veja bem, não é medo... É respeito...
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Há uma semana estava vendo um bar alemão na Dr. César, Z. Norte de São Paulo. Eles vendem Vagens ao Molho de Mostarda (e a boca está enchendo d'água só de pensar), e mais several coisinhas legais da culinária germânica. Jurei que ia lá na primeira semana de volta à São Paulo.
E agora, maravilha das maravilhas, acabo de receber uma batelada de sugestões de apartamentos para alugar lá na minha terra, com endereços, descrições e tudo o mais. O que eu mais gostei fica... Adivinha onde? Rua Alfredo Pujol com a Dr. César!!!!! Jesus piedoso, vou passar a assinar Fraulein Henning!!! Passar a me comportar como um ser recém-chegado do tirol... Uh... Mostarda Escurrrra, Frrritada do Tirol, toneladas de würst!
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Tudo o que eu queria, hoje, é que eu tivesse dinheiro suficiente para embarcar para uma cidade escolhida a dedo, sozinha, para encontrar amigos queridos, zoar, tomar vários pilequinhos leves de maria mole, batidinha de coco, andar a esmo, fotografar, rir, ouvir música, opinar em novas composições, pensar seriamente em comprar ferromodelos, discutir noites a fio sobre planos mirabolantes de ocupação militar de espaços civis. Depois disso, embarcar de novo para Salvador, e resolver o restinho que falta antes de me mudar de vez.
Fugi de um livro pro outro por causa da descrição de um personagem. Fantasmagórica.
Caí em "Bag of Bones", do King máximo, o Stephen. Quem já leu aí? Alguém se lembra do nome de DOIS dos personagens principais?
Vou ler só revista em quadrinhos, agora, e Julia, Bianca e Sabrina.
********
Highlander (ou "Cenas do Linha Direta")
Ele já foi cuspido, espancado, molhado, espremido, rechaçado, humilhado, posto de lado, melado, roubado duas vezes, devolvido incólume, ameaçado, derrubado. Saiu de todas os incidentes quase sem marcas; conservou somente aquelas que o tornariam mais charmoso.
É considerado velho, obsoleto. Ia ser aposentado há 50 dias. Forças ocultas impediram que isso acontecesse. Deus sabe o que faz. Meu celular. Ele suportou todas as ofensas calado. Quer dizer, só falava quando eu mandava (ou apertava o botão send).
Domingo, 23 de fevereiro de 2003.
A menina está na janela, fofocando com um amigo pelo celular. Noite estrelada, gosto de dia bom na boca. Ela não sabe, mas em dez minutos o telefone terá voado para o primeiro andar.
E assim se deu. Num desequilibrio, o celular dançou recortado contra as estrelas e mergulhou no desconhecido. A conversa gostosa afundou junto, levando as esperanças de que ainda desse para esperar mais uns dois meses para trocar o celular. Morto.
Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003.
Dia cinza, como convém. Posso até discorrer sobre outro dia 24 de fevereiro, sábado de Carnaval de dois anos atrás. Sonolenta, escorro da cama como mercúrio líquido. Cambaleio até a sala, sento no computador, emails a checar.
Algas, sorridente:
— Dani, seu celular voltou!
— Como?!? (Bateu na porta e entrou, Pedro Bó...)
— A vizinha veio trazer aqui depois que o papai ligou.
— E como está o paciente?!
— Falando, bem, consciente! Eu só desliguei porque você estava dormindo.
— Meu filho, meu filhinho, seremos inseparáveis, agora! Não me importo que você não mande mensagens de texto, que você não seja WAP, nada! Me importa o nosso amor!
********
Oitavo.
Quarto.
Segundo.
Acho que a progressão geométrica acabou. Cada um com seu dano correspondente. Acho que a maldição se foi de vez.
********
Uh... 24 de fevereiro de dois anos atrás? Dia de quase luto; dia em que os fogos de artifício coloriram as minhas lágrimas de dor. Fale agora ou cale-se para sempre. E eu calei. Calei até novembro do ano passado. Quieta, muda, na espreita, curando o coração. Procurando uma explicação somewhere in my broken heart.
Eu nunca achei. Amor só não justificaria os últimos cinco anos. E tive que engolir flores, babados, convites bregas, festas, bolos, vestidos de noiva. Tudo branco e incômodo, era como estar comendo giz em quantidades obscenas. Branco e incômodo como giz. E os fogos de artíficio do Camarote da Daniela Mercury, que eu vejo confortavelmente instalada na minha cama, só faziam tingir de um vermelho macabro a fazenda de um absurdo pensamento em branco.
Vermelho no céu, vermelho na alma, vermelho nos olhos, olhos que cansaram de deixar cair as lágrimas do amor perdido. Tem dois anos, e naquele dia eu achei que todo pranto tinha cessado.
Como um pensamento que não cala, passei o dia voltando àquele compatirmento do pensamento, tão habilmente escondido por sorrisos, laços e alegria. Até as oito e meia da noite. Fogos, fogos no céu, cinza no coração. Cinzas de rosas trocadas, cinzas dos olhos verdes que um dia foram meus, e que naquela hora fitavam amorosamente um duvidoso arranjo de branco, flores de laranjeira, maquiagem cafona e pouco cérebro.
Mais do que nele, que escolheu o cardápio da própria vida, doeu em mim. Eu, sempre ciosa da minha alimentação, cuidadosa, caprichosa, ao ponto de passar fome em algumas épocas para não baixar o padrão, tendo que digerir quilômetros de tule vagabundo, fitas de cetim, arranjos de papel nacarado. Tudo branco e incômodo, como engolir giz.
Caí em "Bag of Bones", do King máximo, o Stephen. Quem já leu aí? Alguém se lembra do nome de DOIS dos personagens principais?
Vou ler só revista em quadrinhos, agora, e Julia, Bianca e Sabrina.
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Highlander (ou "Cenas do Linha Direta")
Ele já foi cuspido, espancado, molhado, espremido, rechaçado, humilhado, posto de lado, melado, roubado duas vezes, devolvido incólume, ameaçado, derrubado. Saiu de todas os incidentes quase sem marcas; conservou somente aquelas que o tornariam mais charmoso.
É considerado velho, obsoleto. Ia ser aposentado há 50 dias. Forças ocultas impediram que isso acontecesse. Deus sabe o que faz. Meu celular. Ele suportou todas as ofensas calado. Quer dizer, só falava quando eu mandava (ou apertava o botão send).
Domingo, 23 de fevereiro de 2003.
A menina está na janela, fofocando com um amigo pelo celular. Noite estrelada, gosto de dia bom na boca. Ela não sabe, mas em dez minutos o telefone terá voado para o primeiro andar.
E assim se deu. Num desequilibrio, o celular dançou recortado contra as estrelas e mergulhou no desconhecido. A conversa gostosa afundou junto, levando as esperanças de que ainda desse para esperar mais uns dois meses para trocar o celular. Morto.
Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003.
Dia cinza, como convém. Posso até discorrer sobre outro dia 24 de fevereiro, sábado de Carnaval de dois anos atrás. Sonolenta, escorro da cama como mercúrio líquido. Cambaleio até a sala, sento no computador, emails a checar.
Algas, sorridente:
— Dani, seu celular voltou!
— Como?!? (Bateu na porta e entrou, Pedro Bó...)
— A vizinha veio trazer aqui depois que o papai ligou.
— E como está o paciente?!
— Falando, bem, consciente! Eu só desliguei porque você estava dormindo.
— Meu filho, meu filhinho, seremos inseparáveis, agora! Não me importo que você não mande mensagens de texto, que você não seja WAP, nada! Me importa o nosso amor!
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Oitavo.
Quarto.
Segundo.
Acho que a progressão geométrica acabou. Cada um com seu dano correspondente. Acho que a maldição se foi de vez.
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Uh... 24 de fevereiro de dois anos atrás? Dia de quase luto; dia em que os fogos de artifício coloriram as minhas lágrimas de dor. Fale agora ou cale-se para sempre. E eu calei. Calei até novembro do ano passado. Quieta, muda, na espreita, curando o coração. Procurando uma explicação somewhere in my broken heart.
Eu nunca achei. Amor só não justificaria os últimos cinco anos. E tive que engolir flores, babados, convites bregas, festas, bolos, vestidos de noiva. Tudo branco e incômodo, era como estar comendo giz em quantidades obscenas. Branco e incômodo como giz. E os fogos de artíficio do Camarote da Daniela Mercury, que eu vejo confortavelmente instalada na minha cama, só faziam tingir de um vermelho macabro a fazenda de um absurdo pensamento em branco.
Vermelho no céu, vermelho na alma, vermelho nos olhos, olhos que cansaram de deixar cair as lágrimas do amor perdido. Tem dois anos, e naquele dia eu achei que todo pranto tinha cessado.
Como um pensamento que não cala, passei o dia voltando àquele compatirmento do pensamento, tão habilmente escondido por sorrisos, laços e alegria. Até as oito e meia da noite. Fogos, fogos no céu, cinza no coração. Cinzas de rosas trocadas, cinzas dos olhos verdes que um dia foram meus, e que naquela hora fitavam amorosamente um duvidoso arranjo de branco, flores de laranjeira, maquiagem cafona e pouco cérebro.
Mais do que nele, que escolheu o cardápio da própria vida, doeu em mim. Eu, sempre ciosa da minha alimentação, cuidadosa, caprichosa, ao ponto de passar fome em algumas épocas para não baixar o padrão, tendo que digerir quilômetros de tule vagabundo, fitas de cetim, arranjos de papel nacarado. Tudo branco e incômodo, como engolir giz.
segunda-feira, fevereiro 24, 2003
Longa carta pra ninguém
"Ilma. Senhora:
Informamos que as medidas cabíveis já foram tomadas, com relação ao episódio de ontem. Os Senhores seus Joelhos já foram advertidos para que reduzam as atividades até o indispensável. As bolhas d'água já foram convocadas para tornar a sola dos meus clientes um inferno, evitando que a Senhora faça uso indevido das habilidades profissionais destes a quem representamos. As atividades flexionais patelares serão executadas em "Operação Tartaruga" pelas próximas 48 horas, prorrogáveis por tempo indeterminado.
Tendo em vista o seu excelente comportamento diante do buffet e dos garçons de bebidas, resolvemos ignorar a montanha absurda de quindins que V.Sa. degustou. Havemos de concordar: aqueles quindins estavam de qualquer lugar do outro lado da vida! E vamos arquivar também o processo que o seu estômago movia contra a Senhora. Pelo menos nesse evento, consideremos que o consumo de Frangelico era justificado. "Álcool para fins meramente medicinais". E que não se repita. Foi formada uma junta multidisciplinar de membros do Conselho Tutelar do Estômago da Dani, e em face das decisões tomadas, resolvemos pôr fim a uma insurreição de ordem digestiva.
Entendemos a necessidade dos saltos altos. Mas 12 horas, Daniela? Não havia motivos para ficar 12 horas em cima de saltos altíssimos como a própria vida! Também não foi encontrada uma explicação para que V.Sa. ficasse mais da metade do tempo em pé, na rodinha dos amigos, torrando a carcaça ao sol. não de saltos altíssimos e toda paramentada de negro, perigosa e altaneira como uma mafiosa.
Mas a piece de resistence se foi quando a Ilma. Senhora resolveu resgatar a juventude perdida e saiu aos rodopios pelo gramado, dançando aquela música do Roberto Carlos com o amigo Reurê. Isso foi ofensivo, injustificável. Imperdoável.
Esperamos que as medidas surtam os efeitos desejados. Informamos também que a reincidência nas faltas serão punidas com sanções rigorosas, de caráter punitivo. Será acionada a Senhora Dor de Coluna, os Senhores Seus Joelhos serão instruídos a cessarem o atendimento à V. Sa. até que regularize a utilização dos meios de locomoção que lhe foram ofertados. Passarão anos até que o episódio da "Daniela bailando pela GRAMA ao som daquela música do Roberto Carlos" seja esmaecido da nossa memória. Lamentável.
Atenciosamente,
Artelho e Aquiles, o Tendão
Departamento Jurídico
PÉS INC."
********
Besteira demais pra um dia de chuva, né?
"Ilma. Senhora:
Informamos que as medidas cabíveis já foram tomadas, com relação ao episódio de ontem. Os Senhores seus Joelhos já foram advertidos para que reduzam as atividades até o indispensável. As bolhas d'água já foram convocadas para tornar a sola dos meus clientes um inferno, evitando que a Senhora faça uso indevido das habilidades profissionais destes a quem representamos. As atividades flexionais patelares serão executadas em "Operação Tartaruga" pelas próximas 48 horas, prorrogáveis por tempo indeterminado.
Tendo em vista o seu excelente comportamento diante do buffet e dos garçons de bebidas, resolvemos ignorar a montanha absurda de quindins que V.Sa. degustou. Havemos de concordar: aqueles quindins estavam de qualquer lugar do outro lado da vida! E vamos arquivar também o processo que o seu estômago movia contra a Senhora. Pelo menos nesse evento, consideremos que o consumo de Frangelico era justificado. "Álcool para fins meramente medicinais". E que não se repita. Foi formada uma junta multidisciplinar de membros do Conselho Tutelar do Estômago da Dani, e em face das decisões tomadas, resolvemos pôr fim a uma insurreição de ordem digestiva.
Entendemos a necessidade dos saltos altos. Mas 12 horas, Daniela? Não havia motivos para ficar 12 horas em cima de saltos altíssimos como a própria vida! Também não foi encontrada uma explicação para que V.Sa. ficasse mais da metade do tempo em pé, na rodinha dos amigos, torrando a carcaça ao sol. não de saltos altíssimos e toda paramentada de negro, perigosa e altaneira como uma mafiosa.
Mas a piece de resistence se foi quando a Ilma. Senhora resolveu resgatar a juventude perdida e saiu aos rodopios pelo gramado, dançando aquela música do Roberto Carlos com o amigo Reurê. Isso foi ofensivo, injustificável. Imperdoável.
Esperamos que as medidas surtam os efeitos desejados. Informamos também que a reincidência nas faltas serão punidas com sanções rigorosas, de caráter punitivo. Será acionada a Senhora Dor de Coluna, os Senhores Seus Joelhos serão instruídos a cessarem o atendimento à V. Sa. até que regularize a utilização dos meios de locomoção que lhe foram ofertados. Passarão anos até que o episódio da "Daniela bailando pela GRAMA ao som daquela música do Roberto Carlos" seja esmaecido da nossa memória. Lamentável.
Atenciosamente,
Artelho e Aquiles, o Tendão
Departamento Jurídico
PÉS INC."
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Besteira demais pra um dia de chuva, né?
Deja vu
— Vamos embora?
— Quando
— Mês que vem.
— Pode ser julho?
— Negócio fechado!
E das sombras fizeram a luz. Da dor, tirou-se a lição. Da aflição, a solução. E os olhos brilharam, de novo. Vórtice, loop do tempo, que faz com que estejamos sempre vivendo as mesmas coisas. Às vezes, até mesmo com a mesma pessoa.
Pode ser que não dê certo. Mas o que realmente importa é a renovação dos planos de sucesso.
********
Daniela versão Eminem: elástico da calcinha-cueca pra fora da saia. Por que raios ninguém gostou?
********
Uma bela, bela declaração de amor... Esse Gil, o Gilberto, é um mago.
"Vamos fugir
Deste lugar
Vamos fugir
Pra onde quer que você vá
Que você me carregue"
— Vamos embora?
— Quando
— Mês que vem.
— Pode ser julho?
— Negócio fechado!
E das sombras fizeram a luz. Da dor, tirou-se a lição. Da aflição, a solução. E os olhos brilharam, de novo. Vórtice, loop do tempo, que faz com que estejamos sempre vivendo as mesmas coisas. Às vezes, até mesmo com a mesma pessoa.
Pode ser que não dê certo. Mas o que realmente importa é a renovação dos planos de sucesso.
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Daniela versão Eminem: elástico da calcinha-cueca pra fora da saia. Por que raios ninguém gostou?
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Uma bela, bela declaração de amor... Esse Gil, o Gilberto, é um mago.
"Vamos fugir
Deste lugar
Vamos fugir
Pra onde quer que você vá
Que você me carregue"
domingo, fevereiro 23, 2003
Por quatro segundos eu não apertei o botão "Colocar na cesta de compras" para o box do Godfather e o Back to the Future. Sejamos práticos: eu não quero nem levar a televisão agora, que dirá comprar um DVD...
E na minha top five list, ainda faltam:
1. Platoon
2. Best Men
3. Streets of Fire
4. O mágico de Oz
5. The Thin Red Line
********
Preciso terminar de saborear a noite de hoje para poder jogar na roda. Noite que vai de caminhões da TV Tarobá até um banho mágico de mar.
********
Uh... Não sei se quero de verdade, mas pode ser que eu tenha que adiar obrigatoriamente a minha ida pra Pasárgada.
No pain, no gain...
********
Sejamos práticos de novo: querer é o de menos. As vantagens, financeiras e de network, é que são elas...
E na minha top five list, ainda faltam:
1. Platoon
2. Best Men
3. Streets of Fire
4. O mágico de Oz
5. The Thin Red Line
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Preciso terminar de saborear a noite de hoje para poder jogar na roda. Noite que vai de caminhões da TV Tarobá até um banho mágico de mar.
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Uh... Não sei se quero de verdade, mas pode ser que eu tenha que adiar obrigatoriamente a minha ida pra Pasárgada.
No pain, no gain...
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Sejamos práticos de novo: querer é o de menos. As vantagens, financeiras e de network, é que são elas...
sábado, fevereiro 22, 2003
Estou procurando as serpentes que o Mumm-rá usa no peito para me tatuar. Lembrei com mais de um mês de delay: por que raios eu sempre me apaixono pelas serpentes do mal? A última foi achada por um amigo que mandou pra mim, lindinha, em forma de oitos empilhados. A bomba: são demônios!
E ontem, depois de assistir pela enésima vez os Thundercats, apaixonei pelas serpentes que o Mumm-rá usa como escudo no peito. Alguém, por favor, se souber de alguma coisa que redima o Mumm-rá de todo o mal que ele fez, ou se souber de alguma passagem boa da vida dele, poderia mandar a história para esse email?
********
Se tiver alguma imagem de serpente bacaninha, também tá valendo!
********
Uh... Praia? Agora? Primeira chamada!
********
E daí que é de noite? Brincar de pique-pega (eu ia dizer pega-pega, mas ia ficar feeeeeio...), rir, lavar a alma, a aura, divertir o soma, virar criança. Eu ia levar a águia, mas não sei qual a relação dos seres de penapelúcia com o mar. E a areia... mas lá tem roedores. Uh... Acho que ela vai!
E ontem, depois de assistir pela enésima vez os Thundercats, apaixonei pelas serpentes que o Mumm-rá usa como escudo no peito. Alguém, por favor, se souber de alguma coisa que redima o Mumm-rá de todo o mal que ele fez, ou se souber de alguma passagem boa da vida dele, poderia mandar a história para esse email?
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Se tiver alguma imagem de serpente bacaninha, também tá valendo!
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Uh... Praia? Agora? Primeira chamada!
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E daí que é de noite? Brincar de pique-pega (eu ia dizer pega-pega, mas ia ficar feeeeeio...), rir, lavar a alma, a aura, divertir o soma, virar criança. Eu ia levar a águia, mas não sei qual a relação dos seres de penapelúcia com o mar. E a areia... mas lá tem roedores. Uh... Acho que ela vai!
Fractais*
- Foca, Braga, Rômulo, eu.
- Fritada do Tirol, Heinhart, Maria Alice, Jackie, Coca Light.
- Neto ensinando alemão e francês pelo telefone (ele em Minas, nós na Bahia), Braga nos matando de inveja (do bem) pela lua de mel que vai passar na Polinésia Francesa (embarca segunda).
- Discussões acaloradas sobre a bossa nova, trilhas de novelas, porres na Europa, porres em Alagoas, porres na Bahia.
- Braga é o elo entre mim, o Rômulo, o meu ex-namorado, Realengo e Natal.
- Noite boa, lendo mensagens antigas de texto no celular. Bateu saudade que dói.
- Pouco mais de cinco cigarros a noite toda! Oito (Rá!), a bem da verdade...
- "Filhos: melhor não tê-los!
(Mas se não tê-los, como sabe-los?)" Os times se dividem. Eu de um lado, eles do outro. Duas abstenções.
- Planos para ser feliz: vários.
- Confirmação de que o amor entre nós nunca morre.
- Casamento do Braga domingo. Planos. Relatos.
- Felizes. Todos.
- Todos.
- Amém.
********
Onde? Uh... Bistrô?
********
* Nota de Rodapé
"A ciência dos fractais apresenta estruturas geométricas de grande complexidade e beleza infinita, ligadas às formas da natureza, ao desenvolvimento da vida e à própria compreensão do universo. São imagens de objetos abstratos que possuem o caráter de onipresença por terem as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte, escapando assim, da compreensão em sua totalidade pela mente humana."
Fractais: Arte e Ciência
Explicado, né?
- Foca, Braga, Rômulo, eu.
- Fritada do Tirol, Heinhart, Maria Alice, Jackie, Coca Light.
- Neto ensinando alemão e francês pelo telefone (ele em Minas, nós na Bahia), Braga nos matando de inveja (do bem) pela lua de mel que vai passar na Polinésia Francesa (embarca segunda).
- Discussões acaloradas sobre a bossa nova, trilhas de novelas, porres na Europa, porres em Alagoas, porres na Bahia.
- Braga é o elo entre mim, o Rômulo, o meu ex-namorado, Realengo e Natal.
- Noite boa, lendo mensagens antigas de texto no celular. Bateu saudade que dói.
- Pouco mais de cinco cigarros a noite toda! Oito (Rá!), a bem da verdade...
- "Filhos: melhor não tê-los!
(Mas se não tê-los, como sabe-los?)" Os times se dividem. Eu de um lado, eles do outro. Duas abstenções.
- Planos para ser feliz: vários.
- Confirmação de que o amor entre nós nunca morre.
- Casamento do Braga domingo. Planos. Relatos.
- Felizes. Todos.
- Todos.
- Amém.
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Onde? Uh... Bistrô?
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* Nota de Rodapé
"A ciência dos fractais apresenta estruturas geométricas de grande complexidade e beleza infinita, ligadas às formas da natureza, ao desenvolvimento da vida e à própria compreensão do universo. São imagens de objetos abstratos que possuem o caráter de onipresença por terem as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte, escapando assim, da compreensão em sua totalidade pela mente humana."
Fractais: Arte e Ciência
Explicado, né?
sexta-feira, fevereiro 21, 2003
Babado também é cultura!
Robbie Williams, que não estava em Londres, agradeceu o prêmio por meio de uma mensagem gravada — e aproveitou para dizer às fãs que estava solteiro.
— Gostaria de agradecer ao Brit por me deixar passar essa mensagem de coração solitário, disse.
********
Se a voz meio rouca dele no meu ouvido não fosse suficiente, ainda assim teria as tatuagens, os olhos, as orelhas de elfo doméstico... Sem esquecer sua risada um tanto lazy, meio safada... sua expressão meio ofídia, meio felina... Chris O'Donnel mais rebelde, tão bonito quanto...
Parafraseando Juliana "Gato Roxo": "Selo 'Oh-Yeah, Babe!' de qualidade pra ele!"

********
Alguém já tinha visto a pantera do símbolo dos Thundercats sair da logomarca? Oh, yeah, baby, estou vendo nesse exato momento...
********
O que um banho de mar noturno não fizer, nada mais faz...
Robbie Williams, que não estava em Londres, agradeceu o prêmio por meio de uma mensagem gravada — e aproveitou para dizer às fãs que estava solteiro.
— Gostaria de agradecer ao Brit por me deixar passar essa mensagem de coração solitário, disse.
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Se a voz meio rouca dele no meu ouvido não fosse suficiente, ainda assim teria as tatuagens, os olhos, as orelhas de elfo doméstico... Sem esquecer sua risada um tanto lazy, meio safada... sua expressão meio ofídia, meio felina... Chris O'Donnel mais rebelde, tão bonito quanto...
Parafraseando Juliana "Gato Roxo": "Selo 'Oh-Yeah, Babe!' de qualidade pra ele!"
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Alguém já tinha visto a pantera do símbolo dos Thundercats sair da logomarca? Oh, yeah, baby, estou vendo nesse exato momento...
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O que um banho de mar noturno não fizer, nada mais faz...
Lua minguante apresenta suas armas:
Rinite alérgica brutal, rins dançando lambanda e o ouvido começa a dar sinais de que não aguenta mais nehum espirro.
********
Acho que vou dar um pulo na praia para descarregar esse vodu. Pode ser que eu volte de UTI no ar...
********
Rá! É um dos meios de transporte que faltam para eu andar.
Pelas minhas contas, de veículos bacanas e diferentes, só me falta passear de ambulância. É, porque já andei de carro de bombeiros, reboque de carro (prancha e guincho), e — pasme! — eu pegava carona pra escola com o pai de uma amiga que tinha uma... FUNERÁRIA!!! Logo, eu passei parte do colegial indo assistir aulas sentada num pranchão de carregar caixão. Inútil dizer que isso me conferia um certo status, né?
********
Gente, EU PRECISO QUE ALGUÉM ME PAGUE!!!
Eu tenho um apartamento pra alugar, tenho uma motherboard para adicionar à máquina finada, um contrato de Speedy mais provedor (pensei na Net, mas a relação custo x benefício não vale), mais telefones, novo aparelho de celular e minhas passagens para fugir desse lugar úmido e pagão. Ou vocês acham realmente que eu vou passar o Carnaval em Salvador?
Uh... colchão, chuveiro quente e outros apetrechos? Quem foi que teve a má idéia de lembrar disso? Eu ainda estava na parte lúdica...
********
Crianças com dicionário
Algas:
— Dani, você é uma orbícula!
— Algas... Qualquer referência à minha forma ou conteúdo vai te deixar mal. Quer continuar?
— Vixi, que mau humor!
— Humpf...
— Orbícula: aquele que pode morar em qualquer lugar do mundo...
Parabéns, Daniela. Mais um exercício de futilidade!
********
Como será que a X. consegue fazer aquelas crianças abanarem a mão daquele jeito quase histérico na vinheta de passagem? O que será que vai na mamadeira dos petizes?
Rinite alérgica brutal, rins dançando lambanda e o ouvido começa a dar sinais de que não aguenta mais nehum espirro.
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Acho que vou dar um pulo na praia para descarregar esse vodu. Pode ser que eu volte de UTI no ar...
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Rá! É um dos meios de transporte que faltam para eu andar.
Pelas minhas contas, de veículos bacanas e diferentes, só me falta passear de ambulância. É, porque já andei de carro de bombeiros, reboque de carro (prancha e guincho), e — pasme! — eu pegava carona pra escola com o pai de uma amiga que tinha uma... FUNERÁRIA!!! Logo, eu passei parte do colegial indo assistir aulas sentada num pranchão de carregar caixão. Inútil dizer que isso me conferia um certo status, né?
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Gente, EU PRECISO QUE ALGUÉM ME PAGUE!!!
Eu tenho um apartamento pra alugar, tenho uma motherboard para adicionar à máquina finada, um contrato de Speedy mais provedor (pensei na Net, mas a relação custo x benefício não vale), mais telefones, novo aparelho de celular e minhas passagens para fugir desse lugar úmido e pagão. Ou vocês acham realmente que eu vou passar o Carnaval em Salvador?
Uh... colchão, chuveiro quente e outros apetrechos? Quem foi que teve a má idéia de lembrar disso? Eu ainda estava na parte lúdica...
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Crianças com dicionário
Algas:
— Dani, você é uma orbícula!
— Algas... Qualquer referência à minha forma ou conteúdo vai te deixar mal. Quer continuar?
— Vixi, que mau humor!
— Humpf...
— Orbícula: aquele que pode morar em qualquer lugar do mundo...
Parabéns, Daniela. Mais um exercício de futilidade!
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Como será que a X. consegue fazer aquelas crianças abanarem a mão daquele jeito quase histérico na vinheta de passagem? O que será que vai na mamadeira dos petizes?
quinta-feira, fevereiro 20, 2003
Há tempos recebi (ou achei) um link para os ganhadores do Festival do Minuto do UOL. Poucas coisas me falaram tanto à alma quanto a animação feita pelo Alex B. No site, é o Prêmio UOL, Reticências.
No último quadrinho, eu alterei o personagem. Cortei o menino de cabelo azul e coloquei a menina de cabelo vermelho sozinha. No original, quem fica sozinho é ele. Ah, tem que ir lá pra ver o quanto é lindo...






********
ELE tem razão... Essa minguante está muito, muito estranha...
No último quadrinho, eu alterei o personagem. Cortei o menino de cabelo azul e coloquei a menina de cabelo vermelho sozinha. No original, quem fica sozinho é ele. Ah, tem que ir lá pra ver o quanto é lindo...
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ELE tem razão... Essa minguante está muito, muito estranha...
quarta-feira, fevereiro 19, 2003
Olha, as pessoas tem um ótimo juízo de mim:
"Cruzeiros de Carnaval: de $ 1099 por apenas $ 599!"
Uh... Será que eles têm troco para $ 20.000?
********
Míope, burra.
Acho que a fome não me permite raciocinar.
*Trabalhando numa imagem de base preta (Preta não: R: 32, G: 31, B: 0) e vendo os olhos saltando das órbitas*
********
Acho que vou ouvir o que ouvi em meados de novembro:
— Daniela Henning, você está muito fragmentada!
Estou sim, Torin... Discípula de Baudellaire, que flanava, flanava... Um dia eu volto... melhor assim do que densa daquele jeito "I´m a loser"... "We´re living an yellow submarine"...
"Cruzeiros de Carnaval: de $ 1099 por apenas $ 599!"
Uh... Será que eles têm troco para $ 20.000?
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Míope, burra.
Acho que a fome não me permite raciocinar.
*Trabalhando numa imagem de base preta (Preta não: R: 32, G: 31, B: 0) e vendo os olhos saltando das órbitas*
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Acho que vou ouvir o que ouvi em meados de novembro:
— Daniela Henning, você está muito fragmentada!
Estou sim, Torin... Discípula de Baudellaire, que flanava, flanava... Um dia eu volto... melhor assim do que densa daquele jeito "I´m a loser"... "We´re living an yellow submarine"...
Postando bobagens, editorando imagens delicadinhas, respondendo emails, pendurada no telefone, ouvindo música, com a televisão ligada... E fazendo isso tudo MUITO BEM!
Desculpa se a minha multiplicidade te encanta: sou geminiana. Eu POSSO!
*sorrisinho de Gata de Alice*
********
E o estômago ainda pulsa...
[pulso, pulso, pulso]
********
Editorar imagens... definitivamente eu acho que vou querer dedicar mais tempo a isso... Pelo menos não tenho que interagir com os outros seres humanos... Posso trabalhar em casa, com meu vestidinho pretinho básico, meu coque desfiado, meus cigarros.
********
Bing, Bing, Bing, coelho Ricochete!!! 5 dias, um maço e meio de cigarros só!
Desculpa se a minha multiplicidade te encanta: sou geminiana. Eu POSSO!
*sorrisinho de Gata de Alice*
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E o estômago ainda pulsa...
[pulso, pulso, pulso]
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Editorar imagens... definitivamente eu acho que vou querer dedicar mais tempo a isso... Pelo menos não tenho que interagir com os outros seres humanos... Posso trabalhar em casa, com meu vestidinho pretinho básico, meu coque desfiado, meus cigarros.
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Bing, Bing, Bing, coelho Ricochete!!! 5 dias, um maço e meio de cigarros só!
Por que, Daniela? Por que insistes na porra da mostarda escura, essa estranha que arrebenta o seu estômago? Por que aceitas a incumbência de mastigar o poço gorduroso que é a porra da würst montanhesa?
E agora? O que farás com esse estômago revoltado? Com esse vulcão de ácido gástrico que te queima as entranhas? Achas que a Coca Light foi um bom remédio para a sua ira digestiva?
********
Uh... Bistrô? De novo?
E agora? O que farás com esse estômago revoltado? Com esse vulcão de ácido gástrico que te queima as entranhas? Achas que a Coca Light foi um bom remédio para a sua ira digestiva?
********
Uh... Bistrô? De novo?
terça-feira, fevereiro 18, 2003
— Você tem certeza de quer voltar?
Meu amor, isso é lá pergunta que se faça?
********
Decidido: eu não arredo meu pé daqui enquanto minhas 120 cápsulas de Prozac não forem aviadas.
********
Falando em aviar... minha irmã não sabia o que era aviar!!!
Gente, nascemos do mesmo ventre?
********
Será que estou fadada a só viajar depois do Carnaval? Será que é mais uma piada desse manipulador de títeres que me impulsiona? Seria esse o ano do "Vamos limpar o karma da Daniela"? Será que entrei no meu inferno astral com 5 meses de antecedência? Será que a tão incensada mudança aos 27 anos vai atingir realmente esta que humildemente vos escreve? Será que a Maria ficou com o Toni no final de esperança? Oh, yeah, baby, não vi o último capítulo...
********
Mas será, Deus? Só depois do Carnaval?!
********
Continuando a busca por apartamentos...
Daniela, do Paraíso?
Daniela, da Luz?
Daniela, do Jd. Paulista?
Daniela, do Tucuruvi?
Daniela, da Mooca?
Até agora, foram os lugares que mais me trataram bem na relação custo x benefício. Pessoas que conhecem: são lugares ruins?
********
Você confiaria numa pessoa que ouve, na seqüência:
.Bonnie Tyler, Total Eclipse of a Heart
.Goo Goo Dolls, Iris
.Jay-Jay Johanson, Suffering
.Fábio Jr, O que é que há?
.Vinheta, Armação Ilimitada
.Goo Goo Dolls e Limp Bizkit, Wish you were here
.Márcio Melo, Tonelada de Amor
.Carlos Gardel, Por una cabeza
.Brenner Bianco, Sete e Meia
.Dave Matthews Band, Crash into me
.Vaya con dios, What's a woman
.Sandy e Jr, Love Never Fails
.Mighty Mighty Bosstones, Impression that I get
.Whitesnake, Is this love?
.Yahoo, Mordida de Amor
?
Não, né? Nem eu... Mas foram exatamente essas 15 músicas que tocaram até agora no meu Winamp...
E ainda tem Roberto Carlos, 365, Zero, Jeferson Airplane, Peter, Paul and Mary, Janis Joplin, Cidade Negra, Mastruz com Leite, No Doubt, Venus... Ecletismo, teu nome é Daniela!
********
Humorzim tá melhor, né?
Meu amor, isso é lá pergunta que se faça?
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Decidido: eu não arredo meu pé daqui enquanto minhas 120 cápsulas de Prozac não forem aviadas.
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Falando em aviar... minha irmã não sabia o que era aviar!!!
Gente, nascemos do mesmo ventre?
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Será que estou fadada a só viajar depois do Carnaval? Será que é mais uma piada desse manipulador de títeres que me impulsiona? Seria esse o ano do "Vamos limpar o karma da Daniela"? Será que entrei no meu inferno astral com 5 meses de antecedência? Será que a tão incensada mudança aos 27 anos vai atingir realmente esta que humildemente vos escreve? Será que a Maria ficou com o Toni no final de esperança? Oh, yeah, baby, não vi o último capítulo...
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Mas será, Deus? Só depois do Carnaval?!
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Continuando a busca por apartamentos...
Daniela, do Paraíso?
Daniela, da Luz?
Daniela, do Jd. Paulista?
Daniela, do Tucuruvi?
Daniela, da Mooca?
Até agora, foram os lugares que mais me trataram bem na relação custo x benefício. Pessoas que conhecem: são lugares ruins?
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Você confiaria numa pessoa que ouve, na seqüência:
.Bonnie Tyler, Total Eclipse of a Heart
.Goo Goo Dolls, Iris
.Jay-Jay Johanson, Suffering
.Fábio Jr, O que é que há?
.Vinheta, Armação Ilimitada
.Goo Goo Dolls e Limp Bizkit, Wish you were here
.Márcio Melo, Tonelada de Amor
.Carlos Gardel, Por una cabeza
.Brenner Bianco, Sete e Meia
.Dave Matthews Band, Crash into me
.Vaya con dios, What's a woman
.Sandy e Jr, Love Never Fails
.Mighty Mighty Bosstones, Impression that I get
.Whitesnake, Is this love?
.Yahoo, Mordida de Amor
?
Não, né? Nem eu... Mas foram exatamente essas 15 músicas que tocaram até agora no meu Winamp...
E ainda tem Roberto Carlos, 365, Zero, Jeferson Airplane, Peter, Paul and Mary, Janis Joplin, Cidade Negra, Mastruz com Leite, No Doubt, Venus... Ecletismo, teu nome é Daniela!
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Humorzim tá melhor, né?
segunda-feira, fevereiro 17, 2003
A história da noite do sábado está contada sob outra ótica no Pagan Poetry. Uma bruxa tomando contato com preceitos afro-brasileiros... Ah, Kendra, só você para entender a minha encruzilhada pessoal...
********
A menina desconhecida? Uh... Qual delas? Meu voto vai para a Jessica Rabbit dos Trópicos. Eu bem que falei pro Ernie que aquela menina era uma boa bisca... Nem dei beijinho quando fomos embora... tá louca, misturar minha energia já tão sapateada naquela guria estranha?
********
O que as janelas querem dizer?
Eu vejo da minha janela do quarto um terreno, algo perto de 30 gatos de várias cores. Vejo dois ou três coqueiros, dois cães, vários vizinhos, eventualmente o dia nascendo. Algumas estrelas aparecem por aqui, não muitas, mas o suficiente para que eu me enrodilhe na janela e fique a imaginar quantas mais existirão. Estrelas são pessoas legais que foram embora?
O que os outros vêem das janelas? Talvez pq eu esteja no segundo andar, a minha janela não tem o menor apelo. Mas e nas progressões geométricas? 4o., 8o. andar? O que há de tão mítico no chão desses andares?
Por que dói tanto? Será que esse carma nunca, nunca vai acabar? Será que essa dor está sempre se renovando para que eu nunca me esqueça dela? Será que essa bala nas costas nunca vai cicatrizar? Será que o sal das lágrimas que derramo(ei) não serve como antisseptico?
O que, Deus, eu preciso aprender? O que falta pra eu poder dar mais esse passo para o alto? Uma nova incursão ao topo do edifício mais alto de Salvador, para rir da própria vida, para gargalhar na cara da dor? E onde fica o prédio mais alto de São Paulo? Não adianta, o que é feito na Bahia só se desfaz na Bahia. Mas para aprender o quê? Por Deus, aprender mais o quê com tanta dor? Por que, Deus, tu me permites ver um pedaço de luz se me destinas à sombra logo depois?
********
E de onde, Deus, de onde eu continuo tirando forças para tocar meu barco? De onde me vem essa calma quando a dor me purga a alma? De onde vem essa aceitação serena, quando o minuto anterior me lançava à beira do desespero?
Eu quero parar. Quero que o vento pare de soprar nestas velas, quero ficar á deriva, não aguento mais essa certeza incerta de que dias melhores virão. Quero dormir sem sonhos, quero fugir. Pintar os cabelos de preto, assumir nova identidade, mudar pra uma terra fria, criar huskies siberianos onde eles tenha temperatura adequada, virar esquimó. Ermitã. Ser a tia estranha dos meus sobrinhos que virão, "aquela tia que está em Anchorage, no Alaska... febre do ouro?... não, ela já tem o suficiente, nunca quis ser biliardária..."
********
Roubando um trechinho de um email-desabafo para a minha irmã-estrela-da-sorte:
Não é uma culpa que vou carregar. Não mais uma. É só uma dor. Somos todos muito jovens para esse tipo de evento. Nossa geração não foi preparada para mortes de heróis, mesmo porque não tivemos heróis. Não tivemos uma causa que nos preparasse para perdas de gente nova.
Não é culpa. É só mais uma dor. Mais uma vez queria que tudo acabasse. Sumir. Desaparecer. Virar pó. Evaporar. Desintegrar. Mas me lançaram a maldição da vida longa. Não quero, não quero, não tenho estrutura para perder e perder e perder e ver os meus indo embora, e eu ficando.
Passa. Quando passar o choque, diminui a dor, diminui a sandice. Vou vestir uma roupa levinha, colocar um par de tênis e sair pra rodar sob o sol. Tentar ver o F., tentar fazer a fotossintese, reordenar a vida. Reordenar o que eu tenho agora. Ver o que vou fazer com esse resíduo. Mas é vida, e é minha, e vou tentar cuidar com o maior zelo possível.
Mas tem horas que não dá. Definitivamente não dá.
********
H. M. Q., hoje era um dia em que eu precisava muito do seu colo, da sua lucidez, da luz da sua alma.
********
Desanuviando um pouquinho: nesse estado de espírito, e tendo que ouvir "D'Yer Mak'er", do Led Zeppelin, em RITMO DE AXÉ???
Diria o meu acupunturista: "Você tem dois caminhos: rir ou se desesperar."
U ´in.
Estou rindo.
********
A menina desconhecida? Uh... Qual delas? Meu voto vai para a Jessica Rabbit dos Trópicos. Eu bem que falei pro Ernie que aquela menina era uma boa bisca... Nem dei beijinho quando fomos embora... tá louca, misturar minha energia já tão sapateada naquela guria estranha?
********
O que as janelas querem dizer?
Eu vejo da minha janela do quarto um terreno, algo perto de 30 gatos de várias cores. Vejo dois ou três coqueiros, dois cães, vários vizinhos, eventualmente o dia nascendo. Algumas estrelas aparecem por aqui, não muitas, mas o suficiente para que eu me enrodilhe na janela e fique a imaginar quantas mais existirão. Estrelas são pessoas legais que foram embora?
O que os outros vêem das janelas? Talvez pq eu esteja no segundo andar, a minha janela não tem o menor apelo. Mas e nas progressões geométricas? 4o., 8o. andar? O que há de tão mítico no chão desses andares?
Por que dói tanto? Será que esse carma nunca, nunca vai acabar? Será que essa dor está sempre se renovando para que eu nunca me esqueça dela? Será que essa bala nas costas nunca vai cicatrizar? Será que o sal das lágrimas que derramo(ei) não serve como antisseptico?
O que, Deus, eu preciso aprender? O que falta pra eu poder dar mais esse passo para o alto? Uma nova incursão ao topo do edifício mais alto de Salvador, para rir da própria vida, para gargalhar na cara da dor? E onde fica o prédio mais alto de São Paulo? Não adianta, o que é feito na Bahia só se desfaz na Bahia. Mas para aprender o quê? Por Deus, aprender mais o quê com tanta dor? Por que, Deus, tu me permites ver um pedaço de luz se me destinas à sombra logo depois?
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E de onde, Deus, de onde eu continuo tirando forças para tocar meu barco? De onde me vem essa calma quando a dor me purga a alma? De onde vem essa aceitação serena, quando o minuto anterior me lançava à beira do desespero?
Eu quero parar. Quero que o vento pare de soprar nestas velas, quero ficar á deriva, não aguento mais essa certeza incerta de que dias melhores virão. Quero dormir sem sonhos, quero fugir. Pintar os cabelos de preto, assumir nova identidade, mudar pra uma terra fria, criar huskies siberianos onde eles tenha temperatura adequada, virar esquimó. Ermitã. Ser a tia estranha dos meus sobrinhos que virão, "aquela tia que está em Anchorage, no Alaska... febre do ouro?... não, ela já tem o suficiente, nunca quis ser biliardária..."
********
Roubando um trechinho de um email-desabafo para a minha irmã-estrela-da-sorte:
Não é uma culpa que vou carregar. Não mais uma. É só uma dor. Somos todos muito jovens para esse tipo de evento. Nossa geração não foi preparada para mortes de heróis, mesmo porque não tivemos heróis. Não tivemos uma causa que nos preparasse para perdas de gente nova.
Não é culpa. É só mais uma dor. Mais uma vez queria que tudo acabasse. Sumir. Desaparecer. Virar pó. Evaporar. Desintegrar. Mas me lançaram a maldição da vida longa. Não quero, não quero, não tenho estrutura para perder e perder e perder e ver os meus indo embora, e eu ficando.
Passa. Quando passar o choque, diminui a dor, diminui a sandice. Vou vestir uma roupa levinha, colocar um par de tênis e sair pra rodar sob o sol. Tentar ver o F., tentar fazer a fotossintese, reordenar a vida. Reordenar o que eu tenho agora. Ver o que vou fazer com esse resíduo. Mas é vida, e é minha, e vou tentar cuidar com o maior zelo possível.
Mas tem horas que não dá. Definitivamente não dá.
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H. M. Q., hoje era um dia em que eu precisava muito do seu colo, da sua lucidez, da luz da sua alma.
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Desanuviando um pouquinho: nesse estado de espírito, e tendo que ouvir "D'Yer Mak'er", do Led Zeppelin, em RITMO DE AXÉ???
Diria o meu acupunturista: "Você tem dois caminhos: rir ou se desesperar."
U ´in.
Estou rindo.
domingo, fevereiro 16, 2003
*Ouvindo Adágio for Strings*
Peça para cordas, de uma depressão absurda. Adágio, né?
Cada ida e vinda do arco do violino fere a minha pele. Cada volta das notas para o centro, atração que caracteriza a música tonal, altera o meu centro de gravidade. Desequilibro, torno a erguer, para rodar numa vertigem no próximo compasso.
Meu coração dança, marcando o tempo, metrônomo. Cada crescente da música leva junto meu ânimo. Dura pouco. A decrescência da composição empurra minha alma para cada vez mais longe.
Sigo deslizando pelas partituras, pendurada numa clave de sol, encapsulada num sinal gráfico de sustenido. Jogo da Velha. Game Over. You Win.
********
558 músicas. Modo de seleção randômico.
...
E por que raios celestiais a porra da música 415 é aquela maldita que não me dá paz para a alma??? E por que raios celestiais ela foi a terceira das 10 que vou ter tempo de ouvir nos próximos 30 minutos?
Peça para cordas, de uma depressão absurda. Adágio, né?
Cada ida e vinda do arco do violino fere a minha pele. Cada volta das notas para o centro, atração que caracteriza a música tonal, altera o meu centro de gravidade. Desequilibro, torno a erguer, para rodar numa vertigem no próximo compasso.
Meu coração dança, marcando o tempo, metrônomo. Cada crescente da música leva junto meu ânimo. Dura pouco. A decrescência da composição empurra minha alma para cada vez mais longe.
Sigo deslizando pelas partituras, pendurada numa clave de sol, encapsulada num sinal gráfico de sustenido. Jogo da Velha. Game Over. You Win.
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558 músicas. Modo de seleção randômico.
...
E por que raios celestiais a porra da música 415 é aquela maldita que não me dá paz para a alma??? E por que raios celestiais ela foi a terceira das 10 que vou ter tempo de ouvir nos próximos 30 minutos?
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