terça-feira, março 30, 2004

051

PORTO ALEGRE!!!

Bruno, meu amigo querido, meu editor favorito, meu dupla. Homem bom, bom de coração, bom de princípios. Ele esteve tão pertinho naquele tempo que a gente conversou. Parecia um dia normal, daqueles em que a gente se falava 300 vezes por dia, marcando farra, combinando descer pra almoçar juntos. Parecia que ele estava no trabalho, e que depois ia passar pra me pegar pra tomar uma cerveja num boteco qualquer.

Quando estávamos internados em Sauípe (No Limite 4, tenho certeza), depois dos primeiros dias ficou fácil de viver sem os amigos. A gente não tinha tempo de telefonar, então anulamos Salvador e suas implicações. Lá pelo 23º dia, o céu estava num azul fenomenal, as gravações foram regadas a gin tônica, cervejas e risadas. Resolvi ligar pro meu doppelgänger.

Foi um choque saber que existia vida do lado de fora. Fiquei severamente abalada, acinzentou o tempo, toldou os olhos. Eu senti uma saudade tão amarga, tão pungente, tão dolorida.

E a saudade que deu hoje foi parecida com a de antes. Não nos vemos desde o carnaval do ano passado, e não nos falávamos por tempo igual. Aí ele me liga, indica eu nome para um trabalho. Ligação ruim, chiada, era quase como se fosse outra pessoa. Hoje não. Hoje estava 55505. Limpa, clara, com todas as entonações meio nasais que ele tem. Por um segundo louco, quase o convido para um chopp cubano no aeroclube, hoje à noite. Pés no chão, Daniela. A verdade dele agora não é Varadero. É Dado Bier.

E a minha, qual é?

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Todo mês eu me pergunto como foi que a conta de celular chegou a esse patamar exorbitante. Looking back...

.60 minutos de celular para celular
.11 minutos de celular para celular, algumas vezes por semana.
.48 minutos para São Paulo
.20 minutos para Belém
.Brigas sustentadas ponto a ponto via mensagem de texto.

Achei a resposta.

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Surto de SMS!

Marcando boliche com aquele amigo estouradinho, Borges e Woody Allen... Via mensagem de texto.

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